Trilha dos Abreus em Fernando de Noronha

A ilha de Fernando de Noronha é famosa por suas lindas praias, pelo surf, pelos fantásticos mergulhos e pelos diversos passeios, incluindo algumas trilhas. As trilhas são um atrativo que pode ser feito junto com qualquer outro programa de sua preferência. O meu principal programa em Fernando de Noronha é o mergulho autônomo.

Normalmente faço os mergulhos pela manhã e como o retorno ao Porto de Santo Antonio sempre acontece antes do meio dia, tenho tempo de sobra para tomar um banho, almoçar e realizar outro programa, incluindo algumas trilhas.

Em janeiro de 2017, depois de levar um grupo de mergulhadores para mais um maravilhoso live aboard a bordo do Voyager pelos naufrágios de Recife e Maceió, parti para Fernando de Noronha para mais uma série de mergulhos e alguns passeios que eu ainda não tinha feito.

A intenção quando cheguei em Noronha era fazer a trilha do Capim Açu, mas acabou que resolvi deixa-la para outra oportunidade e decidi que faria a trilha dos Abreus, super-recomendada pelos amigos da ilha.

A trilha vista no mapa

Em Noronha existem trilhas para todos os níveis de dificuldades, algumas longas e que exigem bom preparo físico e outras que são passarelas suspensas facilitando assim o acesso, inclusive dos visitantes com alguma necessidade especial. A trilha dos Abreus é uma trilha de 1200 metros com um caminho bem demarcado e com uma vista do mar de fora de tirar o fôlego, somente no final da trilha é que há uma descida bem íngreme em que o visitante terá que tomar um pouco mais de cuidado e utilizar a corda de apoio. Levei por volta de uns 30 minutos até chegar à descida íngreme, fui andando e apreciando o passeio, sem pressa!

Trilha dos Abreus / Todos os direitos reservados © Monica Di Masi
Durante a caminha é possível ver o mar de fora / Todos os direitos reservados © José Dias

Ao chegar ao final da descida há um fiscal que passa algumas informações sobre o local e os cuidados necessários, além de você ter que assinar um termo de responsabilidade e uma ficha de presença. Depois disso é só curtir as piscinas naturais e a tranquilidade.

A descida bem íngreme que o visitante terá que usar a corda de apoio /
Todos os direitos reservados ©Monica Di Masi

Eu havia planejado fazer a trilha após o meu último dia de mergulho, mas quando fui a sede do ICMBio para agendar o sistema de agendamento estava fora do ar, então foi necessário retornar no dia seguinte, tudo deu certo pois consegui agendar sem dificuldades. Fique atento, pois existe o limite máximo de 24 visitantes/dia e os guias locais costumam agendar o de várias pessoas ao mesmo tempo, portanto, insista. A trilha dos Abreus não costuma ser disputada como a do Atalaia e sua praia não possui faixa de areia.

Piscinas naturais dos Abreus / Todos os direitos reservados © Monica Di Masi

O acesso ao início da trilha, que eu utilizei e que foi informado pelo funcionário do ICMBio, foi pela estrada a esquerda da praia do Sueste, uma pequena estrada ao lado do estacionamento.

O início da trilha

Como o passeio é recomendado no horário de maré baixa, o portão da trilha só abre neste horário, no meu caso, abriria às 12 horas e eu poderia ficar até às 15 horas. Então fui um pouco mais cedo para o PIC do Sueste e fiz um lanche para aguentar até a hora tardia que iria almoçar.

Lanche no Sueste / Todos os direitos reservados © Monica Di Masi

Se você está de carro alugado ou táxi é possível chegar até bem próximo do início “oficial” da trilha, evitando alguns minutos de caminhada. Se estiver de ônibus, salte no ponto final, no Sueste, e pegue a estrada que descrevi acima. Não tem erro.

Como agendar:

Para fazer a trilha é obrigatório agendar uma data na sede do ICMBio, que fica junto ao Projeto Tamar, na Vila do Boldró. O ônibus deixa na porta.

  • O passeio é grátis e pode ser feito sem guia, mas só são permitidos 24 visitantes por dia e o horário de visitação da trilha é na maré baixa;
  • É necessário apresentar o ingresso do parque, cópia do voucher ou o número de CPF do visitante;
  • Cada visitante/condutor tem o direito de agendar no máximo 6 pessoas;
  • Agendamento realizado com até 5 dias de antecedência.
Local do agendamento na sede do ICMBio / Todos os direitos reservados © José Dias

Horários do ICMBio para o agendamento de atrativos:

Segunda a sexta-feira
Das 8h30 às 12h e das 14h às 18h

Sábados e feriados
Das 15h às 18h

Domingo
Não funciona

É obrigatório a fim de preservar as piscinas naturais:

O uso de máscara, colete salva-vidas e snorkel. Estes itens visam a proteção dos ambientes e melhor experiência do visitante.

É proibido:

  • O uso de protetor solar, repelente e outros dermo-cosméticos;
  • Usar nadadeiras, sapatilhas ou luvas;
  • Tocar o fundo das piscinas;
  • Perseguir, encurralar ou tocar os animais;
  • Interferir ou coletar materiais no ambiente natural;
  • Jogar lixo na trilha, praia ou piscina.

