O dia em que quase tudo deu errado ou o jogo dos sete erros.

O título também poderia ser: Dormindo mal e suas consequências para o mergulho tech.

Passei uma semana envolvida com vários problemas e com pouco sono.

O mergulho estava previsto para domingo, aparentemente haveria tempo para me recuperar. Sexta feira uma happy hour com amigos se transformou numa noitada com  direito a cachaça. Mas tinha o sábado para me recuperar… dia em que também não consegui dormir cedo.

Acordo domingo tudo aparentemente normal, porém passei ao lado do meu carro com o equipamento e NÃO VI. Continuei procurando o carro até me lembrar onde tinha deixado. Já comecei a ficar meio preocupada – eu passei DO LADO arrastando o equipamento e meu carro não é prata ou preto, é azul.

Mas vamos lá, perdoável, eu estava olhando para longe, onde achava que o carro estava.

Missão do dia, eu e mais um tech já credenciados íamos descer junto com o instrutor e três alunos em check out de tech. Alguém ia carretilhar e íamos mergulhar no nada, só para treinar, mas com descompressão real.mergulho01_02

Montei o equipamento perfeitamente, eu achava. Fui de sidemount e resolvi reduzir 2 kg de lastro em relação ao último mergulho, pois estive muito pesada. Coloquei os 8 kg na “placa” de pesos que fica atrás do colete, excelente para uso com side. Assim, só precisava de mais dois na cintura para completar os 10 kg que eu queria. Coloquei os lastros – eu tinha certeza – e aparafusei a placa, uma tarefa meio chata, principalmente com todos os lastros, que repito, eu tinha certeza que estavam lá…

Montagem dos três cilindros (dois S80 do side e o stage), revisão do planejamento, acerto do computador, análise do gás, marcação do cilindro… fui fazendo com calma, e, eu achava, com a devida atenção.

Seguindo as orientações do instrutor, eu tinha certeza de qual era a missão e meu papel – eu e meu dupla já credenciados passaríamos a carretilha e faríamos o nosso mergulho enquanto os outros faziam sua aula. Eu estava convicta da tarefa e eu estava certa também que meu dupla iria passar a carretilha. Só esqueci de conferir com ele se ele estava tão convicto quanto eu…

Começa o mergulho, chego ao fundo e percebo que estou mais para neutra, não estou pesada como é de se esperar no início de um mergulho tech com dois S80 e um S40 tudo cheio. Já fico meio preocupada ponderando se devo fazer descompressão ou devo parar o mergulho antes.

Os alunos acabam levantando muita suspensão, um salseiro danado, e é complicado achar meu dupla. Lá pelas tantas, acho meu dupla, mas o cabo eu já não sei onde está. Meu dupla está parado, esperando não sei o que. Quando o instrutor irritado e/ou assustado aborta o mergulho e manda todo mundo subir…

Segundo erro: não combinei com meu dupla. Embora eu estivesse certa da missão eu não perguntei a ele se ele estava certo também.

Fiquei até aliviada, pois eu já estava pensando em abortar o mergulho mesmo, devido ao lastro insuficiente. Subimos, o instrutor foi dando a bronca e revendo o planejamento para retornar ao mergulho. Eu decidi ir buscar mais lastro. Pensava em acrescentar os 2 kg que eu pensava ter reduzido.

Primeiro pedi ao barco um cinto com 2 kg e tentamos colocar dentro d´água. Tenta assim, tenta assado, cansa, desisti. Resolvi subir, desequipar e colocar o cinto.

A tripulação estava ocupada com qualquer coisa, tirei o stage, chamei para alguém vir pegar, mas tive dificuldade para tirar o cilindro do lado esquerdo, e sem ajuda tentei  subir com os dois, fiquei entalada na escada, voltei para a água, já sem as nadadeiras, mar balançando, apanhei um pouco para tirar, fechei o cilindro para desconectar a mangueira da roupa seca… acabei subindo já estressada e cansada. Coloquei o cinto, mas resolvi esperar um pouco… pensei, não, isso não está legal. Já gastei muito ar, já estou cansada, nada de descompressivo hoje. Largamos os stages no barco.

Talvez uma das únicas decisões sensatas do dia.

Resolvemos fazer um recreativo mesmo nas pedrinhas.

Ao iniciar a descida resolvi trocar logo o regulador para o cilindro da esquerda, pois o da direita já estava com só 120 bar. Eis que estava fechado, pois tinha fechado para desconectar a mangueira da roupa seca e não abri novamente… e foi a primeira vez na minha vida que lembro de levar um regulador à boca sem purgar para testar, logo essa, que estava fechado. Volta para o regulador do cilindro da direita, abre a torneira… Eu estava melhor lastreada, mas ainda com dificuldade para descer. E sem entender. Pior, sem notar que algo teria que estar errado. Meu dupla me ajuda a descer, a roupa seca começa a me apertar, levo o dedo ao botão para inflar a roupa, eis que a mangueira está desconectada… bora conectar. Isso me rendeu algumas manchinhas roxas nos braços…

Começo o mergulho bem e tal… mas lá pela metade começo a ficar MUITO positiva. Meu dupla arruma uma pedra e eu passo mais da metade do mergulho agarrada a ela, mas por duas vezes ela caiu e fiz um enorme esforço para pegá-la.mergulho01_03

Acabamos o mergulho sem grandes incidentes, volto para o barco, e ao desmontar o equipamento… só tinham QUATRO kilos na placa de lastro ao invés dos oito que deveriam estar lá. Desvendado o segredo da flutuabilidade descontrolada.

