Dicas de Noronha – atualizações

O ambiente turístico de Fernando de Noronha é bem dinâmico, então convém que as dicas estejam sempre atualizadas.

A taxa do ingresso do Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha custa agora R$ 99,00 para brasileiros e R$ 198,00 para estrangeiros.
Estão isentos de pagar a taxa:
– Crianças menores de 12 anos e  maiores de 60 anos;
– Crianças acima de 5 anos precisam solicitar Cartão de Acesso.
Este ingresso, válido por 10 dias, dá ao visitante o direito de acessar todas as áreas deste Parque Nacional destinadas ao uso público. Os ingressos podem ser comprados pelo site https://www.parnanoronha.com.br.

Todos os direitos reservados © José Dias

As regras de agendamento dos passeios, por exemplo, estavam sendo discutidas na época que estávamos na ilha e à esta altura já devem estar alteradas.

Também estava sendo programado para março deste ano o projeto intitulado Dia do Morador. Significa que quem tiver comprovante de residência na ilha terá um dia exclusivo para desfrutar de um atrativo do parque sem precisar fazer agendamento prévio.

Nesses dias, os turistas não terão acesso ao atrativo que estiver reservado para a população local, mas poderão curtir as demais atrações. Nos demais dias da semana, serão mantidas as regras normais de visitação, sendo necessário o agendamento tanto de moradores quanto de turistas.

Nos deparamos com a mudança do restaurante Tricolor, que voltou ao seu local original, na beira da BR ali um pouco antes da sede do  Projeto Tamar, na Vila do Boldró.

Uma boa surpresa foi o restaurante Corveta, com um cardápio mais ou menos enxuto, mas tudo excelente e com um preço bem justo. Os pratos são saborosos e caprichados e os preços se sairiam muito bem aqui no Rio de Janeiro. Só não fiquei tão apaixonada pela sobremesa, com preço mais alto que alguns pratos (!!!). Para comer só a sobremesa, prefiro ir ao Cacimba Bistrô.

O restaurante Xica da Silva continua super cheio, geralmente com fila. O preço é alto mas a comida é de fato boa.

Surpresa agradabilíssima foi a tapioca da Ceça – já havia sido recomendada por uma moradora ano passado, mas somente agora fui. Tapiocas a dez reais, super bem recheadas, cerveja a 6 reais (dependendo da cerveja), um local bem simples ali ao lado da sede da Atlantis Divers, bom para dar aquela parada relaxada no fim da tarde, vendo o movimento (relativo) de pessoas no “centro” da cidade.

Já o restaurante Mergulhão, no Porto, que eu considerava uma opção deliciosa para o fim de tarde, embora com comida cara para o que oferece, não está mais tão agradável, pois virou “point” de por do sol, fica lotado e precisa agendar. Há agora um certo corre corre dos garçons e muitas trocas de mesa, já não atende ao objetivo de relaxar vendo o movimento dos barcos, os pássaros e o sol se pondo. E a conta vem salgada.

Continua sendo fácil circular na ilha, a passagem do ônibus estava 5 reais, quer dizer, um bom aumento desde o ano passado. Mas pegamos alguns ônibus bem cheios, será que os turistas estão descobrindo esta forma de transporte? Carona quem oferece geralmente é morador da ilha.

Com um movimento grande de turistas as regras restritivas para trilhas e algumas piscinas acabam aumentando.  Não é mais possível tomar banho em algumas piscinas.

As piscinas naturais dos Abreus / Todos os direitos reservados © José Dias

Uma dica extra é conhecer a tábua de marés, a Atlantis Divers disponibilizou em vários locais da ilha a tabela, mas você pode consulta-la no site do Centro de Hidrografia da Marinha (CHM). A maioria das praias fica bem mais agradável para o banho no horário da maré baixa. A praia do Leão, por exemplo, minha preferida – o mar costuma ser um pouco agressivo, mas no horário de maré baixa um recife de pedras forma uma área protegida.

Mas o conselho principal continua sendo: vá!

Monica Di Masi

Arquiteta, PhD em Planejamento Energético e Ambiental, Dive Master PADI e Mergulhadora Tech.

