Música grátis para seus vídeos

Com a facilidade de gravar vídeos que as câmeras têm proporcionado, muitos videomakers escolhem utilizar CDs de músicas ou MP3 baixados pelos vários sites espalhados pela internet para utilizar como trilha sonora em seus vídeos, depois se surpreendem quando o vídeo é bloqueado no Youtube ou em outro site de vídeo. Isso acontece porque nas maioria das vezes utilizar essas músicas é contra a lei, mais precisamente contra a Lei de Direito Autoral. Se você não conhece a lei, que tal visitar o link da Lei nº 9610/98?

Contratar um músico para criar uma trilha sonora para o seu vídeo é sempre a melhor opção, caso sua produção tenha verba e necessidade, mas muitas vezes trata-se de um trabalho de baixo orçamento ou até mesmo um vídeo pessoal onde a contratação de um músico teria um custo inaceitável. Isso não significa um problema na sua produção, pois existem formas legais de se obter uma trilha sonora de ótima qualidade grátis!

Vou apresentar as quatro fontes que vez por outra utilizo nos meus trabalhos.

As 3 primeiras fontes são sites que fornecem músicas prontas:

Freeplay Music http://freeplaymusic.com/ Músicas prontas para download dos mais variados estilos e durações. Há algumas exceções quanto à licença para uso em broadcast e cinema.

Royalty Free Music & Songs  http://www.danosongs.com  O artista Dan-O oferece sob a Licença Creative Commons uma coleção incrível de músicas grátis e royalty free, pedindo em troca somente que o link ou crédito seja adicionado, ou ainda um pequeno donativo.

Moby, http://www.moby.com/ O site deste músico nova-iorquino de sucesso mundial oferece o link para o Moby Gratis http://www.mobygratis.com/ que é um espaço onde o artista oferece músicas gratuitamente, bastando fazer um simples cadastro. É destinado a filmmakers independentes e não comerciais, estudantes de cinema ou qualquer um que precise de música grátis para seu trabalho independente, filmes sem fins lucrativos, curtas e vídeos.

E se for para uso comercial, o Moby oferece uma licença especial e o valor é convertido para Humane Society, uma organização de proteção animal.

A quarta opção é realmente criar sua trilha sonora. Se o seu único problema for não saber nada de música, nem ao menos tocar um instrumento, bem…mesmo assim ainda é possível!

Como? Utilizando o programa de criação de música via loops, Acid Xpress, que é a versão grátis do já consagrado software ACID. Você será capaz de criar sua própria música através de vários loops gratuitos que o próprio fabricante oferece.

A interface do Acid Xpress da Sony. Software gratuito para criação de músicas através de loops.
A interface do Acid Xpress da Sony. Software gratuito para criação de músicas através de loops.

Basta fazer um cadastro e realizar o download do Acid Xpress, pelo link http://www.acidplanet.com/downloads/xpress/ que também oferece o download gratuito do arquivo 8packs!
O 8packs é uma coleção de loops que ajuda você a começar com o Acid Xpress, foi criada uma seleção especial de 8 packs com 100 loops e 10 projetos ACID. Basta abrir qualquer um destes projetos e começar a brincar com todos os novos recursos que Acid Xpress tem para oferecer.

É claro que existem outros sites e programas grátis e também alguns pagos como o Smartsound, do qual sou usuário há anos, mas a proposta desta dica foi apresentar algumas opções grátis. Se você conhece outras, divulgue nos comentários.

José Dias

José Dias

Diretor de fotografia, fotógrafo, instrutor de mergulho, foto e vídeo subaquáticos. Mergulhador tech e de cavernas.
José Dias

Cuidados com sua caixa estanque

E vamos falar de caixa estanque outra vez. Desta vez, algumas dicas de como conservar a sua caixa estanque e evitar problemas.