O que levar:

  • Vá de tênis para esta trilha, mas leve um chinelo leve na bolsa;
  • 01 litro de água;
  • Boné;
  • Roupas leves;
  • Toalha;
  • Um pequeno lanche;
  • Máquina fotográfica.

Optei por usar minha máscara e snorkel, e aluguei o colete. Você não poderá alugar o equipamento no Sueste. Eu aluguei com a indicação do pessoal da Noronha Tour, eles inclusive podem agendar os melhores passeios de Noronha, deste ilhatour até todas as trilhas. Se você não quer perder nenhum minuto em Noronha com agendamentos esta é a melhor opção.

Vida marinha nas piscinas naturais dos Abreus / Todos os direitos reservados © José Dias

No caminho de volta ao Sueste, ainda podemos observar o Açude da Pedreira.

Açude da Pedreira / Todos os direitos reservados © Monica Di Masi

A partir de março deste ano, começou o projeto intitulado o Dia do Morador. Significa que quem tiver comprovante de residência na ilha terá um dia exclusivo para desfrutar de um atrativo do parque sem precisar fazer agendamento prévio.

Nesses dias, os turistas não terão acesso ao atrativo que estiver reservado para a população local, mas poderão curtir as demais atrações. Nos demais dias da semana, serão mantidas as regras normais de visitação, sendo necessário o agendamento tanto de moradores quanto de turistas.

Calendário do projeto Dia do Morador/ICMBio
Todos os direitos reservados © Monica Di Masi

A trilha dos Abreus foi uma grata surpresa, exatamente como informado pelos amigos. Passei as 3 horas que me foram permitidas me banhando naquelas piscinas deliciosas em um lugar bonito e tranquilo.

José Dias

José Dias

Diretor de fotografia, fotógrafo, instrutor de mergulho, foto e vídeo subaquáticos. Mergulhador tech e de cavernas.
José Dias

Dicas sobre Noronha para marinheiros de primeira viagem

Estas dicas são bem pessoais, um guiazinho mesmo, preparei para amigos e resolvi publicar, especialmente para quem está indo pela primeira vez, mergulhador ou não. Na segunda vez você já não vai precisar de dica nenhuma!

Caso ainda não tenha planejado a viagem, minha sugestão é estende-la o máximo que puder. É caro mesmo, mas vale a pena. Eu escolho não pensar muito em quanto a viagem está custando… e curtir o paraíso.

  • Tem pousada para todos os bolsos, quer dizer quase todos, já que nada em Noronha é barato. Antigamente as pousadas domiciliares eram conhecidas pela precariedade, mas esta realidade mudou. Hoje há uma maior profissionalização e mesmo nas pousadas mais simples é possível ter conforto suficiente para não estragar a estadia. Minha sugestão é ficar onde dê para ir a pé (sem andar demais) até a Praça Flamboyant e a Vila dos Remédios.  Ali pela Vila dos Remédios, Floresta Nova, Floresta Velha, Vila dos Trinta.
    Pode ver aqui: http://www.ilhadenoronha.com.br/pt/index.php
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  • A pousada deve ter transfer mas de qualquer forma os táxis não são caros e têm preço tabelado. Pegadinha de algumas pousadas: dizem oferecer o transfer, mas este está atrelado à compra posterior de algum passeio.  Se não comprar o passeio, na hora de ir embora da ilha não terá o transfer. Os únicos “passeios” que acho válidos são o planasub e a trilha do Capim Açu (a do Atalaia é discutível…). De resto não precisa de guia para nada. Não ter transfer não chega a ser nenhum problema, pois o custo do táxi não é o problema da viagem.
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  • Pague a taxa de preservação pela internet pelo menos dois dias antes de viajar e leve impresso. Tem a TPA e tem a taxa de entrada do parque, as duas podem pagar pela internet. Mas só a TPA tem que ser apresentada no aeroporto, e a taxa do parque tem que ser trocada pela carteirinha na ilha. O pagamento da TPA pode ser feito antecipadamente através do site do governo http://www.noronha.pe.gov.br/
    A taxa do ingresso do Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha é de R$ 89,00 para brasileiros e R$ 178,00 para estrangeiros. Este ingresso, válido por 10 dias, dá ao visitante o direito de acessar todas as áreas deste Parque Nacional destinadas ao uso público. Os ingressos podem ser comprados pelo site https://www.parnanoronha.com.br.
Guia Turístico de Fernando de Noronha
Guia Turístico de Fernando de Noronha
  • Como os voos chegam sempre à tarde, vá até a Praia do Cachorro – essa praia é bem no centro, dessa praia dá para ir até a Praia do Meio e a Praia da Conceição; entre a do Cachorro e a Praia do Meio tem um bar, é um lugar bom para ver o primeiro por do sol na ilha.