Trilha dos Abreus em Fernando de Noronha

A ilha de Fernando de Noronha é famosa por suas lindas praias, pelo surf, pelos fantásticos mergulhos e pelos diversos passeios, incluindo algumas trilhas. As trilhas são um atrativo que pode ser feito junto com qualquer outro programa de sua preferência. O meu principal programa em Fernando de Noronha é o mergulho autônomo.

Normalmente faço os mergulhos pela manhã e como o retorno ao Porto de Santo Antonio sempre acontece antes do meio dia, tenho tempo de sobra para tomar um banho, almoçar e realizar outro programa, incluindo algumas trilhas.

Em janeiro de 2017, depois de levar um grupo de mergulhadores para mais um maravilhoso live aboard a bordo do Voyager pelos naufrágios de Recife e Maceió, parti para Fernando de Noronha para mais uma série de mergulhos e alguns passeios que eu ainda não tinha feito.

A intenção quando cheguei em Noronha era fazer a trilha do Capim Açu, mas acabou que resolvi deixa-la para outra oportunidade e decidi que faria a trilha dos Abreus, super-recomendada pelos amigos da ilha.

A trilha vista no mapa

Em Noronha existem trilhas para todos os níveis de dificuldades, algumas longas e que exigem bom preparo físico e outras que são passarelas suspensas facilitando assim o acesso, inclusive dos visitantes com alguma necessidade especial. A trilha dos Abreus é uma trilha de 1200 metros com um caminho bem demarcado e com uma vista do mar de fora de tirar o fôlego, somente no final da trilha é que há uma descida bem íngreme em que o visitante terá que tomar um pouco mais de cuidado e utilizar a corda de apoio. Levei por volta de uns 30 minutos até chegar à descida íngreme, fui andando e apreciando o passeio, sem pressa!

Trilha dos Abreus / Todos os direitos reservados © Monica Di Masi
Durante a caminha é possível ver o mar de fora / Todos os direitos reservados © José Dias

Ao chegar ao final da descida há um fiscal que passa algumas informações sobre o local e os cuidados necessários, além de você ter que assinar um termo de responsabilidade e uma ficha de presença. Depois disso é só curtir as piscinas naturais e a tranquilidade.

A descida bem íngreme que o visitante terá que usar a corda de apoio /
Todos os direitos reservados ©Monica Di Masi

Eu havia planejado fazer a trilha após o meu último dia de mergulho, mas quando fui a sede do ICMBio para agendar o sistema de agendamento estava fora do ar, então foi necessário retornar no dia seguinte, tudo deu certo pois consegui agendar sem dificuldades. Fique atento, pois existe o limite máximo de 24 visitantes/dia e os guias locais costumam agendar o de várias pessoas ao mesmo tempo, portanto, insista. A trilha dos Abreus não costuma ser disputada como a do Atalaia e sua praia não possui faixa de areia.

Piscinas naturais dos Abreus / Todos os direitos reservados © Monica Di Masi

O acesso ao início da trilha, que eu utilizei e que foi informado pelo funcionário do ICMBio, foi pela estrada a esquerda da praia do Sueste, uma pequena estrada ao lado do estacionamento.

O início da trilha

Como o passeio é recomendado no horário de maré baixa, o portão da trilha só abre neste horário, no meu caso, abriria às 12 horas e eu poderia ficar até às 15 horas. Então fui um pouco mais cedo para o PIC do Sueste e fiz um lanche para aguentar até a hora tardia que iria almoçar.

Lanche no Sueste / Todos os direitos reservados © Monica Di Masi

Se você está de carro alugado ou táxi é possível chegar até bem próximo do início “oficial” da trilha, evitando alguns minutos de caminhada. Se estiver de ônibus, salte no ponto final, no Sueste, e pegue a estrada que descrevi acima. Não tem erro.

Como agendar:

Para fazer a trilha é obrigatório agendar uma data na sede do ICMBio, que fica junto ao Projeto Tamar, na Vila do Boldró. O ônibus deixa na porta.