1⇒ Após o uso, lave a sua caixa com água doce. Caso isso não seja possível, deixe-a em um tanque com água salgada a fim de evitar a formação de cristais de sal. Se não houver um tanque com água que você possa coloca-la, umedeça uma toalha com água e enrole a caixa até que seja possível lava-la com água doce;

2⇒ Use graxa de silicone com moderação. A graxa não é o que veda, quem faz isso é o o-ring. Graxa de silicone demais facilita o acúmulo de sujeira e detritos. Basta usar o suficiente para manter o o-ring lubrificado;

3⇒ Não abra a caixa sem que seja absolutamente necessário. Toda vez que você abre a caixa aumenta a chance de entrar água, areia e umidade ou alguma coisa grudar na sede do o-ring ou no próprio o-ring;

4⇒ Sempre que for abrir sua caixa, procure colocar a parte da lente para cima, isso evita que qualquer coisa caia dentro da caixa ou na câmera;

5⇒ Muito cuidado ao abrir a caixa depois do mergulho, principalmente se você estiver molhado. Cuidado com o cabelo e roupas molhadas, gotas podem causar um dano enorme se caírem na sua câmera ou nas partes eletrônicas da caixa;

6⇒ Desmonte as conexões, cabos do flash, portas, espaçador etc regularmente, especialmente onde diferentes materiais se encontram. A corrosão tem uma tendência de atacar nesses lugares;

7⇒ Use sacos de sílica para absorver a umidade e evitar o embaçamento – especialmente se você tiver uma caixa de policarbonato. Certifique-se de colocá-los onde não podem tocar nos controles;

8⇒ Remova os o-rings de vedação da caixa para guarda-la. Você não tem que removê-los após cada mergulho. Preste atenção extra se você esteve mergulhando onde há areia muito fina. Se for necessário, limpe-os;

9⇒ Não use detergentes para limpar a caixa, exceto se for específico para tal. Isso pode danificar o acabamento e retirar a graxa de silicone dos anéis de vedação, especialmente nos botões. Use água morna, se você precisar dissolver cristais de sal ou quaisquer outros resíduos;

10⇒ Verifique se a caixa está seca e livre de poeira antes de guarda-la. Deixe-a fechada para evitar que poeira ou qualquer outro tipo de sujeira entre. Troque o o-ring sempre que ele perder a sua forma original ou a qualquer outro sinal de desgaste;

11⇒ Remova as baterias da câmera e dos flashs ou do kit de iluminação quando do armazenamento. Elas podem se romper e o ácido pode causar danos irreparáveis;

12⇒ Tenha cuidado com a manutenção feita por pessoas não qualificadas. Se necessário envie seu equipamento para o fabricante ou autorizada;

13⇒ No mínimo uma vez ao ano faça uma revisão geral com a trocas de todos os o-rings e ajustes dos controles. Faça isso com o fabricante ou autorizada;

14⇒ Evite pular na água com a câmera. Sempre que possível entre na água e peça para alguém passar seu equipamento. Pancadas com o equipamento podem deslocar a câmera dentro da caixa ou até mesmo deslocar a tampa de vedação;

15⇒ Entre na água com o seu equipamento desligado e antes de liga-lo verifique se não há nenhum vazamento e se tudo está correto, isso pode evitar maiores prejuízos em caso de alagamento;

16⇒ Se sua caixa possui um grande domo tenha cuidado para não desloca-lo e causar um alagamento durante o mergulho;

17⇒ Jamais, eu disse, jamais monte sua câmera dentro da caixa na correria! Isso é fatal.

Todos os direitos reservados © José Dias
Todos os direitos reservados © José Dias

Se mesmo tomando todo o cuidado o pior acontecer:

1⇒ Respeite a velocidade de subida e paradas de descompressão, se houverem. Lembre-se que nenhum equipamento vale o seu bem estar;

2⇒ Retire as baterias o mais rápidos possível, pois o ácido contidos nelas aumenta o estrago;

3⇒ Desmonte e lave sua caixa com água doce e coloque-a para secar. Um secador de cabelos ajuda;

4⇒ Retire o cartão de memória e lave-o em água doce e deixe-o secar. Dificilmente você perderá os registros das imagens em cartões alagados;

Alguns fotógrafos/cinegrafistas aconselham lavar a câmera com água doce e deixa-la secar ou usar um secador de cabelos. Uma vez alagada poucas são as chances de salvar alguma coisa da câmera, pois a água salgada fará o que o alagamento não fez, destruirá o que sobrou.
Nunca salvei câmeras fazendo isso mas já obtive sucesso salvando um monitor de LCD de uma GoPro e pelos menos uns quatro cartões de memória de amigos utilizando este método. Cabe a você decidir o que fazer.