Depois disso, só me restava chegar em casa e ajoelhar no milho.

Uma sequencia de erros que poderia ter levado a problemas BEM sérios.

E nunca mais pensar em fazer mergulho tech sem estar bem descansada, bem dormida, bem atenta.

Monica Di Masi

Arquiteta, PhD em Planejamento Energético e Ambiental, Dive Master PADI e Mergulhadora Tech.

Minha Bonaire desempacotada

Sempre preferi organizar minhas próprias viagens.

Hoje com internet, facebook, tripadvisor, o trabalho do viajante está muito fácil. Lembro de ter que comprar guias e usar o telefone, o que saia muito mais caro. Importante é usar fontes confiáveis e sites oficiais. Eu evito sites de desconto e compra através de terceiros, geralmente vou na fonte, vou direto na cia aérea. Mesma coisa com hotéis. Já usei booking.com, mas já tive problemas com site do tipo. Fiz uma reserva que precisei cancelar e nunca recebi retorno. O site enviava comunicação para a pousada com copia para mim e esta não retornou nunca. Enfim. Direto é muito mais fácil, quanto mais intermediários para lidar acho mais complicado.

A Bonaire eu fui três vezes, todas “desempacotadas”: 2004, 2006 e 2014. Assim como Noronha, Bonaire é aquele lugar para voltar sempre, o repouso do mergulhador, o lugar certo para se sentir de férias e mergulhar muito.

Bonaire para mim não é lugar para ir em multidão. Mais um motivo para evitar os pacotes. Se a graça da viagem é a liberdade de escolher a hora e o ponto de mergulho, se junta muita gente ainda mais desconhecida essa parte se perde. O ideal é uma dupla ou grupo pequeno bem afinado. Assim, gente que esteja no mesmo ritmo ou bem disposto a se adaptar ao ritmo dos outros, geralmente a gente só faz isso com pessoas que gostamos muito. Também tem a questão da cozinha, a questão do carro… melhor ir em dupla ou grupo muito harmônico.Bonaire_1

Molinho e mais barato organizar a viagem “out of” pacote. Porque não fico presa ao mega resort dos pacotes. Além da liberdade com datas – eu preferi fazer uma viagem mais longa das duas primeiras vezes que fui, para valer a pena o vôo que nem sempre é muito favorável. Prefiro ficar dez dias ao invés de uma semana. Enfim, faço a minha viagem, do meu jeito.

Já fiquei nos hotéis: Yatch Club Apartments, Coco Palm Garden & Casa Oleander e Den Laman

Indico o primeiro, o Yatch Club sem medo. Preços super em conta, localização muito boa embora não esteja na beira da praia, apartamentos completos e agradáveis, comércio próximo. Só atravessar a rua e pode usufruir da praia e do bar do hotel em frente, Eden Beach Resort. A praia, dá para usar a do Eden Beach, pagando US$ 10,00 pela espreguiçadeira com ombrelone.

O Eden Beach tem um agito (ok, agito em Bonaire é algo bem relativo…) no fim de tarde.

A operadora de mergulho (Wanna Dive Bonaire) que atende o Yatch Club Apartments também é a do hotel em frente e é bem prática para pegar e deixar os cilindros, dá para fazer isso a qualquer hora.

Como intervalo de superfície, geralmente opto por uma parada em alguma praia, são poucas. Ou passar no hotel, ou ficar vendo a paisagem, enfim, rodeando.

Bonaire_6Na minha última viagem, no último dia fomos até o Sorobon Beach Resort, à beira de Lac Bay, sul da ilha, onde novamente por US$ 10,00 você “ganha” um ombrelone com duas espreguiçadeiras e o direito à infra local, que inclui banheiros, bar, restaurante. Além da paz e do píer… Dá uma preguiça… repouso merecido depois de tantos dias de mergulho. Aquela água quase parada, quente, transparente e rasinha… um ventinho bom… hum…

Já quando fiquei hospedada no Coco Palm nos sentimos meio isolados, é meio ermo lá. Meio mão de obra para tudo, compras e pegar cilindros. E o quarto – não é exatamente um apartamento, é um quarto – é pequeno, a mini cozinha fica quase em cima da cama, o que não cria um ambiente agradável. Além de me sentir insegura… seria muito fácil alguém invadir o quarto. Aliás, nunca fui assaltada em Bonaire, mas já ouvi relatos.