  • O passeio é grátis e pode ser feito sem guia, mas só são permitidos 24 visitantes por dia e o horário de visitação da trilha é na maré baixa;
  • É necessário apresentar o ingresso do parque, cópia do voucher ou o número de CPF do visitante;
  • Cada visitante/condutor tem o direito de agendar no máximo 6 pessoas;
  • Agendamento realizado com até 5 dias de antecedência.
Local do agendamento na sede do ICMBio / Todos os direitos reservados © José Dias

Horários do ICMBio para o agendamento de atrativos:

Segunda a sexta-feira
Das 8h30 às 12h e das 14h às 18h

Sábados e feriados
Das 15h às 18h

Domingo
Não funciona

É obrigatório a fim de preservar as piscinas naturais:

O uso de máscara, colete salva-vidas e snorkel. Estes itens visam a proteção dos ambientes e melhor experiência do visitante.

É proibido:

  • O uso de protetor solar, repelente e outros dermo-cosméticos;
  • Usar nadadeiras, sapatilhas ou luvas;
  • Tocar o fundo das piscinas;
  • Perseguir, encurralar ou tocar os animais;
  • Interferir ou coletar materiais no ambiente natural;
  • Jogar lixo na trilha, praia ou piscina.

O que levar:

  • Vá de tênis para esta trilha, mas leve um chinelo leve na bolsa;
  • 01 litro de água;
  • Boné;
  • Roupas leves;
  • Toalha;
  • Um pequeno lanche;
  • Máquina fotográfica.

Optei por usar minha máscara e snorkel, e aluguei o colete. Você não poderá alugar o equipamento no Sueste. Eu aluguei com a indicação do pessoal da Noronha Tour, eles inclusive podem agendar os melhores passeios de Noronha, deste ilhatour até todas as trilhas. Se você não quer perder nenhum minuto em Noronha com agendamentos esta é a melhor opção.

Vida marinha nas piscinas naturais dos Abreus / Todos os direitos reservados © José Dias

No caminho de volta ao Sueste, ainda podemos observar o Açude da Pedreira.

Açude da Pedreira / Todos os direitos reservados © Monica Di Masi

A partir de março deste ano, começou o projeto intitulado o Dia do Morador. Significa que quem tiver comprovante de residência na ilha terá um dia exclusivo para desfrutar de um atrativo do parque sem precisar fazer agendamento prévio.

Nesses dias, os turistas não terão acesso ao atrativo que estiver reservado para a população local, mas poderão curtir as demais atrações. Nos demais dias da semana, serão mantidas as regras normais de visitação, sendo necessário o agendamento tanto de moradores quanto de turistas.

Calendário do projeto Dia do Morador/ICMBio
Todos os direitos reservados © Monica Di Masi

A trilha dos Abreus foi uma grata surpresa, exatamente como informado pelos amigos. Passei as 3 horas que me foram permitidas me banhando naquelas piscinas deliciosas em um lugar bonito e tranquilo.

José Dias

José Dias

Diretor de fotografia, fotógrafo, instrutor de mergulho, foto e vídeo subaquáticos. Mergulhador tech e de cavernas.
José Dias

Lanzarote – Um paraíso de Mergulho com o primeiro Museu Subaquático da Europa

Por: Carlos Campaña

Nesta terça-feira, 10 de janeiro de 2017, abriu oficialmente o primeiro museu subaquático da Europa, mas precisamente nas águas claras perto da costa sul de Lanzarote na baía de Las Coloradas, Espanha, chama-se Museu Atlântico. Turistas já poderão mergulhar para observar as 300 esculturas em tamanho natural, esculturas feitas em betão de pH neutro, inócuo para o ambiente. As esculturas foram feitas a partir de pessoas reais e agrupadas em diferentes instalações que chamam a atenção para questões como as alterações climáticas, conservação e migração, com uma área aproximada de 2.500 metros quadrados, a uma profundidade de 12 a 15 metros.

Mais do que beleza cênica e entretenimento para mergulhadores as 300 esculturas mudam a percepção do mergulhador ao observá-las pousando tranquilamente no fundo do mar, num território declarado Reserva da Biosfera pela Unesco.