José Dias

José Dias

Diretor de fotografia, fotógrafo, instrutor de mergulho, foto e vídeo subaquáticos. Mergulhador tech e de cavernas.
José Dias

Caixa Estanque – Levando sua câmera para debaixo d’água

housing_h2oCaixa estanque, waterproof housing, waterproof case, estojo para gravações subaquáticas ou blimp, como é conhecida no meio televisivo, refere-se a um equipamento que protege e permite que sua câmera registre imagens debaixo d’água. A caixa estanque possui uma estrutura própria para resistir às altas pressões exercidas pela água durante um mergulho, quanto mais fundo maior esta pressão.

Existem vários modelos de caixas, tanto para câmeras fotográficas quanto para filmadoras. Diferem pelo material que são fabricadas, se possuem controles manuais ou eletrônicos, se são específicas para um determinado modelo, se possuem acessórios e se permitem a instalação de filtros e troca da porta dianteira. Seja qual for o modelo é necessário estar ciente do que cada uma oferece, seja na sua utilização, controles, praticidade, resistência e principalmente na sua manutenção.

Caixa estanque da Croma customizada com domo
Caixa estanque da Croma customizada com domo da Amphibico®

No Brasil, a linha CROMA, fabricada pela Seal Pro  é capaz de produzir caixa estanque para qualquer tipo de câmera. Suas caixas são produzidas em acrílico e oferecem um ótimo custo benefício. A Seal Pro ainda oferece a possibilidade de se customizar a caixa da maneira que o cinegrafista/fotografo necessitar.

Caixa estanque da Croma customizada
Caixa estanque da Croma customizada

As caixas de custo mais elevados são as fabricadas em alumínio, pois aguentam uma maior profundidade e tem teoricamente uma maior durabilidade. Elas podem chegar a custar mais do que o dobro da própria câmera, caso você venha a adquirir os modelos com todos os acessórios. Como regra geral as caixas de alumínio possuem um custo mais elevado e as de acrílico ou PVC possuem um menor custo.

A caixa usada para fotografar surf não serve para mergulho, pois não é feita para resistir a pressões e alguns modelos não oferecem todos os controles necessários, da mesma forma que as caixas para mergulho não são adequadas para fotografar/filmar surf.
Caixa para fotografar surf

Caixa para fotografar surf

Tamanho e peso

Talvez você ainda se lembre do que foi ensinado na escola, o Princípio de Arquimedes: Um corpo imerso num líquido, total ou parcialmente, flutua com uma força igual ao peso do líquido deslocado.  Fica fácil entender a relação tamanho e peso das caixas estanques.

Quanto maior é a caixa, mais água ela desloca e, portanto mais positiva ela será, o que acarretará na necessidade de mais lastro. O que tornará o kit mais pesado fora d’água. Um kit maior e mais pesado pode ser um problema em viagens ou em barcos que não possuem boas acomodações. Todavia, uma caixa grande embaixo d’água é mais fácil de se manter estável, sem deslocamentos indesejáveis, pois a pressão da água contra sua área suavizará os movimentos. Por outro lado, o arrasto produzido por um kit pesado é grande e não deve ser desconsiderado no planejamento do seu mergulho e do tipo de trabalho que estará realizando.

As caixas de alumínio são mais pesadas fora d’água e normalmente mais compactas, o que acarretará na necessidade de menos lastro, pois possuem uma área interna menor e portanto menos ar no seu interior, o que deixará o kit muitas vezes mais leve do que as de acrílico.

Flutuabilidade e equilíbrio

Com a câmera dentro da caixa, a flutuabilidade deve ser próxima do neutro. Uma flutuabilidade mais positiva ou negativa é uma questão de preferência pessoal. Independente da sua preferência, uma caixa não deve tender a levantar a frente ou a traseira, o que acarretará uma fadiga nos seus pulsos durante o mergulho. Se você não consegue manter confortavelmente o seu kit em suas mãos, dificilmente conseguirá ficar estável e obter boas imagens.