Bonaire_5O Den Laman é perto do Yatch Club, perto de comércio (tem um pequeno mercado), também permite ir a pé até o Eden Beach Resort, e fica em frente ao mar. Não tem exatamente uma praia, só uma pequena faixa de areia (cascalho). A vantagem é estar de frente para o mar; ter um píer de onde é possível mergulhar; ter a própria operadora de mergulho, quer dizer, os cilindros ficam por lá mesmo e o equipamento em um grande depósito. Mas apresenta algumas desvantagens. A operadora só abre as 9 horas e fecha 17 horas. Então, se você não separou cedo os cilindros que vai usar na manhã do dia seguinte, vai ter que esperar abrir e começa muito tarde os mergulhos do dia. Isso  chegou a causar algum transtorno. Porque fomos duas vezes mergulhar nos pontos do Washington Slagbaai National Park, onde tem que ir cedo, pois se não entrar cedo não dá tempo de mergulhar. Aí, o melhor é fazer um lanche por lá e talvez emendar com um terceiro mergulho no caminho. Só que se chegar no Hotel depois das 17 horas já não consegue separar os cilindros do dia seguinte… Enfim, tem que conhecer as regras de cada dive center e se programar direitinho para aproveitar bem os tais mergulhos ilimitados.

Bonaire_3Em termos de viagem (ainda mais) econômica, falam do Dive Hut, simples  mas com o necessário (ar condicionado, banho quente…), não na frente do mar mas muito bem localizado, ainda vou experimentar. Mas uma outra opção econômica, de ficar no Rincon, um bairro tradicional habitado por nativos, já meio fora do caminho dos dive centers, comércio e pontos de mergulho, é uma ideia que não me agrada.

Ah, essa propaganda de mergulhos super tranquilos… a entrada nem sempre é suave! Mar se mexe! Ás vezes tem ondinha, às vezes tem correnteza… e muitas pedras e corais de fogo. Dá para tomar um belo tombo e se machucar. E a correnteza pode pegar de surpresa às vezes. Mar é sempre mar, tem onda, tem corrente… Tomei um tombo, nem estava mergulhando, já tinha tirado o neoprene, caí em cima de um coral de fogo, não foi muito gostoso. Mas o tombo que deu o maior prejuízo foi o da entrada do Hilma Hooker. Não foi um grande tombo, mas a câmara estava na mão, bateu em alguma coisa e alagou; só vi quando já estava chegando no naufrágio. Não dava mais para subir rápido, tive que subir lentamente, fazer a parada, assistindo aquela aguinha dentro da caixa…

Mas a maioria é bem tranquilo mesmo. A gente vai pegando a manha de equipar no carro e colocar as nadadeiras na água. Só procurar as pedrinhas amarelas, parar o carro, observar a bóia, entrada e a corrente… claro que a cada viagem sempre leio sobre a característica dos pontos.Bonaire_4

O parque Washington Slagbaai reserva bons mergulhos, um pouco diferentes do restante da ilha. Nas duas primeiras viagens não mergulhei lá pois o que se dizia é que os pontos estavam ainda devastados pelo furacão que passou por lá.

Na próxima vez que eu voltar à ilha não me escapará o mergulho embarcado East coast Diving Que leva para o lado desabrigado da ilha, onde as entradas de costa não são possíveis (quer dizer, entrar até dá, passo do gigante, mas voltar…rs…) e, dizem, alguns animais maiores são avistados. Pode ser, porque de resto a ilha não é mesmo habitat dos grandes. Em 2006 eu vi um tubarão na ilha, mas foi só uma vez.

Bonaire_7Como nesta última viagem eramos duas vegetarianas – uma vegana, eu nem tanto – optamos por preparar a maioria das refeições no hotel. O supermercado segue o padrão holandês, tem muita mercadoria europeia e/ou que refletem hábitos europeus e também americanos. Portanto, ficou fácil encontrar orgânicos, sugar free, lactose free, pães de grãos de vários tipos… e também veganos. Levamos para casa tofu e cogumelos, a maioria das refeições foi a base deles, além de creme de amendoin para passar no pão. Quem disse que vegano come mal? O tofu em cubinhos, refogado com bastante cebola e no molho de tomate fez uma ótima macarronada vegetariana. Shitake nem se fala… macarrão com  shitake, batata com shitake… Ervilha, tomates, verduras, deu para variar bastante.

Na rua também não foi difícil, encontramos um excelente sorvete com opções sem lactose e hambúrgueres veganos; não precisamos ficar restritas às saladas. Tomamos conhecimento de um restaurante Ayruveda, porém com horário muito restrito, tipo de 12 as 13 horas. Nem fomos, afinal de férias não dá para ficar tão preso a horário.

Bonaire é bom para comprar equipamentos de mergulho, não tem assim uma variedade infinita, mas para nós brasileiros já vale a pena. Mas não dá para comprar muito mais coisa não, só souvenir. Canecas, camisetas, artesanato. E sal – da última vez trouxe sal.