carteira_parque

  • Faça logo no dia que chegar a carteira para entrada no parque, no meio da Praça Flamboyant tem um quiosque onde faz e sempre ande com a carteira. Meu programa de primeiro dia costuma ser: pegar a carteira do parque, ir a uma praia ali pelo centro e passar na Atlantis (nossa operadora de mergulho do coração). Passe na loja logo no dia que chegar quando estiver voltando do por do sol (fica bem na Vila dos Remédios) para programar o batismo ou os mergulhos se já credenciado
  • Só existem duas companhias aéreas fazendo voos para Fernando de Noronha, a Gol e a Azul. Os voos saem de Natal ou Recife.
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  • Os táxis são confiáveis e o preço das corridas tabelado (veja o link), pode pedir táxi na NORTAX – Associação Noronhense de Taxistas, pelo telefone (81) 36191314; as pessoas na ilha são confiáveis. Dá para se locomover bem na ilha com ônibus – custa R$ 3,00, é seguro e leva perto de todas as praias, não tão perto quanto carro ou táxis levam, mas é perfeitamente possível a caminhada. Também é comum pegar carona na volta das praias, isso é normal.  Para sair dos locais de passeio de táxi é um pouco mais complicado, mas dá para chamar por telefone ou deixar agendado um horário. De qualquer forma não estará muito longe da estrada e do ônibus em nenhum ponto da ilha (com exceção da trilha do Capim Açu, mas esta tem que fazer com guia mesmo), que será sempre uma opção.
  • Ilhatur: dura umas 8 horas, acho que não vale a pena, principalmente se a ideia é alugar buggy. A ilha é muito simples de entender e circular, está razoavelmente bem sinalizada. De qualquer forma, se optar pelo Ilhatur, só faz algum sentido se for no primeiro dia (dia seguinte ao da chegada). Eu prefiro já usar este dia para mergulhar.
  • Programas de índio na minha opinião: Praia do Atalaia e sair de madrugada para a Baia dos Golfinhos – tem que pagar um guia, tem fila, e não se perde nada não indo. No Atalaia depois de horas de fila só pode ficar 20 minutos com um fiscal do IBAMA te enchendo o saco para não encostar em nada. Na Baia dos Golfinhos os bichos nem sempre aparecem ou aparecem só de longe. Vá no mirante outra hora do dia.
  • Programa que todo mundo diz que é legal mas eu nunca senti vontade de fazer na ilha: palestra do IBAMA, tem todas as noites. De qualquer forma, vale dar uma parada na lojinha do TAMAR em algum horário. Bom para levar algum souvenir.
  • No segundo ou terceiro dia: para quem não mergulha, batismo de mergulho – sugiro a Atlantis –  Vá logo, pode dar vontade de mergulhar outras vezes. Para quem mergulha: já chegou na ilha com mergulho agendado para todos os dias, com certeza. As saídas são cedo, o carro da operadora pega e devolve na pousada sem custo adicional, estará de volta antes do almoço. Dá para mergulhar todos os dias e ainda aproveitar bem a ilha.  Tem saída à tarde também, mas eu acho que deixa o dia meio comprometido. Tem noturno segunda, quarta e sexta, para os viciados em mergulho vale a pena.
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  • Planasub (“snorkel” a reboque de uma lancha) é muito legal também.  Atenção quem  estará  praticando mergulho autônomo: Doença Descompressiva é uma questão real aqui… o sobe e desce rápido do planasub pode bagunçar eventuais bolhinhas no seu corpo. Não será o primeiro… Não acho tão legal o barco com fundo de vidro, é claustrofóbico e ruim para quem enjoa. Mas para quem não quer se molhar pode ser uma opção.
  • Há uma operadora nova trabalhando com mergulho autônomo de praia – permite visitar o naufrágio do Porto que é bem legal.
  • Duas praias imperdíveis pela beleza: Sancho e Praia do Leão. As duas tem uma caminhada para chegar, mas são muito especiais. A  praia do Sueste é fácil de chegar (chega de carro ou ônibus) e mansinha, mas eu nem gosto tanto. Essas praias ficam dentro do “parque” e existe uma estrutura com quiosque, banheiro e é necessário apresentar a carteira do parque na entrada.
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  • Por do sol: Mirante do Boldró (onde tem um bar e toca o bolero de Ravel) eu acho chato, é badalado, bom para quem quer ver o movimento, mas também tem vários pontos nesse mesmo lado da ilha onde dá para ver o por do sol. Também é legal na praia Cacimba do Padre.
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  • O Forte dos Remédios é legal de visitar, bom para o fim de tarde também.
  • Vá a todas as praias – Cachorro, Conceição, Meio, dos Ingleses, Boldró, Cacimba, Sancho, Sueste, Leão… algumas são “ligadas” e dá para ir andando de uma para a outra; deixe alguns dias para repetir o que gostou mais. Eu pessoalmente gosto muito da Cacimba do Padre, pena que colocaram umas barracas, nada a ver…
  • Tem trilhas mais pesadas para quem gosta, eu fiz uma de 10 km, a trilha do Capim  Açu que é a do farol voltando pelas pedras e terminando na Praia do Leão, mas essa tem que ir com guia. Pode ser um  programa para o ultimo dia, sem mergulho.  Subir no Morro do Pico está proibido, infelizmente.
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  • No ultimo dia, como o voo é sempre à tarde, e melhor ainda se pegar o último horário, ainda dá para curtir uma praia.
  • Reserve um dia para almoço tardio/ fim de tarde no Restaurante Mergulhão, no porto – é meio (bem) caro, melhor ficar nos belisquetes. A vista é linda, não cansa. Vai dar vontade de ir mais vezes.
  • Os restaurantes das pousadas Maravilha e Zé Maria são chiques mas muito caros. Geralmente quem vai reclama que o preço não vale. Nunca fui. O restaurante da pousada Teju Açu é elogiado, eu fui só para a sobremesa.
  • Para refeições corriqueiras: Empório São Miguel  e Flamboyant (quilo) – este último, no meio da Praça Flamboyant, é onde todo mundo vai, mas o primeiro, quase em frente, é bem melhor, tanto que os locais frequentam.
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  • Para a noite sem gastar muito, Pizzaria na Moita (na BR em direção ao Porto, dá para ir a pé da Praça Flamboyant) – bom e barato; lanche no Açaí da Vila (onde tem o Mundo Verde, no “alto”, Floresta Nova, perto da escola) – tem açaí, tapioca, sanduíches bem feitos, é point dos surfistas. Eu amo comer o açaí Noronha, metade açaí e metade creme de cupuaçu.
  • Restaurante simples: tipo arroz, feijão e peixe: tem um na vila dos remédios decente, o Jacaré.
  • Noitada só bem depois da meia noite, na Vila dos Remédios: Bar do Cachorro e pizzaria ao lado da igreja (ou é forró, ou reggae, ou samba). Como sempre estou mergulhando todos os dias, não sou frequentadora… poderia começar mais cedo, né?
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  • A ilha tem banco Santander, Bradesco e tem caixa do Banco do Brasil no correio; praticamente todos os bares e restaurantes tem máquina de cartão, embora a conexão seja ruim. Alguns bares de praia não aceitam cartão, por não terem conexão.
  • Tem mercado (para comprar água, por exemplo), farmácia, etc mas presta atenção no horário de funcionamento, domingo fecha, etc. O preço não é o do continente, o que já é de se esperar.
  • Boné, filtro solar e água, sempre!
  • Muita disposição para andar no sol, nas ruas esburacadas e pirambeiras. Às vezes falta água na ilha. Mas nada apaga o brilho de Noronha.
  • Esqueça o salto alto!
  • Interaja com o povo da ilha. São simpaticíssimos. E assista o filme “Sangue Azul” antes de ir, vai dar uma outra visão da ilha.