Equilíbrio

Kits de câmera com caixa

Alguns fabricantes de câmeras possuem caixas estanques para os seus próprios produtos/modelos, a Intova, GoPro, Canon e Sony são alguns destes. Essas caixas tem uma vantagem de possuírem todos os controles necessários para manusear sua câmera, custo reduzido e normalmente suportam profundidades de até 40 metros, o que atende a uma boa parte dos mergulhadores. Além disso, alguns modelos ainda aceitam lentes conversoras e filtros, possibilitando ótima qualidade de imagem.

Como estas caixas, na sua maioria são fabricadas para digitais compactas, todo o conjunto de câmera e caixa estanque acaba ficando com seu tamanho bem reduzido, o que é uma ótima opção para quem quer proteger sua câmera da água, areia da praia ou lama.
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Este foi um dos motivos da câmera GoPro se tornar tão famosa no mercado e usada nos mais diversos segmentos.

Bolsa Estanque

Existe também no mercado bolsas/sacos estanques, mas deve-se observar que estes não possuem resistência para grandes profundidades. Estas bolsas à prova d’água possibilitam registrar imagens subaquáticas, e em alguns modelos até o movimento da objetiva zoom é permitido. Normalmente seu custo é bem baixo se comparado a uma caixa estanque, por outro lado oferece a limitação da resistência a maiores pressões. Estas bolsas são bem interessantes para serem utilizadas na praia ou sob chuva e ventania.

Ewa-Marine U-A Underwater Housing PVC laminado. Resiste até -20 m
Ewa-Marine U-A Underwater Housing
PVC laminado. Resiste até -20 m

O assunto caixa estanque é extenso, seu uso vai desde simplesmente proteger um equipamento da ação do tempo até o mais avançado uso no cinema. Hoje, graças a tecnologia e a digitalização das imagens, temos caixas para todo tipo de equipamento, facilitando bastante o trabalho de fotógrafos e cinegrafistas, bem diferente das dificuldades dos pioneiros.

Boutan (à esquerda) e suas luzes duplas. Sua câmera é vista na parte superior central.
Boutan (à esquerda) e suas luzes duplas. Sua câmera é vista na parte superior central.

História

  • Há quem credite ao inglês William Thompson a primeira foto subaquática em 1856, embora a câmera tenha se inundado e a foto não tenha saído satisfatória.
  • Em 1893 o biologista francês Louis Boutan obteve fotos subaquáticas que publicou em 1900 no seu livro La Photographie sous-marine et les progrès de la photographie. Para a tomada das fotos Boutan construiu uma caixa estanque que pesou cerca de 200 kg e usou um tempo de exposição de 30 minutos para obter fotos em chapa 5×7″.
  • Em 1927 Charles Martin e William H. Longley obtiveram a primeira fotografia subaquática a cores.
  • Em 1957 Jean De Wouters criou a câmera subaquática Calypso-Phot a pedido de Jacques-Yves Cousteau que passou a ser comercializada no ano de 1961 pela empresa La Spirotechnique. A câmera usava filmes 35mm e suportava profundidade de 50m.
  • Em 1963 a Nippon Kogaku (atualmente Nikon) lança a primeira câmera da linha Nikonos -a Nikonos I– baseada no Calypso-Phot cujos direitos adquiriu. As câmeras Nikonos (também conhecida como Calypso-Nikkor) sucederam-se até 1980, quando foram substituídas por câmeras automatizadas. A linha Nikonos sofreu descontinuidade em 1996.

Artigo publicado originalmente em 2012, atualizado em 2015

José Dias

José Dias

Diretor de fotografia, fotógrafo, instrutor de mergulho, foto e vídeo subaquáticos. Mergulhador tech e de cavernas.
José Dias


Filmes, filmes e filmes

Existem vários filmes com cenas de mergulho ou subaquáticas, mas poucos tem o mergulho como personagem principal.

Sea Hunt, The Frogmen e os documentários de Jacques Cousteau talvez tenham feito parte da infância e porque não o motivo de muitos começarem a mergulhar.