Então acabo gastando muito pouco em Bonaire. Férias perfeitas. Só falhei em não agendar uma massagem para o último dia – tem vários studios/ spas, nos resorts e fora deles. Mas só agendando.

Ao longo desses anos o que melhorou na ilha foi que agora dá para pagar tudo em dólar – nas duas primeiras vezes que fui era um saco, tinha que ficar trocando dólar pelo dinheiro local no banco no centro da cidade. Outra coisa que melhorou foi a oferta de nitrox, praticamente em todos os dive centers agora é free. A primeira viagem eu fiz sem nitrox e os mergulhos ficaram bem limitados.

O que piorou foi a vida marinha, mas isso parece inevitável no mundo todo.

E uma coisa é certa: vou voltar muitas vezes ainda.

Monica Di Masi

Arquiteta, PhD em Planejamento Energético e Ambiental, Dive Master PADI e Mergulhadora Tech.

O Dive Master mala

Já falei do dupla mala, mas também tem o Dive Master mala. Na Florida, em Key Largo, onde fui mergulhar sozinha (e comprar equipamentos, hehehe), quis evitar um dupla mala e contratei mergulho guiado para os naufrágios. Num desses mergulhos tive que enfrentar um típico DM mala. Um alemão que queria tanto mostrar serviço que além de ser irritante acabou produzindo efeitos contrários ao pretendido, que era dar mais segurança ao mergulho.
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Na verdade não acho que ele queria dar mais segurança ao mergulho, mas sim mostrar serviço e merecer uma boa gorjeta, pois lá é costume a gorjeta para a tripulação. Mas ele se deu mal, pois sou brasileira e não dou gorjeta por esse serviço, além do mais, ele me irritou tanto que não fiquei a fim mesmo…

A postura pedante de quem te acha uma retardada, até a máscara ele arrancou da minha mão para lavar de novo. Apareceu com um cilindro gigantesco dizendo que seria para me fornecer ar caso o meu acabasse. Hum. O mergulho que estávamos fazendo exigia um certo nível de certificação. Mas vá lá…. só que ele estava tão agitado que deixou solto e o cilindro dele caiu.

Todos os direitos resaervado © Roberto Palmer
Todos os direitos reservados © Roberto Palmer

A checagem do meu equipamento incluiu desmontar tudo o que eu tinha montado. E detalhes completamente desprezíveis. Por exemplo, a alça do colete “tem que” ficar presa entre o cilindro e o regulador. Ah ta…. Me deu aula disso. Tudo o que eu ia fazer ele interrompia. Arrancou a máquina fotográfica da minha mão e tirou um monte de fotos que eu jamais tiraria, fotos minhas com todas as caretas típicas do mergulho. Pra que isso???? Eu perguntei. Ele disse que era para mostrar para minha família. OK, tenho mais de 500 mergulhos. Minha família já entendeu que faço isso. Não preciso de provas! Só de boas fotos. Vamos para o mergulho… Ufa, o mergulho não foi tão ruim, aos poucos ele relaxou e pude aproveitar. Mas a questão do equipamento me deixou irritada, sim. Conferir o equipamento é obrigação. Mas desmontar e montar de novo não é checar. E impor uma configuração sabendo que não é obrigatória e eu prefiro outra? Arrancar uma máscara que eu já tinha passado anti embaçante e lavado para lavar de novo?

Já num liveaboard encontrei um Dive Master figura que era o oposto. Ninguém conseguiu descobrir a que veio. Não fazia nada. Tentou remanejar as cabines para ganhar uma só para ele, dormia que nem um porco, pegava nossas cangas para se enrolar, era o primeiro a se servir na comida e na sobremesa, procurando sempre os melhores pedaços para ele…rs… Tomava banhos detalhados após cada mergulho (não sobra água doce num barco!)… O que faz uma figura dessas num barco? Rsrs lembro: ele não estava de férias, estava a trabalho…. Eu acho.

Outra situação ocorreu durante o curso tec. Quando eu já estava pronta para o passo do gigante – e levantar do banco com uma dupla nas costas é uma odisséia para mim – sinto algo na torneira esquerda. Era o DM “conferindo” se estava aberta! Affffffffff….. quando, posteriormente, fiz meu curso de DM, encontro no manual: nunca toque no equipamento de um mergulhador técnico! Está lá! Aliás, tem muito DM que está precisando reler o manual. Eu sigo me esforçando para não ser como nenhuma dessas figuras que encontrei nos barcos da vida.

Monica Di Masi

Arquiteta, PhD em Planejamento Energético e Ambiental, Dive Master PADI e Mergulhadora Tech.

Viajando para mergulhar sozinha e o dupla mala

Eu viajo muito sozinha e “desempacotada”, o que dá uma liberdade incrível, mas traz um probleminha: chegar ao ponto de mergulho sem dupla.

O que fazer quando chegamos para o mergulho sem dupla e calha de nós arrumarem um dupla problemático?

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Já aconteceu comigo algumas vezes.