sangue_azul

  • O melhor da ilha está embaixo da água. Não perca. Se não mergulha, faça logo o batismo e porque não o curso básico na ilha. Quem foi a Noronha e não mergulhou viu só um pedacinho. Dica para os iniciantes no mergulho: respire sempre, respire com calma. Aconteça o que acontecer, mantenha a respiração calma.  Tem arraia, tartaruga, moreia, tubarão, tubarão, tubarão…
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  • A internet é uma bosta, o sinal de telefone some… mas você vai esquecer disso!
    Em 2017 fiz uma atualização das dicas. Dá uma lida clicando aqui.

Monica Di Masi

Arquiteta, PhD em Planejamento Energético e Ambiental, Dive Master PADI e Mergulhadora Tech.

 

 

Música grátis para seus vídeos

Com a facilidade de gravar vídeos que as câmeras têm proporcionado, muitos videomakers escolhem utilizar CDs de músicas ou MP3 baixados pelos vários sites espalhados pela internet para utilizar como trilha sonora em seus vídeos, depois se surpreendem quando o vídeo é bloqueado no Youtube ou em outro site de vídeo. Isso acontece porque nas maioria das vezes utilizar essas músicas é contra a lei, mais precisamente contra a Lei de Direito Autoral. Se você não conhece a lei, que tal visitar o link da Lei nº 9610/98?

Contratar um músico para criar uma trilha sonora para o seu vídeo é sempre a melhor opção, caso sua produção tenha verba e necessidade, mas muitas vezes trata-se de um trabalho de baixo orçamento ou até mesmo um vídeo pessoal onde a contratação de um músico teria um custo inaceitável. Isso não significa um problema na sua produção, pois existem formas legais de se obter uma trilha sonora de ótima qualidade grátis!

Vou apresentar as quatro fontes que vez por outra utilizo nos meus trabalhos.

As 3 primeiras fontes são sites que fornecem músicas prontas:

Freeplay Music http://freeplaymusic.com/ Músicas prontas para download dos mais variados estilos e durações. Há algumas exceções quanto à licença para uso em broadcast e cinema.

Royalty Free Music & Songs  http://www.danosongs.com  O artista Dan-O oferece sob a Licença Creative Commons uma coleção incrível de músicas grátis e royalty free, pedindo em troca somente que o link ou crédito seja adicionado, ou ainda um pequeno donativo.

Moby, http://www.moby.com/ O site deste músico nova-iorquino de sucesso mundial oferece o link para o Moby Gratis http://www.mobygratis.com/ que é um espaço onde o artista oferece músicas gratuitamente, bastando fazer um simples cadastro. É destinado a filmmakers independentes e não comerciais, estudantes de cinema ou qualquer um que precise de música grátis para seu trabalho independente, filmes sem fins lucrativos, curtas e vídeos.

E se for para uso comercial, o Moby oferece uma licença especial e o valor é convertido para Humane Society, uma organização de proteção animal.

A quarta opção é realmente criar sua trilha sonora. Se o seu único problema for não saber nada de música, nem ao menos tocar um instrumento, bem…mesmo assim ainda é possível!

Como? Utilizando o programa de criação de música via loops, Acid Xpress, que é a versão grátis do já consagrado software ACID. Você será capaz de criar sua própria música através de vários loops gratuitos que o próprio fabricante oferece.

A interface do Acid Xpress da Sony. Software gratuito para criação de músicas através de loops.
A interface do Acid Xpress da Sony. Software gratuito para criação de músicas através de loops.