Não pretendo dizer que o filme X é melhor que o Y, nem fazer uma lista de filmes ou documentários imperdíveis. Só quero apresentar alguns filmes que em minha opinião são um ótimo divertimento para quem é mergulhador ou gosta do babado.

Lembro que quando criança assisti um filme que me agradou muito, cenas que na época achei fantásticas e uma em particular me chamou a atenção, um acidente de mergulho.

Rochedos da Morte (1953)
“Beneath the 12-Mile Reef” (título original)

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Diretor: Robert D. Webb
Roteiro: A.I. Bezzerides
Elenco principal: Robert Wagner, Terry Moore e Gilbert Roland
Direção de fotografia: Edward Cronjager
Direção de fotografia subaquática: Til Gabani, que também fez a fotografia subaquática de 20.000 Léguas Submarinas (1954)

Mike e Tony Petrakis são pai e filho que mergulham de escafandro para recolher esponjas na costa da Flórida. Depois de serem roubados, Mike o pai, decide mergulhar no perigoso recife a 12 milhas, local onde sofre um acidente fatal.

O filme é estrelado pelo Robert Wagner, o bonitão que fez muito sucesso no Brasil na década de 80 na pele do Jonathan Hart, o “cara” do Casal 20.
Este filme por ser de Domínio Público, poderá ser visto on-line ou caso prefira, o download em Archive Org

O Fundo do Mar (1977)
“The Deep” (título original)

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Diretor: Peter Yates
Roteiro: Peter Benchley, Peter Benchley e Tracy Keenan Wynn
Elenco principal: Jacqueline Bisset, Nick Nolte e Dick Anthony Williams
Direção de fotografia: Christopher Challis
Direção de fotografia subaquática: Al Giddings. Um dos melhores documentários sobre Galapagos (1999) também tem sua contribuição na fotografia subaquática, além do maravilhoso filme The Abyss – O Segredo do Abismo (1989).

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© Getty Images

Um casal de mergulhadores estão envolvidos com caçadores de tesouros quando descobrem uma carga “mortal” em um naufrágio nas águas das Bermudas.
A filmagem durou 153 dias, gastando 10.870 horas debaixo d’água e consumiu 1.054.000 metros cúbicos de ar comprimido.

A famosa cena da Jacqueline Bisset com a camiseta molhada foi um trampolim para ela se tonar um sex symbol de Hollywood e gerou um boca-a-boca que ajudou no sucesso de bilheteria. Dizem que essa cena foi responsável pelo surgimento dos famosos concursos “camiseta molhada”.
Uma outra curiosidade é que a máscara de silicone redonda e transparente usada por Jacqueline Bisset ficou famosa neste filme, pois permitia que entrasse mais luz através da máscara, possibilitando que os olhos e rosto da atriz fossem vistos nas cenas subaquáticas.
Existem duas versões desse filme, uma com 123 minutos e outra com 176 minutos.

Se quiser saber mais sobre o making of de The Deep, visite o site da TCM (Turner Classic Movies)

Imensidão Azul (1988)
“Le grand bleu” (título original)
grand_bleuDiretor: Luc Besson
Roteiro: Luc Besson, Robert Garland, Marilyn Goldin, Jacques Mayol e Marc Perrier
Elenco principal: Jean-Marc Barr, Jean Reno e Rosanna Arquette
Direção de fotografia: Carlo Varini
Operação de câmera subaquática: Luc Besson e Christian Pétron

O filme foi inspirado na história de vida do mergulhador italiano de apneia Enzo Maiorca. O filme mostra também a amizade e rivalidade com Jacques Mayol. Mayol foi um dos roteiristas.

A trilha sonora de Eric Serra completa as belas imagens e os sutis toques de humor.

O Segredo do Abismo (1989)
“The Abyss” (título original)
the_abyss_Diretor: James Cameron
Roteiro: James Cameron
Elenco principal: Ed Harris, Mary Elizabeth Mastrantonio e Michael Biehn
Direção de fotografia: Mikael Salomon
Direção de fotografia subaquática: Al Giddings.

O filme é sobre uma equipe de mergulho que trabalha em uma plataforma de petróleo e é requisitada pela Marinha para localizar e investigar a causa do acidente em um submarino nuclear.