Tem o dupla que cisma de dar um perdido. Uma vez, num ponto com baixa visibilidade, correnteza e orientação difícil, a ordem era seguir o guia. Mas o dupla teimava em se afastar. Eu tentava me posicionar entre os dois, de forma que visse ambos. Mas foi ficando difícil, difícil… Aí eu não sabia se seguia o dupla ou o guia. Optei por c@)&%#r para o dupla e seguir o guia, que sabia melhor onde estava indo. Quando chegou na parada de segurança, o dupla tinha sumido. Avisei ao guia, que largou o deco marker comigo e outra dupla e foi procurar, não encontrando, abortou a parada de segurança e subiu. Ao subirmos, encontramos a figura tranquila como se nada tivesse acontecido, um pouco distante de nós. Mas além de me deixar preocupada, ele colocou a todos em risco, pois o guia largou três mergulhadores a deriva para procurar o tal e abortou a parada preocupado. O que fazer com casos assim? Uma boa é nunca mais mergulhar com esse dupla, mas deveria haver forma de evitar esse comportamento. Mergulhadores mal formados ultimamente infelizmente abundam. Muitas vezes acabo tendo que assumir um papel que não é meu quando estou de turista: ser a única responsável pela orientação, guiando o mergulho e ainda me preocupando com o ar do dupla, que não confere quando deveria.

Quando mergulhei na Flórida me deparei com péssimos mergulhadores, infelizmente parecem comuns por lá. Duplas com nenhum controle da flutuabilidade, batendo a nadadeira no fundo ou ficando muito acima do naufrágio por não ter controle para ficar perto dele… nadando muito rápido, não sei se por ansiedade ou falta de controle de flutuabilidade também. Um dupla mala (mais um) resolveu nadar em disparada atrás de um mero, quando o melhor comportamento seria ficar imóvel, pois o peixão assim estava.
Abrolhos_AEstas experiências remetem à discussão que já acompanhei algumas vezes: é efetivo o sistema de duplas? Tem-se falado de mergulho solo. Com o nível de treinamento que tenho aliados a treinamento e equipamento específicos já não acho impossível um mergulho solo. Existem varias opiniões contrárias ao sistema de duplas, mas para mim ainda predominam as supostas vantagens. Sinceramente é sempre reconfortante ter um ser humano por perto, nunca sabemos que dificuldade pode surgir. Um mergulhador básico pode prender seu cilindro se esse soltar, por exemplo.

Eu por enquanto prefiro manter o padrão, mas espero que todos os mergulhadores se esforcem por ser um bom dupla. Talvez este aspecto deva ser mais reforçado nos cursos.

E vocês, têm alguma história de dupla mala? Cartas para a redação…rs…

Monica Di Masi

Arquiteta, PhD em Planejamento Energético e Ambiental, Dive Master PADI e Mergulhadora Tech.

Live-aboard no Catamarã Atlantis Voyager – 2010

Pelo quarto ano consecutivo e a pedidos de vários mergulhadores organizamos mais uma expedição pelos melhores naufrágios do nordeste brasileiro, a bordo do catamarã Voyager, um catamarã de 60 pés com toda a infra estrutura necessária para um live-aboard seguro e confortável.

voyager-supO embarque aconteceu no dia 9 de janeiro de 2010, na base da Aquáticos/Atlantis em Recife, que também está totalmente equipada, inclusive para mergulhos técnicos, fazendo suas saídas com o belo e espaçoso catamarã Galileu.

img_4561 img_4503Nossa aventura de 7 dias foi organizada pelo cinegrafista subaquático José Dias com o apoio da Atlantis. Nosso objetivo como sempre era de mergulhar nos naufrágios de Recife (PE) à Maceió (AL) e conhecer o novo naufrágio do rebocador Walsa, afundado propositalmente pela AEMPE – Associação das Empresas de Mergulho do Estado de Pernambuco, juntamente com a empresa Wilson, sons em parceria com as universidades UFPE e UFRPE.

Para conhecer a história do Walsa e de todos os naufrágios que visitamos, vá ao site do biólogo e pesquisador de naufrágios Maurício Carvalho em Naufrágios do Brasil.

Após a montagem dos equipamentos, Nico, o responsável pela operação realizou o briefing para todos os mergulhadores.

briffingDia 10 – Primeiro dia de mergulho, depois de um ótimo café da manhã, zarpamos para o primeiro mergulho do dia, nada mais nada menos do que o Vapor Bahia. Sem dúvida um dos naufrágios mais bonitos do Brasil. De tão bom fizemos dois mergulhos no mesmo dia.

rap1741 Para fechar o nosso primeiro dia com chave de ouro, fizemos nosso terceiro mergulho, logo após um almoço dos Deuses, preparado pelo Chef Cícero, no Pirapama. Onde o fotógrafo Roberto Palmer pode registrar as tartarugas que fazem a festa dos mergulhadores.