Basta fazer um cadastro e realizar o download do Acid Xpress, pelo link http://www.acidplanet.com/downloads/xpress/ que também oferece o download gratuito do arquivo 8packs!
O 8packs é uma coleção de loops que ajuda você a começar com o Acid Xpress, foi criada uma seleção especial de 8 packs com 100 loops e 10 projetos ACID. Basta abrir qualquer um destes projetos e começar a brincar com todos os novos recursos que Acid Xpress tem para oferecer.

É claro que existem outros sites e programas grátis e também alguns pagos como o Smartsound, do qual sou usuário há anos, mas a proposta desta dica foi apresentar algumas opções grátis. Se você conhece outras, divulgue nos comentários.

José Dias

José Dias

Diretor de fotografia, fotógrafo, instrutor de mergulho, foto e vídeo subaquáticos. Mergulhador tech e de cavernas.
José Dias

10 anos de live aboard

Em 2006 os amigos Maurício Carvalho, biólogo, instrutor de mergulho e especialista em naufrágios, e o Patrick Muller, da Atlantis Divers, me convidaram para embarcar no live aboard do catamarã Voyager, para captar imagens dos naufrágios de Recife e Maceió para um programa de TV. Começava ali um romance com os naufrágios do nordeste que já dura uma década!

O programa, que só iria ao ar em 25/06/2007, era o SBT Realidade, que você pode ver na íntegra abaixo. Mais tarde foi reeditado e deu origem a uma versão resumida no SBT Repórter, que você também pode assistir aqui.

Depois do convite de 2006, embarquei em mais dez live aboards. Na maioria deles, liderando grupos de mergulhadores interessados em embarcar na aventura de fazer uma expedição pela rota dos naufrágios nos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas. Tendo os catamarãs Voyager e Enterprise como nossos portos seguros, sempre acompanhados de um staff competente.

As primeiras expedições que embarquei foram lideradas pelo próprio Maurício Carvalho, depois, assumi o trabalho de agendar, organizar e formar os grupos para a aventura no catamarã Voyager.
Este ano comemorei junto com amigos e amigas 10 anos de live aboard pelos naufrágios do nordeste. Devo ressaltar que ao longo do tempo alguns mergulhadores são reincidentes nesta aventura, alguns participando pela quarta vez, outros quase tanto tempo quanto eu, provando que mergulhar nesses naufrágios é sempre uma fonte inesgotável de prazer. Recebemos neste grupo mergulhadores de todas as partes do Brasil, inclusive do próprio nordeste.

Mergulhadores do live aboard - 2016

Mergulhadores do live aboard Voyager – Brasil H2O – 2016

Para comemorar a data, que para mim é importante, pedi aos parceiros FUN DIVE e Atlantis Divers alguns brindes para sortearmos. Todos os integrantes do grupo receberam alguma lembrança. Tivemos t-shirts, refil de wet notes, canetas, faca X-BLADE para colete, deco marker e adesivos e o melhor, muitas risadas, muitos amigos, muitas histórias, mergulhos, fotos e passeios.

A todos que de alguma forma contribuíram para o sucesso de nossas expedições, deixo aqui meu muito obrigado.


 

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José Dias

José Dias

Diretor de fotografia, fotógrafo, instrutor de mergulho, foto e vídeo subaquáticos. Mergulhador tech e de cavernas.
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Cuidados com sua caixa estanque

E vamos falar de caixa estanque outra vez. Desta vez, algumas dicas de como conservar a sua caixa estanque e evitar problemas.

1⇒ Após o uso, lave a sua caixa com água doce. Caso isso não seja possível, deixe-a em um tanque com água salgada a fim de evitar a formação de cristais de sal. Se não houver um tanque com água que você possa coloca-la, umedeça uma toalha com água e enrole a caixa até que seja possível lava-la com água doce;

2⇒ Use graxa de silicone com moderação. A graxa não é o que veda, quem faz isso é o o-ring. Graxa de silicone demais facilita o acúmulo de sujeira e detritos. Basta usar o suficiente para manter o o-ring lubrificado;

3⇒ Não abra a caixa sem que seja absolutamente necessário. Toda vez que você abre a caixa aumenta a chance de entrar água, areia e umidade ou alguma coisa grudar na sede do o-ring ou no próprio o-ring;

4⇒ Sempre que for abrir sua caixa, procure colocar a parte da lente para cima, isso evita que qualquer coisa caia dentro da caixa ou na câmera;

5⇒ Muito cuidado ao abrir a caixa depois do mergulho, principalmente se você estiver molhado. Cuidado com o cabelo e roupas molhadas, gotas podem causar um dano enorme se caírem na sua câmera ou nas partes eletrônicas da caixa;

6⇒ Desmonte as conexões, cabos do flash, portas, espaçador etc regularmente, especialmente onde diferentes materiais se encontram. A corrosão tem uma tendência de atacar nesses lugares;

7⇒ Use sacos de sílica para absorver a umidade e evitar o embaçamento – especialmente se você tiver uma caixa de policarbonato. Certifique-se de colocá-los onde não podem tocar nos controles;

8⇒ Remova os o-rings de vedação da caixa para guarda-la. Você não tem que removê-los após cada mergulho. Preste atenção extra se você esteve mergulhando onde há areia muito fina. Se for necessário, limpe-os;