As esculturas são do escultor britânico Jaison deCaires Taylor, e cada uma delas pretende criar uma conversação. Uma das séries, intitulada The Raft of Lampedusa, inclui esculturas que pretendem alertar para “a responsabilidade coletiva que temos agora na comunidade global” fazendo referência à crise de refugiados e as vidas que se perderam no mar.

Museo Atlántico © Jason deCaires Taylor

Museu Atlântico não é só um museu, é um recife artificial, onde os peixes podem nadar livremente entre as esculturas e se proteger de ameaças, também como uma forma de preservar a fauna do local.

O museu subaquático esta situado em Playa Blanca na parte Sul da ilha de Lanzarote, na baía de Las Coloradas, a uns 200 metros da costa, numa área protegida por lei e que tem as melhores condições para a instalação, por estar protegida das grandes correntes que afetam a costa norte da ilha. 2% da arrecadação paga pelos visitantes serão atribuídos à investigação e divulgação das espécies e faunas marinhas de Lanzarote.

Todos os direitos reservados

O museu é visitado diariamente por mergulhadores de todas as partes do mundo. As tarifas são: Adultos Scuba: 12,00 € Adultos Snorkel: 8,00 €

Dicas

Na ilha, pode-se realizar o que chamo de mergulho das três ilhas, que são pacotes de mergulhos com grupos com 4 ou mais mergulhadores, onde normalmente incluímos o mergulho em 3 ilhas, como a ilha “La Graciosa” e a “Isla de Lobos”.

Conforme a certificação e experiência do mergulhador é possível conhecer cavernas, naufrágios, cordilheiras e a grandiosa vida marinha. Assim como em Canárias é o único lugar de Europa onde é possível mergulhar diariamente com o tubarão Angelote (Squatina Squatina).

Outra vantagem de Lanzarote é a facilidade de encontrar hotéis, apartamentos, carros de aluguel, bicicletas, motos, dentre outros, e com preços para todos os gostos.

Nós mesmos oferecemos a possibilidade de encontrar acomodações, assim como, fazer suas reservas de carro, hotel e demais.

Realizamos também, o transfer dos clientes desde o aeroporto até o hotel e buscamos diariamente para os mergulhos programados.

Conforme o grupo de mergulhadores, deixamos a possibilidade do grupo escolher o local de mergulho desejado.

Faça o download do Guia de Mergulho em Lanzarote – 11.4Mb

Mais informações podem ser obtidas através dos contatos abaixo:

Lanzarote Non Stop Divers

Cel: +00 34 690-808508
E-mail: info@lanzarotenonstopdivers.com
http://lanzarotenonstopdivers.com/

Carlos Campaña
5 Star Padi Dive Center, Lanzarote Non Stop Divers
+ 34 928.517.277 | + 34 690.808.508
info@lanzarotenonstopdivers.com http://www.lanzarotenonstopdivers.com
Av.Papagayo 18 - Centro Comercial Papagayo 67D - 35.580 Playa Blanca - Lanzarote - Spain

Com Nautilus Lifeline regitrado, protagonista de Mar Aberto nunca mais.

Ok, o filme Mar Aberto é horrível. Mas a inspiração para o filme foi um fato real e coisas assim acontecem mesmo. É um pesadelo recorrente entre mergulhadores – emergir longe da vista do barco e não conseguir voltar. Todo mergulhador experiente provavelmente já passou por um sufoquinho de estar um pouco longe do barco enfrentando ondas e correnteza e percebeu como isso pode se tornar complicado. Neblina, ondas altas, estar atrás de uma ilha, correnteza afastar rápido demais ou o barco simplesmente ter ido embora… neblinaNão são incomuns os mergulhadores “deixados para trás”. Acompanhei algumas histórias recentes, algumas resultando no pior. Aqui dois exemplos:

http://www.deweyhammond.com/travel/lost-in-the-carribean-sea

http://edition.cnn.com/2014/02/17/travel/bali-divers-search/

Como tenho planejado viagens para locais mais remotos, como Revillagigedo (onde fui recentemente), Galápagos, Indonésia etc, a preocupação em não ser protagonista de um filme horrível como Mar Aberto cresceu.IMG_3644_h2o

Enfim, numa das minhas viagens aos EUA para adquirir equipamento Tech, comprei um Nautilus Lifeline – rádio marítimo com GPS à prova d´água que permite a comunicação do mergulhador com qualquer embarcação próxima, e até com os serviços de emergência locais (guarda costeira, bombeiros etc).