O Pirapama está localizado a 6 milhas da costa, entre Olinda e Recife e é frequentemente visitado pelas operadoras de Recife. Contudo, nos mergulhos que fizemos, tivemos o privilégio de ter esse naufrágio só para nós.

pirapama1 pirapama2jpgO mergulhador Adair Ribeiro realizou o primeiro dia de mergulho com o rebreather Optima, fabricado pela Dive Rite. Infelizmente no último mergulho do dia, ao chegar à superfície foi verificado que o backplate de “plástico” estava quebrado. O backplate é a peça básica onde são fixados todos os outros itens. Para tristeza de Adair, não houve a possibilidade da Dive Rite enviar um novo backplate, este de alumínio, para Recife. Mas com o auxílio do Nico, rapidamente um setup de duplas AL80 foi disponibilizado para o restante da viagem.

Dia 11 – Acordamos cedo e ansiosos para conhecer o Walsa, um reborcador que repousa em posição de navegação aos 40 metros de profundidade. O naufrágio está inteiro, ainda com pouca vida devido ao pouco tempo no fundo, desde 28/05/2009. Ainda é possível ver o nome do rebocador Walsa no costado e na popa. O Walsa é mais uma bela opção para o mergulho técnico.

walsa1_pm walsa2O segundo mergulho do dia foi no naufrágio conhecido como Chata de Noronha. Segundo o que é relatado, esta chata fazia transporte de material entre recife e a Ilha de Fernando de Noronha e que teria naufragado durante uma forte tempestade.

chata2_pm chata1 Após o almoço, realizamos um mergulho no Vapor de Baixo.

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Aproveitamos que ainda estávamos ancorados na base da Aquáticos e antes do jantar fomos passear por Recife. Compramos algumas lembranças para familiares, baterias e pilhas e visitar o Shopping Center Paço Alfândega.

Dia 12 – Depois de prepararmos as misturas de trimix e separarmos as stages para descompressão, partimos em direção ao Vapor dos 48. Este naufrágio, também desconhecido é assim denominado devido a sua profundidade e não por ser seu nome real.

Neste mergulho, pegamos uma leve correnteza, a única em toda a viagem, mas que não impossibilitou em nada desfrutar deste ótimo naufrágio.

Como este mergulho é profundo e no dia seguinte teríamos outro mergulho, ainda mais profundo, fizemos um intervalo de superfície bem longo e finalizamos o dia com um mergulho ao cair da noite no Pirapama.

No retorno, preparamos novas misturas e stages para o naufrágio mais esperado e um dos melhores de Recife, a Corveta Camaquã.

Dia 13 – Eu e o Adair já havíamos feitos alguns mergulhos na corveta, mas confesso que nunca havíamos pego uma condição de mar tão perfeita. A estratégia do Nico em chegarmos ao ponto de mergulho no momento correto do estofo da maré foi perfeita. Nenhuma correnteza, uma visibilidade de 40 metros e uma água por volta de 28º, possibilitou, o que eu considero um dos melhores mergulhos que realizamos naquele naufrágio. A Corveta Camaquã está em uma profundidade de 55 metros e foi possível mesmo nesta profundidade, ver a proa do hélice. Melhor condição impossível!

camaqua camaqua1 Como o retorno à Recife foi cedo, fomos “esticar as pernas” em Olinda.

Dia 14 – O primeiro mergulho do dia foi o rebocador Marte (1998). Este naufrágio artificial está inteiro. Localizado em Serrambi possui bastante vida e é diversão garantida.

Para completar o dia realizamos dois mergulhos no naufrágio do Gonçalo Coelho. Originalmente um navio de desembarque de carros de combate LST (Landing Ship Tank), depois, durante alguns anos realizou o transporte de carga entre Recife e a Ilha de Fernando de Noronha, até que em 1999 afundou próximo ao Marte.

marte gcoelhoLogo após mais um maravilhoso jantar, partimos em direção a Maceió (AL). Uma das noites mais estreladas que me recordo de ter visto.

A previsão era de navegarmos a noite inteira para estarmos no local do nosso próximo mergulho às 7 horas da manhã.

Dia 15 – Navegamos a noite inteira e as 7 da manhã em ponto estávamos sobre o Navelloyde Nº4, conhecido como Sequipe, que só teve sua identificação confirmada em 2007, pelo pesquisador de naufrágios Maurício Carvalho durante a Expedição de 2007. Este naufrágio encontra-se inteiro a 30 metros de profundidade. Possui um enorme guincho sobre seu casco onde vários cardumes costumam se abrigar.

sequipe1_pm sequipe2_pmApós um belo lanche durante intervalo de superfície zarpamos para mais um mergulho, este no naufrágio do Draguinha. O Draguinha é na realidade a Draga Nº 9, que também foi identificada em 2006 pelo pesquisador Maurício Carvalho.

Depois de um ótimo almoço preparado pelo Chef Cícero, partimos para mergulhar no André Rebouças, conhecido como Dragão.

drag4_pm drag2_pm drag3_pmDurante a navegação para Barra de São Miguel, onde a Atlantis possui sua base, o Adair, moderador do fórum ScubaBR sorteou alguns brindes. Anotamos os nomes de todos os participantes, inclusive da tripulação e chamamos o Nico para sortear os ganhadores. Ele avisou de ante mão: Eu sempre tiro o meu nome. Ninguém acreditou. A foto está abaixo para comprovar.