Enquanto a tripulação embarca em sua missão, acabam encontrando uma espécie alienígena.

Este filme tem cenas realmente fantásticas, além de um roteiro envolvente, claro, para quem gosta de mergulho e ficção científica.

Uma das cenas que chamaram atenção neste filme foi o uso de perfluorcarbonos (PFC) em um mergulho. Se tiver interesse em ler mais sobre o uso de perfluorcarbonos, visite o site da DAN.

Homens de Honra (2000)
“Men of Honor” (título original)
homens_honraDiretor: George Tillman Jr.
Roteiro: Scott Marshall Smith
Elenco principal: Cuba Gooding Jr., Robert De Niro e Charlize Theron
Direção de fotografia: Anthony B. Richmond
Direção de fotografia subaquática: Pete Romano
Câmera subaquática: Cynthia Pusheck

A história de Carl Brashear, o primeiro Afro-americano, e também o primeiro mergulhador amputado da Marinha Americana e o homem que o treinou.

Não há o que falar desse filme, simplesmente assista.

Cuba Gooding Jr e Carl Brashear Foto: Matthew Cazier
Cuba Gooding Jr e Carl Brashear
Foto: Matthew Cazier

Mar Aberto (2003)
“Open Water” (título original)
open_waterDiretor: Chris Kentis
Roteiro: Chris Kentis
Elenco principal: Blanchard Ryan, Daniel Travis e Saul Stein.
Direção de fotografia: Chris Kentis e Laura Lau
Direção de fotografia subaquática: Chris Kentis e Laura Lau

Baseado na história verídica de dois mergulhadores que acidentalmente foram esquecidos no mar durante um mergulho.

Esse filme causou certo reboliço no mercado de mergulho quando foi lançado, pois muitos acreditavam que seria uma má publicidade para a atividade. Foi um filme independente, gravado com câmeras DV Sony VX2000 e PD 150 e depois transferido para película 35 mm.

Ganhou alguns prêmios, mas não foi nenhum blockbuster. Nós que amamos mergulho é que temos paciência para assisti-lo, mas vale o alerta para a importância de uma ficha de chamada bem feita da sua operadora de mergulho.

Bom mesmo foi para o diretor e roteirista, que vendeu os direitos por uma bela grana para que pudessem realizar o Mar Aberto 2, que claro, foi um fracasso.

A Vida Marinha com Steve Zissou (2004)
“The Life Aquatic with Steve Zissou” (título original)
life_aquaticDiretor: Wes Anderson
Roteiro: Wes Anderson e Noah Baumbach
Elenco principal: Bill Murray, Owen Wilson e Anjelica Huston
Direção de fotografia: Robert D. Yeoman
Direção de fotografia subaquática: Pete Romano

Com um plano para se vingar de um tubarão que matou seu parceiro, oceanógrafo Steve Zissou reúne uma equipe que inclui sua ex-esposa, uma jornalista, e um homem que pode ou não ser seu filho.

Alguns afirmam que foi baseado em fatos da vida de Jacques Cousteau, talvez o gorro vermelho e os uniformes tragam essa impressão.

O músico brasileiro Seu Jorge participa no filme como Pelé dos Santos e toca uma música em uma das cenas.

A Caverna (2005)
“The Cave” (título original)
the_caveDiretor: Bruce Hunt
Roteiro: Michael Steinberg e Tegan West
Elenco principal: Piper Perabo, Morris Chestnut e Cole Hauser
Direção de fotografia: Ross Emery
Direção de fotografia subaquática: Wes Skiles
Segundo operador de câmera subaquática: Anthony S. Lenzo

É um filme que mistura aventura com horror. O filme não é bom, mas possui imagens subaquáticas de cavernas, o que para mim já é o suficiente para assistir. Basicamente o filme é sobre um grupo de mergulhadores que fica preso em um sistema de cavernas alagadas e precisam achar a saída e ao mesmo tempo se livrar de “criaturas sedentas de sangue.”

Muito rebreather e scooter são usados nos mergulhos.