Já havia sido informada que no Brasil não era possível registrar o rádio e obter o tal número MMSI (Maritime Mobile Service Identity), pois a ANATEL só daria esse registro para rádio em embarcações, mas que isso só impediria de usar o botão vermelho. O rádio tem três botões, verde, laranja e vermelho. O vermelho é o sinal de socorro; se apertar este botão, sua posição em GPS é enviada para todos as embarcações num raio de até 55 Km, além da guarda costeira.

Não sei se este botão é absolutamente necessário, já que o verde permite conversar com qualquer barco próximo (vem ajustado para o canal 68) e o laranja é o canal de socorro internacional, o canal 16.  Mas como somente nesta função a posição em GPS é enviada automaticamente, me pareceu prudente ativá-la.

Quando comprei, em julho de 2014, a notícia era que no Brasil não era possível registrar um rádio sem estar atrelado a uma embarcação. Conheci algumas pessoas que tinham o rádio e nenhuma delas tinha registrado. Até que recebi a notícia que um conhecido de um amigo tinha conseguido registrar. Que tinha sido difícil demorou e tal, mas não consegui receber informação sobre o processo.

Como boa funcionária pública, estou acostumada a lidar com burocracia e a ter paciência. Então não me intimidei.

Busquei no site da ANATEL o procedimento para registro de rádio marítimo.

Bom, como o site vive mudando, a busca foi mais ou menos assim: serviço regulado  – outorga – serviço móvel marítimo.

Aqui o texto que encontrei na página.

Clique para visitar a página
Clique para visitar a página

Bom, tudo muito bem explicado, menos a parte do rádio não estar ligado a uma embarcação.

Vantagem de morar numa capital, preenchi previamente o formulário e fui na sede da ANATEL, no endereço:  Praça XV de novembro, 20, 9 andar. É o prédio da antiga bolsa de valores, e a entrada é pela rua do Mercado, pelo subsolo.

Cada capital tem uma sala do cidadão (vi em consumidor, canais de atendimento). Reproduzo a página abaixo.

Clique para visitar a página
Clique para visitar a página

Aqui a placa com o horário de atendimento.
placa_anatel

Sugiro ir no horário em que os dois tipos de atendimento estão funcionando, o protocolo e o atendimento ao público.

Cheguei lá com  o formulário parcialmente preenchido, pois não sabia como preencher os campos de informação da embarcação e outros detalhes do rádio.

Expliquei para a moça do protocolo, que sabia vagamente algo sobre o assunto e chamou um rapaz que poderia me ajudar. De fato, veio me atender um rapaz que sabia do caso (aparentemente trabalhou na regulamentação) e me ajudou a completar o formulário, e anexou a homologação do Nautilus Lifeline ao meu processo. Soube então que este rádio já está homologado na ANATEL.

Aqui as duas páginas do formulário:

Fichasolicit2h2o
Clique para ampliar

Fichasolicih2o

 

Dei entrada com a moça do protocolo, que me deu um número para acompanhar pela internet. A previsão seria de duas semanas para receber os boletos.

Eis que,  uma semana depois, recebo a correspondência.

oficiopendh2o
Clique para ampliar

O que parecia estar resolvido de repente não estava, pediram os dados da embarcação.

Fui pessoalmente de novo, encontrei a mesma moça no protocolo, mencionei o problema e pedi para falar com o mesmo rapaz, e logo fui atendida.

Ele pegou meu processo e logo detectou o problema, um dos campos do formulário não havia sido preenchido – e então o preenchemos com uma informação do tipo “equipamento para salvamento de mergulhador”, pode ser qualquer descrição que deixe claro que não é equipamento para barco e sim para mergulhador.
Feito, o processo seguiu, 15 dias depois recebo os boletos para pagamento, com um prazo de vencimento bem longo.

Clique para ampliar
Clique para ampliar

boleto2h2oboleto3h2o

 

 

 

 

Paguei um pouco antes do prazo, para não atrasar muito o processo.