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Para não corrermos o risco com o Nico, chamamos para o segundo sorteio o chef Cícero, o que não adiantou nada. Tirou o próprio nome! A sorte da tripulação só foi quebrada após mestre Djalma ter sorteado o Paulo Menezes.

Os brindes foram:
T-Shirt ScubaBR – Nico e Paulo Menezes;
Mini-ferramentas – Cícero.

Depois de uma noite navegando e três mergulhos maravilhosos nas águas calmas e quentes de Alagoas, fomos dar uma volta em Barra de São Miguel. Pelo sorriso estampado no rosto de todos, percebe-se que a noite foi divertida.

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Dia 16 – Os dois mergulhos do último dia seriam no Itapagé. Naufrágio com 120 metros de comprimento e que merece muitos mergulhos. Sempre repleto de vida para diversão dos fotógrafos e cinegrafistas.

O Itapagé. é um dos mais belos naufrágios de Alagoas e sua história nos remete a 2º Guerra Mundial, quando foi atingido por dois torpedos lançados pelo U-Boat U-161, afundando na altura da Lagoa Azeda.

itapage1 itapage2 itapage4 itapage5 banho2 ita_pmÉ possível ver várias peças dos caminhões que o navio carregava e muita louça, inclusive uma enorme variedade de garrafas. Os motores a diesel, com 6 metros de altura merecem atenção especial, logo ao lado é possível encontrar máquinas a vapor.

Para finalizar nossa expedição, mestre Djalma nos brindou com um atum fresquinho, que ele mesmo pescou durante a navegação. E como não podia ser diferente, o Chef Cícero, mais uma vez nos surpreendeu.

sashimi ciceroturma_4754E assim finalizamos com chave de ouro nosso live-aboard. Todos felizes com os mergulhos, acomodações, atendimento, segurança, novas amizades e a certeza de que no próximo ano estaremos lá novamente!

TRIPULAÇÃO: Nico, Djalma, Juan, Cícero e Rodrigues.
MERGULHADORES: Adair Ribeiro (São Paulo), Alexandre e José Antonio Alvares (Cuiabá), Rafael, Daniel e Alberto Oda (São Paulo), Paulo Menezes e José Dias (Rio de Janeiro) e Roberto Palmer (Brasília).

José Dias

José Dias

Diretor de fotografia, fotógrafo, instrutor de mergulho, foto e vídeo subaquáticos. Mergulhador tech e de cavernas.
José Dias

Live-aboard no Catamarã Atlantis Enterprise

Pelo terceiro ano consecutivo mergulhamos pelos naufrágios e por alguns outros pontos interessantes do nordeste brasileiro. Em 2008 e 2009, essa aventura aconteceu a bordo do confortabilíssimo Catamarã Enterprise.

Em 10 de janeiro de 2009, sob o calor de Recife embarcamos em uma viagem de 7 dias organizada pelo cinegrafista subaquático José Dias com o apoio da Atlantis. Nosso objetivo: mergulhar nos naufrágios de Recife (PE) e Maceió (AL), muita descontração e alegria. Além do 1º Curso de Vídeo Sub a bordo do Enterprise.

O ponto de encontro dos 10 mergulhadores foi o Porto de Recife, no Marco Zero. Vindos dos Estados de Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo nosso grupo foi recebido pelos 7 tripulantes altamente qualificados da bela embarcação.

Como de costume, montamos os equipamentos de mergulho no fim do dia, logo após o briefing e o cocktail de boas vindas.

No primeiro dia de mergulho partimos ainda cedo, logo após o café da manhã e às 10:00 horas já estávamos na água mergulhando no Reboque Flórida.

Florida-(9)Depois de um pequeno lanche para acompanhar o intervalo de superfície, estávamos pronto para o segundo mergulho do dia, Servemar I.

Depois de um ótimo almoço, preparado pelo Chef Ítalo Sales e de um bom descanso, fomos para o nosso terceiro mergulho do dia no Vapor de Baixo.

Com uma água com mais de 20 metros de visibilidade e 27º de temperatura, fizemos um mergulho de 45 minutos neste naufrágio, que embora pequeno, oferece a rara possibilidade de se observar um vapor com as suas duas rodas de propulsão ainda na posição de uso.

Vapor-de-Baixo-1o-(33) Servemar-(6)Acordamos cedo para o nosso segundo dia de mergulho, que começaria no Vapor Bahia. O Bahia dispensa qualquer comentário, um dos naufrágios mais bonitos e curiosos, principalmente pela sua trágica história de colisão com o Pirapama. Realizamos dois mergulhos com aproximadamente 60 minutos cada.

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Depois de um magnífico almoço e um bom descanso partimos em direção ao Porto de Recife. No caminho, ao cair da tarde, um mergulho no Pirapama.