9⇒ Não use detergentes para limpar a caixa, exceto se for específico para tal. Isso pode danificar o acabamento e retirar a graxa de silicone dos anéis de vedação, especialmente nos botões. Use água morna, se você precisar dissolver cristais de sal ou quaisquer outros resíduos;

10⇒ Verifique se a caixa está seca e livre de poeira antes de guarda-la. Deixe-a fechada para evitar que poeira ou qualquer outro tipo de sujeira entre. Troque o o-ring sempre que ele perder a sua forma original ou a qualquer outro sinal de desgaste;

11⇒ Remova as baterias da câmera e dos flashs ou do kit de iluminação quando do armazenamento. Elas podem se romper e o ácido pode causar danos irreparáveis;

12⇒ Tenha cuidado com a manutenção feita por pessoas não qualificadas. Se necessário envie seu equipamento para o fabricante ou autorizada;

13⇒ No mínimo uma vez ao ano faça uma revisão geral com a trocas de todos os o-rings e ajustes dos controles. Faça isso com o fabricante ou autorizada;

14⇒ Evite pular na água com a câmera. Sempre que possível entre na água e peça para alguém passar seu equipamento. Pancadas com o equipamento podem deslocar a câmera dentro da caixa ou até mesmo deslocar a tampa de vedação;

15⇒ Entre na água com o seu equipamento desligado e antes de liga-lo verifique se não há nenhum vazamento e se tudo está correto, isso pode evitar maiores prejuízos em caso de alagamento;

16⇒ Se sua caixa possui um grande domo tenha cuidado para não desloca-lo e causar um alagamento durante o mergulho;

17⇒ Jamais, eu disse, jamais monte sua câmera dentro da caixa na correria! Isso é fatal.

Todos os direitos reservados © José Dias
Todos os direitos reservados © José Dias

Se mesmo tomando todo o cuidado o pior acontecer:

1⇒ Respeite a velocidade de subida e paradas de descompressão, se houverem. Lembre-se que nenhum equipamento vale o seu bem estar;

2⇒ Retire as baterias o mais rápidos possível, pois o ácido contidos nelas aumenta o estrago;

3⇒ Desmonte e lave sua caixa com água doce e coloque-a para secar. Um secador de cabelos ajuda;

4⇒ Retire o cartão de memória e lave-o em água doce e deixe-o secar. Dificilmente você perderá os registros das imagens em cartões alagados;

Alguns fotógrafos/cinegrafistas aconselham lavar a câmera com água doce e deixa-la secar ou usar um secador de cabelos. Uma vez alagada poucas são as chances de salvar alguma coisa da câmera, pois a água salgada fará o que o alagamento não fez, destruirá o que sobrou.
Nunca salvei câmeras fazendo isso mas já obtive sucesso salvando um monitor de LCD de uma GoPro e pelos menos uns quatro cartões de memória de amigos utilizando este método. Cabe a você decidir o que fazer.

José Dias

José Dias

Diretor de fotografia, fotógrafo, instrutor de mergulho, foto e vídeo subaquáticos. Mergulhador tech e de cavernas.
José Dias

Filmes, filmes e filmes

Existem vários filmes com cenas de mergulho ou subaquáticas, mas poucos tem o mergulho como personagem principal.

Sea Hunt, The Frogmen e os documentários de Jacques Cousteau talvez tenham feito parte da infância e porque não o motivo de muitos começarem a mergulhar.

Não pretendo dizer que o filme X é melhor que o Y, nem fazer uma lista de filmes ou documentários imperdíveis. Só quero apresentar alguns filmes que em minha opinião são um ótimo divertimento para quem é mergulhador ou gosta do babado.

Lembro que quando criança assisti um filme que me agradou muito, cenas que na época achei fantásticas e uma em particular me chamou a atenção, um acidente de mergulho.

Rochedos da Morte (1953)
“Beneath the 12-Mile Reef” (título original)

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Diretor: Robert D. Webb
Roteiro: A.I. Bezzerides
Elenco principal: Robert Wagner, Terry Moore e Gilbert Roland
Direção de fotografia: Edward Cronjager
Direção de fotografia subaquática: Til Gabani, que também fez a fotografia subaquática de 20.000 Léguas Submarinas (1954)

Mike e Tony Petrakis são pai e filho que mergulham de escafandro para recolher esponjas na costa da Flórida. Depois de serem roubados, Mike o pai, decide mergulhar no perigoso recife a 12 milhas, local onde sofre um acidente fatal.

O filme é estrelado pelo Robert Wagner, o bonitão que fez muito sucesso no Brasil na década de 80 na pele do Jonathan Hart, o “cara” do Casal 20.
Este filme por ser de Domínio Público, poderá ser visto on-line ou caso prefira, o download em Archive Org

O Fundo do Mar (1977)
“The Deep” (título original)

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Diretor: Peter Yates
Roteiro: Peter Benchley, Peter Benchley e Tracy Keenan Wynn
Elenco principal: Jacqueline Bisset, Nick Nolte e Dick Anthony Williams
Direção de fotografia: Christopher Challis
Direção de fotografia subaquática: Al Giddings. Um dos melhores documentários sobre Galapagos (1999) também tem sua contribuição na fotografia subaquática, além do maravilhoso filme The Abyss – O Segredo do Abismo (1989).

deep
© Getty Images

Um casal de mergulhadores estão envolvidos com caçadores de tesouros quando descobrem uma carga “mortal” em um naufrágio nas águas das Bermudas.
A filmagem durou 153 dias, gastando 10.870 horas debaixo d’água e consumiu 1.054.000 metros cúbicos de ar comprimido.