Uma semana depois de pagas as taxas, recebo em casa a licença e o número MMSI.

oficiolicencah2o
Clique para ampliar

licencah2o

 

 

 

 

 

 

Já havia instalado o “desktop software” do Nautilus Lifeline no meu PC, necessário para fazer atualizações e o registro. Conectei o radinho ao PC e segui os procedimentos. Pronto, rádio registrado! Menos de dois meses para o processo todo. Pode ser menos de um mês, se não houver pendência e se o pagamento for imediato.

De qualquer forma, espero nunca precisar usar o botão vermelho…

Monica Di Masi

Arquiteta, PhD em Planejamento Energético e Ambiental, Dive Master PADI e Mergulhadora Tech.

Minha Bonaire desempacotada

Sempre preferi organizar minhas próprias viagens.

Hoje com internet, facebook, tripadvisor, o trabalho do viajante está muito fácil. Lembro de ter que comprar guias e usar o telefone, o que saia muito mais caro. Importante é usar fontes confiáveis e sites oficiais. Eu evito sites de desconto e compra através de terceiros, geralmente vou na fonte, vou direto na cia aérea. Mesma coisa com hotéis. Já usei booking.com, mas já tive problemas com site do tipo. Fiz uma reserva que precisei cancelar e nunca recebi retorno. O site enviava comunicação para a pousada com copia para mim e esta não retornou nunca. Enfim. Direto é muito mais fácil, quanto mais intermediários para lidar acho mais complicado.

A Bonaire eu fui três vezes, todas “desempacotadas”: 2004, 2006 e 2014. Assim como Noronha, Bonaire é aquele lugar para voltar sempre, o repouso do mergulhador, o lugar certo para se sentir de férias e mergulhar muito.

Bonaire para mim não é lugar para ir em multidão. Mais um motivo para evitar os pacotes. Se a graça da viagem é a liberdade de escolher a hora e o ponto de mergulho, se junta muita gente ainda mais desconhecida essa parte se perde. O ideal é uma dupla ou grupo pequeno bem afinado. Assim, gente que esteja no mesmo ritmo ou bem disposto a se adaptar ao ritmo dos outros, geralmente a gente só faz isso com pessoas que gostamos muito. Também tem a questão da cozinha, a questão do carro… melhor ir em dupla ou grupo muito harmônico.Bonaire_1

Molinho e mais barato organizar a viagem “out of” pacote. Porque não fico presa ao mega resort dos pacotes. Além da liberdade com datas – eu preferi fazer uma viagem mais longa das duas primeiras vezes que fui, para valer a pena o vôo que nem sempre é muito favorável. Prefiro ficar dez dias ao invés de uma semana. Enfim, faço a minha viagem, do meu jeito.

Já fiquei nos hotéis: Yatch Club Apartments, Coco Palm Garden & Casa Oleander e Den Laman

Indico o primeiro, o Yatch Club sem medo. Preços super em conta, localização muito boa embora não esteja na beira da praia, apartamentos completos e agradáveis, comércio próximo. Só atravessar a rua e pode usufruir da praia e do bar do hotel em frente, Eden Beach Resort. A praia, dá para usar a do Eden Beach, pagando US$ 10,00 pela espreguiçadeira com ombrelone.

O Eden Beach tem um agito (ok, agito em Bonaire é algo bem relativo…) no fim de tarde.

A operadora de mergulho (Wanna Dive Bonaire) que atende o Yatch Club Apartments também é a do hotel em frente e é bem prática para pegar e deixar os cilindros, dá para fazer isso a qualquer hora.

Como intervalo de superfície, geralmente opto por uma parada em alguma praia, são poucas. Ou passar no hotel, ou ficar vendo a paisagem, enfim, rodeando.