O Pirapama está localizado a 6 milhas da costa, entre Olinda e Recife e é frequentemente visitado pelas operadoras de Recife. Contudo, nos mergulhos que fizemos, tivemos o privilégio de ter esse naufrágio só para nós.

Depois de ancorarmos no Porto de Recife para o pernoite e de nos deliciarmos com o jantar, o grupo se espalhou por passeios em Recife. Todos retornaram cedo ao Enterprise, pois no dia seguinte começariam os mergulhos mais profundos e um bom descanso com uma boa noite de sono cairia muito bem.

Acordamos e tomamos nosso café da manhã partindo para o Vapor dos 48. Este vapor é assim denominado devido a sua profundidade e não por ser seu nome real. Como vários naufrágios de Recife, sua origem também é desconhecida.

Vapor-dos-48-(31)No Vapor dos 48 foram usadas misturas gasosas para garantir a segurança e podermos desfrutar ao máximo este lindo naufrágio.

No retorno, fizemos um segundo mergulho no Vapor de Baixo.

Seguindo com os mergulhos profundos, chegou a hora do naufrágio mais esperado e um dos melhores de Recife. A Corveta Camaquã

A Corveta Camaquã foi ao fundo devido às péssimas condições de mar. Hoje, as cargas de profundidade usadas para combater os submarinos do eixo na 2ª Guerra Mundial estão espalhadas pelo fundo próximo da popa e continuam intactas.

A Corveta Camaquã está a 55 metros de profundidade apoiada no fundo de areia pelo bordo de boreste. Seu estado de conservação é perfeito, embora as chapas internas já estejam bastantes fragilizadas.

Depois de um mergulho profundo realizado com absoluto sucesso, só nos restava retornar a Recife para o pernoite. Isso seria o normal em qualquer operação de mergulho, mas não no Enterprise. Encerrarmos o dia com mais um mergulho no maravilhoso Pirapama.

Nossa estada em Recife estava chegando ao fim e, portanto, resolvemos encerrar o dia visitando Olinda.

Na manhã seguinte, ainda muito cedo partimos para Serrambi para mergulharmos no Rebocador Marte. O Marte é um naufrágio artificial criado em 1998.

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Saimos do Marte para realizarmos dois mergulhos no naufrágio do Gonçalo Coelho.

O Gonçalo Coelho era um navio de desembarque de carros de combate LST (Landing Ship Tank). Após a 2ª Guerra Mundial foi reformado para outros serviços. Fez durante alguns anos o transporte de carga entre Recife e Fernando de Noronha. Com o intuito de servir de recife artificial foi afundado em 1999.

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Depois de dois maravilhosos mergulhos no Gonçalo Coelho, zarpamos em direção a Alagoas. Nossa navegação duraria a noite toda e a previsão era de que no dia seguinte, amanhecêssemos em cima do naufrágio do Dragão – André Rebouças.

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Embora tenha naufragado em 1927, este naufrágio só foi identificado em janeiro de 2006, pelo pesquisador e biólogo Maurício Carvalho, na expedição a bordo do Catamarã Voyager. O nome correto deste naufrágio é André Rebouças.

Depois de uma hora de mergulho e um lanche para acompanhar o intervalo de superfície, partimos para o segundo mergulho do dia no Draguinha. O Draguinha é na realidade a Draga Nº 9. Foi identificada também em 2006 pelo pesquisador Maurício Carvalho. O tempo em Alagoas estava nublado e com uma chuva fina, mas o mar estava totalmente parado.

Nosso terceiro mergulho do dia foi no naufrágio do Sequipe, uma chata cujo nome correto é Novelloyde Nº 4. Este naufrágio encontra-se inteiro a 30 metros de profundidade. Possui um enorme guincho sobre seu casco onde vários cardumes costumam se abrigar.

Nosso último dia de mergulho! Para fecharmos com chave de ouro, 120 metros de naufrágio. O Itapagé é um dos mais belos naufrágios de Alagoas e sua história nos remete a 2º Guerra Mundial, quando foi atingido por dois torpedos lançados pelo U-Boat U-161, afundando na altura da Lagoa Azeda.

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É possível ver várias peças dos caminhões que o navio carregava e muita louça, inclusive uma enorme variedade de garrafas. Os motores a diesel, com 6 metros de altura merecem atenção especial, logo ao lado é possível encontrar máquinas a vapor.

Enterprise_2009-072TRIPULAÇÃO: Nico, Djalma, Jacson, Bruno Noronha, Ítalo, Luciana e Edilka.
MERGULHADORES:
Adair Ribeiro, Carlos Augusto Bruno, Cláudio Couto, Consuelo Magalhães, Renzo Martins, Eduardo Tellechea, Pedro Máximo, Vivian Szterling, Maurício Carvalho e Jose Dias.

José Dias

José Dias

Diretor de fotografia, fotógrafo, instrutor de mergulho, foto e vídeo subaquáticos. Mergulhador tech e de cavernas.
José Dias