A famosa cena da Jacqueline Bisset com a camiseta molhada foi um trampolim para ela se tonar um sex symbol de Hollywood e gerou um boca-a-boca que ajudou no sucesso de bilheteria. Dizem que essa cena foi responsável pelo surgimento dos famosos concursos “camiseta molhada”.
Uma outra curiosidade é que a máscara de silicone redonda e transparente usada por Jacqueline Bisset ficou famosa neste filme, pois permitia que entrasse mais luz através da máscara, possibilitando que os olhos e rosto da atriz fossem vistos nas cenas subaquáticas.
Existem duas versões desse filme, uma com 123 minutos e outra com 176 minutos.

Se quiser saber mais sobre o making of de The Deep, visite o site da TCM (Turner Classic Movies)

Imensidão Azul (1988)
“Le grand bleu” (título original)
grand_bleuDiretor: Luc Besson
Roteiro: Luc Besson, Robert Garland, Marilyn Goldin, Jacques Mayol e Marc Perrier
Elenco principal: Jean-Marc Barr, Jean Reno e Rosanna Arquette
Direção de fotografia: Carlo Varini
Operação de câmera subaquática: Luc Besson e Christian Pétron

O filme foi inspirado na história de vida do mergulhador italiano de apneia Enzo Maiorca. O filme mostra também a amizade e rivalidade com Jacques Mayol. Mayol foi um dos roteiristas.

A trilha sonora de Eric Serra completa as belas imagens e os sutis toques de humor.

O Segredo do Abismo (1989)
“The Abyss” (título original)
the_abyss_Diretor: James Cameron
Roteiro: James Cameron
Elenco principal: Ed Harris, Mary Elizabeth Mastrantonio e Michael Biehn
Direção de fotografia: Mikael Salomon
Direção de fotografia subaquática: Al Giddings.

O filme é sobre uma equipe de mergulho que trabalha em uma plataforma de petróleo e é requisitada pela Marinha para localizar e investigar a causa do acidente em um submarino nuclear.

Enquanto a tripulação embarca em sua missão, acabam encontrando uma espécie alienígena.

Este filme tem cenas realmente fantásticas, além de um roteiro envolvente, claro, para quem gosta de mergulho e ficção científica.

Uma das cenas que chamaram atenção neste filme foi o uso de perfluorcarbonos (PFC) em um mergulho. Se tiver interesse em ler mais sobre o uso de perfluorcarbonos, visite o site da DAN.

Homens de Honra (2000)
“Men of Honor” (título original)
homens_honraDiretor: George Tillman Jr.
Roteiro: Scott Marshall Smith
Elenco principal: Cuba Gooding Jr., Robert De Niro e Charlize Theron
Direção de fotografia: Anthony B. Richmond
Direção de fotografia subaquática: Pete Romano
Câmera subaquática: Cynthia Pusheck

A história de Carl Brashear, o primeiro Afro-americano, e também o primeiro mergulhador amputado da Marinha Americana e o homem que o treinou.

Não há o que falar desse filme, simplesmente assista.

Cuba Gooding Jr e Carl Brashear Foto: Matthew Cazier
Cuba Gooding Jr e Carl Brashear
Foto: Matthew Cazier

Mar Aberto (2003)
“Open Water” (título original)
open_waterDiretor: Chris Kentis
Roteiro: Chris Kentis
Elenco principal: Blanchard Ryan, Daniel Travis e Saul Stein.
Direção de fotografia: Chris Kentis e Laura Lau
Direção de fotografia subaquática: Chris Kentis e Laura Lau

Baseado na história verídica de dois mergulhadores que acidentalmente foram esquecidos no mar durante um mergulho.

Esse filme causou certo reboliço no mercado de mergulho quando foi lançado, pois muitos acreditavam que seria uma má publicidade para a atividade. Foi um filme independente, gravado com câmeras DV Sony VX2000 e PD 150 e depois transferido para película 35 mm.

Ganhou alguns prêmios, mas não foi nenhum blockbuster. Nós que amamos mergulho é que temos paciência para assisti-lo, mas vale o alerta para a importância de uma ficha de chamada bem feita da sua operadora de mergulho.

Bom mesmo foi para o diretor e roteirista, que vendeu os direitos por uma bela grana para que pudessem realizar o Mar Aberto 2, que claro, foi um fracasso.

A Vida Marinha com Steve Zissou (2004)
“The Life Aquatic with Steve Zissou” (título original)
life_aquaticDiretor: Wes Anderson
Roteiro: Wes Anderson e Noah Baumbach
Elenco principal: Bill Murray, Owen Wilson e Anjelica Huston
Direção de fotografia: Robert D. Yeoman
Direção de fotografia subaquática: Pete Romano

Com um plano para se vingar de um tubarão que matou seu parceiro, oceanógrafo Steve Zissou reúne uma equipe que inclui sua ex-esposa, uma jornalista, e um homem que pode ou não ser seu filho.

Alguns afirmam que foi baseado em fatos da vida de Jacques Cousteau, talvez o gorro vermelho e os uniformes tragam essa impressão.