Bonaire_6Na minha última viagem, no último dia fomos até o Sorobon Beach Resort, à beira de Lac Bay, sul da ilha, onde novamente por US$ 10,00 você “ganha” um ombrelone com duas espreguiçadeiras e o direito à infra local, que inclui banheiros, bar, restaurante. Além da paz e do píer… Dá uma preguiça… repouso merecido depois de tantos dias de mergulho. Aquela água quase parada, quente, transparente e rasinha… um ventinho bom… hum…

Já quando fiquei hospedada no Coco Palm nos sentimos meio isolados, é meio ermo lá. Meio mão de obra para tudo, compras e pegar cilindros. E o quarto – não é exatamente um apartamento, é um quarto – é pequeno, a mini cozinha fica quase em cima da cama, o que não cria um ambiente agradável. Além de me sentir insegura… seria muito fácil alguém invadir o quarto. Aliás, nunca fui assaltada em Bonaire, mas já ouvi relatos.

Bonaire_5O Den Laman é perto do Yatch Club, perto de comércio (tem um pequeno mercado), também permite ir a pé até o Eden Beach Resort, e fica em frente ao mar. Não tem exatamente uma praia, só uma pequena faixa de areia (cascalho). A vantagem é estar de frente para o mar; ter um píer de onde é possível mergulhar; ter a própria operadora de mergulho, quer dizer, os cilindros ficam por lá mesmo e o equipamento em um grande depósito. Mas apresenta algumas desvantagens. A operadora só abre as 9 horas e fecha 17 horas. Então, se você não separou cedo os cilindros que vai usar na manhã do dia seguinte, vai ter que esperar abrir e começa muito tarde os mergulhos do dia. Isso  chegou a causar algum transtorno. Porque fomos duas vezes mergulhar nos pontos do Washington Slagbaai National Park, onde tem que ir cedo, pois se não entrar cedo não dá tempo de mergulhar. Aí, o melhor é fazer um lanche por lá e talvez emendar com um terceiro mergulho no caminho. Só que se chegar no Hotel depois das 17 horas já não consegue separar os cilindros do dia seguinte… Enfim, tem que conhecer as regras de cada dive center e se programar direitinho para aproveitar bem os tais mergulhos ilimitados.

Bonaire_3Em termos de viagem (ainda mais) econômica, falam do Dive Hut, simples  mas com o necessário (ar condicionado, banho quente…), não na frente do mar mas muito bem localizado, ainda vou experimentar. Mas uma outra opção econômica, de ficar no Rincon, um bairro tradicional habitado por nativos, já meio fora do caminho dos dive centers, comércio e pontos de mergulho, é uma ideia que não me agrada.

Ah, essa propaganda de mergulhos super tranquilos… a entrada nem sempre é suave! Mar se mexe! Ás vezes tem ondinha, às vezes tem correnteza… e muitas pedras e corais de fogo. Dá para tomar um belo tombo e se machucar. E a correnteza pode pegar de surpresa às vezes. Mar é sempre mar, tem onda, tem corrente… Tomei um tombo, nem estava mergulhando, já tinha tirado o neoprene, caí em cima de um coral de fogo, não foi muito gostoso. Mas o tombo que deu o maior prejuízo foi o da entrada do Hilma Hooker. Não foi um grande tombo, mas a câmara estava na mão, bateu em alguma coisa e alagou; só vi quando já estava chegando no naufrágio. Não dava mais para subir rápido, tive que subir lentamente, fazer a parada, assistindo aquela aguinha dentro da caixa…

Mas a maioria é bem tranquilo mesmo. A gente vai pegando a manha de equipar no carro e colocar as nadadeiras na água. Só procurar as pedrinhas amarelas, parar o carro, observar a bóia, entrada e a corrente… claro que a cada viagem sempre leio sobre a característica dos pontos.Bonaire_4

O parque Washington Slagbaai reserva bons mergulhos, um pouco diferentes do restante da ilha. Nas duas primeiras viagens não mergulhei lá pois o que se dizia é que os pontos estavam ainda devastados pelo furacão que passou por lá.

Na próxima vez que eu voltar à ilha não me escapará o mergulho embarcado East coast Diving Que leva para o lado desabrigado da ilha, onde as entradas de costa não são possíveis (quer dizer, entrar até dá, passo do gigante, mas voltar…rs…) e, dizem, alguns animais maiores são avistados. Pode ser, porque de resto a ilha não é mesmo habitat dos grandes. Em 2006 eu vi um tubarão na ilha, mas foi só uma vez.