Mergulho Radical (2005)
“Into the Blue” (título original)
into_blueDiretor: John Stockwell
Roteiro: Matt Johnson
Elenco principal: Paul Walker, Jessica Alba e Scott Caan
Direção de fotografia: Shane Hurlbut
Direção de fotografia subaquática: Peter Zuccarini

Um jovem casal de mergulhadores e aspirantes a caçadores de tesouros que vivem nas Bahamas acabam se envolvendo com um traficante de drogas depois de terem achado uma carga ilícita em um avião afundado.

Tirando um detalhe e outro o filme parece um remake do The Deep, mas novamente as cenas subaquáticas valem a pena.
O avião utilizado nas filmagens é um ponto de mergulho nas Bahamas.

Santuário (2011)
“Sanctum” (título original)
sanctunDiretor: Alister Grierson
Roteiro: John Garvin e Andrew Wight
Elenco principal: Rhys Wakefield, Allison Cratchley e Christopher James Baker
Direção de fotografia: Jules O’Loughlin
Direção de fotografia subaquática: Simon Christidis

Sanctum é um thriller de ação que envolve a exploração de um sistema de cavernas. O filme foi inspirado em uma inundação real de uma caverna na Planície de Nullarbor na Austrália em 1988.

Uma equipe de mergulho corre risco de vida ao explorar um sistema de cavernas subaquáticas. Quando uma tempestade os obriga a ir mais fundo nas cavernas, esta equipe vê-se confrontada com a fúria das águas e com o pânico, enquanto luta para encontrar a rota desconhecida em direção ao mar.

Durante as gravações diziam que era um filme de James Cameron sobre os acontecimentos de 1988 na Austrália. Na verdade James Cameron era o produtor executivo e o filme não é sobre o acontecimento de 1988, os roteirista só pegaram a ideia da inundação e a usaram para iniciar a trama.

Originalmente, a produção pensou seriamente em gravar nas cavernas subterrâneas reais. No entanto, os aspectos práticos de carregar todo o equipamento, os espaços confinados e as baixas temperaturas da água dentro das cavernas, tornaram isso impossível. Foi utilizado um tanque contendo 7 milhões de litros de água para as cenas subaquáticas.

Ioan Gruffudd era o único membro do elenco totalmente certificado para mergulho antes do filme começar a ser gravado. Richard Roxburgh afirmou que a coisa mais difícil foi o treinamento com o rebreather, que ele descreveu como “fantástico na teoria, mas uma tortura na vida real”.

Em uma infeliz coincidência, Agnes Milowka, uma das duplas de mergulho do filme, se afogou depois de ficar sem ar logo após o filme ser lançado.

Para quem gosta de caverna é um prato cheio, com muito rebreather e máscaras full face.

Mergulho Profundo (2013)
“Pioneer” (título original)
pionnerDiretor: Erik Skjoldbjærg
Roteiro: Nikolaj Frobenius, Hans Gunnarsson, Nikolaj Frobenius, Cathinka Nicolaysen, Erik Skjoldbjærg e Kathrine Valen Zeiner
Elenco principal: Aksel Hennie, Wes Bentley e Stephen Lang
Direção de fotografia: Jallo Faber
Direção de fotografia subaquática: Teemu Liakka

Mergulho Profundo se passa durante a expansão do petróleo no início da década de 1980 na Noruega. Enormes depósitos de óleo e gás são descobertos no Mar do Norte e as autoridades pretendem trazê-los à terra por meio de um duto desde as profundezas de 500 metros. O mergulhador profissional Petter está obcecado pela ideia de atingir o fundo do mar. Juntamente com seu irmão Knut, ele tem a disciplina, a força e a coragem de assumir a missão mais perigosa do mundo. Mas um súbito e trágico acidente muda tudo.

Esta é a história da profissionalização e criação de regras para o mergulho profissional na Noruega. Vale a pena assistir.

Poderia citar mais alguns filmes e documentários, Fantasmas do Abismo (2003), Maré Negra (2012), Deepsea Challenge (2014) ou A Volta ao Mundo Sob o Mar (1966), mas acho que seria demais.

Deixe nos comentários abaixo quais filmes estariam na sua lista?

José Dias

José Dias

Diretor de fotografia, fotógrafo, instrutor de mergulho, foto e vídeo subaquáticos. Mergulhador tech e de cavernas.
José Dias