O músico brasileiro Seu Jorge participa no filme como Pelé dos Santos e toca uma música em uma das cenas.

A Caverna (2005)
“The Cave” (título original)
the_caveDiretor: Bruce Hunt
Roteiro: Michael Steinberg e Tegan West
Elenco principal: Piper Perabo, Morris Chestnut e Cole Hauser
Direção de fotografia: Ross Emery
Direção de fotografia subaquática: Wes Skiles
Segundo operador de câmera subaquática: Anthony S. Lenzo

É um filme que mistura aventura com horror. O filme não é bom, mas possui imagens subaquáticas de cavernas, o que para mim já é o suficiente para assistir. Basicamente o filme é sobre um grupo de mergulhadores que fica preso em um sistema de cavernas alagadas e precisam achar a saída e ao mesmo tempo se livrar de “criaturas sedentas de sangue.”

Muito rebreather e scooter são usados nos mergulhos.

Mergulho Radical (2005)
“Into the Blue” (título original)
into_blueDiretor: John Stockwell
Roteiro: Matt Johnson
Elenco principal: Paul Walker, Jessica Alba e Scott Caan
Direção de fotografia: Shane Hurlbut
Direção de fotografia subaquática: Peter Zuccarini

Um jovem casal de mergulhadores e aspirantes a caçadores de tesouros que vivem nas Bahamas acabam se envolvendo com um traficante de drogas depois de terem achado uma carga ilícita em um avião afundado.

Tirando um detalhe e outro o filme parece um remake do The Deep, mas novamente as cenas subaquáticas valem a pena.
O avião utilizado nas filmagens é um ponto de mergulho nas Bahamas.

Santuário (2011)
“Sanctum” (título original)
sanctunDiretor: Alister Grierson
Roteiro: John Garvin e Andrew Wight
Elenco principal: Rhys Wakefield, Allison Cratchley e Christopher James Baker
Direção de fotografia: Jules O’Loughlin
Direção de fotografia subaquática: Simon Christidis

Sanctum é um thriller de ação que envolve a exploração de um sistema de cavernas. O filme foi inspirado em uma inundação real de uma caverna na Planície de Nullarbor na Austrália em 1988.

Uma equipe de mergulho corre risco de vida ao explorar um sistema de cavernas subaquáticas. Quando uma tempestade os obriga a ir mais fundo nas cavernas, esta equipe vê-se confrontada com a fúria das águas e com o pânico, enquanto luta para encontrar a rota desconhecida em direção ao mar.

Durante as gravações diziam que era um filme de James Cameron sobre os acontecimentos de 1988 na Austrália. Na verdade James Cameron era o produtor executivo e o filme não é sobre o acontecimento de 1988, os roteirista só pegaram a ideia da inundação e a usaram para iniciar a trama.

Originalmente, a produção pensou seriamente em gravar nas cavernas subterrâneas reais. No entanto, os aspectos práticos de carregar todo o equipamento, os espaços confinados e as baixas temperaturas da água dentro das cavernas, tornaram isso impossível. Foi utilizado um tanque contendo 7 milhões de litros de água para as cenas subaquáticas.

Ioan Gruffudd era o único membro do elenco totalmente certificado para mergulho antes do filme começar a ser gravado. Richard Roxburgh afirmou que a coisa mais difícil foi o treinamento com o rebreather, que ele descreveu como “fantástico na teoria, mas uma tortura na vida real”.

Em uma infeliz coincidência, Agnes Milowka, uma das duplas de mergulho do filme, se afogou depois de ficar sem ar logo após o filme ser lançado.

Para quem gosta de caverna é um prato cheio, com muito rebreather e máscaras full face.

Mergulho Profundo (2013)
“Pioneer” (título original)
pionnerDiretor: Erik Skjoldbjærg
Roteiro: Nikolaj Frobenius, Hans Gunnarsson, Nikolaj Frobenius, Cathinka Nicolaysen, Erik Skjoldbjærg e Kathrine Valen Zeiner
Elenco principal: Aksel Hennie, Wes Bentley e Stephen Lang
Direção de fotografia: Jallo Faber
Direção de fotografia subaquática: Teemu Liakka

Mergulho Profundo se passa durante a expansão do petróleo no início da década de 1980 na Noruega. Enormes depósitos de óleo e gás são descobertos no Mar do Norte e as autoridades pretendem trazê-los à terra por meio de um duto desde as profundezas de 500 metros. O mergulhador profissional Petter está obcecado pela ideia de atingir o fundo do mar. Juntamente com seu irmão Knut, ele tem a disciplina, a força e a coragem de assumir a missão mais perigosa do mundo. Mas um súbito e trágico acidente muda tudo.

Esta é a história da profissionalização e criação de regras para o mergulho profissional na Noruega. Vale a pena assistir.

Poderia citar mais alguns filmes e documentários, Fantasmas do Abismo (2003), Maré Negra (2012), Deepsea Challenge (2014) ou A Volta ao Mundo Sob o Mar (1966), mas acho que seria demais.

Deixe nos comentários abaixo quais filmes estariam na sua lista?

José Dias

José Dias

Diretor de fotografia, fotógrafo, instrutor de mergulho, foto e vídeo subaquáticos. Mergulhador tech e de cavernas.
José Dias