Bonaire_7Como nesta última viagem eramos duas vegetarianas – uma vegana, eu nem tanto – optamos por preparar a maioria das refeições no hotel. O supermercado segue o padrão holandês, tem muita mercadoria europeia e/ou que refletem hábitos europeus e também americanos. Portanto, ficou fácil encontrar orgânicos, sugar free, lactose free, pães de grãos de vários tipos… e também veganos. Levamos para casa tofu e cogumelos, a maioria das refeições foi a base deles, além de creme de amendoin para passar no pão. Quem disse que vegano come mal? O tofu em cubinhos, refogado com bastante cebola e no molho de tomate fez uma ótima macarronada vegetariana. Shitake nem se fala… macarrão com  shitake, batata com shitake… Ervilha, tomates, verduras, deu para variar bastante.

Na rua também não foi difícil, encontramos um excelente sorvete com opções sem lactose e hambúrgueres veganos; não precisamos ficar restritas às saladas. Tomamos conhecimento de um restaurante Ayruveda, porém com horário muito restrito, tipo de 12 as 13 horas. Nem fomos, afinal de férias não dá para ficar tão preso a horário.

Bonaire é bom para comprar equipamentos de mergulho, não tem assim uma variedade infinita, mas para nós brasileiros já vale a pena. Mas não dá para comprar muito mais coisa não, só souvenir. Canecas, camisetas, artesanato. E sal – da última vez trouxe sal.

Então acabo gastando muito pouco em Bonaire. Férias perfeitas. Só falhei em não agendar uma massagem para o último dia – tem vários studios/ spas, nos resorts e fora deles. Mas só agendando.

Ao longo desses anos o que melhorou na ilha foi que agora dá para pagar tudo em dólar – nas duas primeiras vezes que fui era um saco, tinha que ficar trocando dólar pelo dinheiro local no banco no centro da cidade. Outra coisa que melhorou foi a oferta de nitrox, praticamente em todos os dive centers agora é free. A primeira viagem eu fiz sem nitrox e os mergulhos ficaram bem limitados.

O que piorou foi a vida marinha, mas isso parece inevitável no mundo todo.

E uma coisa é certa: vou voltar muitas vezes ainda.

Monica Di Masi

Arquiteta, PhD em Planejamento Energético e Ambiental, Dive Master PADI e Mergulhadora Tech.

Expedição Rebreather

No ano de 2012 realizamos o 1º Live aboard exclusivo para mergulhadores de rebreather no Brasil a bordo do catamarã Atlantis Voyager.
Participaram os mergulhadores: Adair Ribeiro, André Domingues, Carlos Janovitch e José Maurício Rodrigues.

Voyager Foto © Roberto Palmer
Voyager
Foto © Roberto Palmer


O Voyager é um motor-sailer de 60 pés para até 10 passageiros.
Ele foi construído especialmente para alcançar pontos remotos e entrar em lugares de difícil acesso (calado = 1,40m).
Acomodações:
– 2 cabines com cama de casal na proa.
– 4 cabines com 2 camas (beliche) nos corredores.
– 2 banheiros com chuveiro (1 em cada casco).
Ficha técnica:
Fabricação: Dolphin Catamarans (2004)
Motorsailer / catamarã 60 pés (18,00m x 8,30m).
Tripulação: 4.
Vel. max: 18 nos / Vel. trab.: 11 nos
2 motores inboard 6cil / 170 HP / Mercedes Benz
Óleo: 2700 lts / Água: 2500 lts
Ar condicionado / 2 Geradores Kohler / Dessalinizador
Cozinha externa
2 Compressores

Voyager_PLANTAPara conhecer a história dos naufrágios que iremos mergulhar, vá ao site do biólogo e pesquisador de naufrágios Maurício Carvalho em Naufrágios do Brasil.

Veja algumas fotos do que rolou no nosso live aboard no Voyager em 2012.


dada1 dada2 grupo3 grupo4 andre1 rb grupo_2 grupo_1 grupo6

José Dias

José Dias

Diretor de fotografia, fotógrafo, instrutor de mergulho, foto e vídeo subaquáticos. Mergulhador tech e de cavernas.
José Dias