Cuidados com sua caixa estanque

E vamos falar de caixa estanque outra vez. Desta vez, algumas dicas de como conservar a sua caixa estanque e evitar problemas.

1⇒ Após o uso, lave a sua caixa com água doce. Caso isso não seja possível, deixe-a em um tanque com água salgada a fim de evitar a formação de cristais de sal. Se não houver um tanque com água que você possa coloca-la, umedeça uma toalha com água e enrole a caixa até que seja possível lava-la com água doce;

2⇒ Use graxa de silicone com moderação. A graxa não é o que veda, quem faz isso é o o-ring. Graxa de silicone demais facilita o acúmulo de sujeira e detritos. Basta usar o suficiente para manter o o-ring lubrificado;

3⇒ Não abra a caixa sem que seja absolutamente necessário. Toda vez que você abre a caixa aumenta a chance de entrar água, areia e umidade ou alguma coisa grudar na sede do o-ring ou no próprio o-ring;

4⇒ Sempre que for abrir sua caixa, procure colocar a parte da lente para cima, isso evita que qualquer coisa caia dentro da caixa ou na câmera;

5⇒ Muito cuidado ao abrir a caixa depois do mergulho, principalmente se você estiver molhado. Cuidado com o cabelo e roupas molhadas, gotas podem causar um dano enorme se caírem na sua câmera ou nas partes eletrônicas da caixa;

6⇒ Desmonte as conexões, cabos do flash, portas, espaçador etc regularmente, especialmente onde diferentes materiais se encontram. A corrosão tem uma tendência de atacar nesses lugares;

7⇒ Use sacos de sílica para absorver a umidade e evitar o embaçamento – especialmente se você tiver uma caixa de policarbonato. Certifique-se de colocá-los onde não podem tocar nos controles;

8⇒ Remova os o-rings de vedação da caixa para guarda-la. Você não tem que removê-los após cada mergulho. Preste atenção extra se você esteve mergulhando onde há areia muito fina. Se for necessário, limpe-os;

9⇒ Não use detergentes para limpar a caixa, exceto se for específico para tal. Isso pode danificar o acabamento e retirar a graxa de silicone dos anéis de vedação, especialmente nos botões. Use água morna, se você precisar dissolver cristais de sal ou quaisquer outros resíduos;

10⇒ Verifique se a caixa está seca e livre de poeira antes de guarda-la. Deixe-a fechada para evitar que poeira ou qualquer outro tipo de sujeira entre. Troque o o-ring sempre que ele perder a sua forma original ou a qualquer outro sinal de desgaste;

11⇒ Remova as baterias da câmera e dos flashs ou do kit de iluminação quando do armazenamento. Elas podem se romper e o ácido pode causar danos irreparáveis;

12⇒ Tenha cuidado com a manutenção feita por pessoas não qualificadas. Se necessário envie seu equipamento para o fabricante ou autorizada;

13⇒ No mínimo uma vez ao ano faça uma revisão geral com a trocas de todos os o-rings e ajustes dos controles. Faça isso com o fabricante ou autorizada;

14⇒ Evite pular na água com a câmera. Sempre que possível entre na água e peça para alguém passar seu equipamento. Pancadas com o equipamento podem deslocar a câmera dentro da caixa ou até mesmo deslocar a tampa de vedação;

15⇒ Entre na água com o seu equipamento desligado e antes de liga-lo verifique se não há nenhum vazamento e se tudo está correto, isso pode evitar maiores prejuízos em caso de alagamento;

16⇒ Se sua caixa possui um grande domo tenha cuidado para não desloca-lo e causar um alagamento durante o mergulho;

17⇒ Jamais, eu disse, jamais monte sua câmera dentro da caixa na correria! Isso é fatal.

Todos os direitos reservados © José Dias
Todos os direitos reservados © José Dias

Se mesmo tomando todo o cuidado o pior acontecer:

1⇒ Respeite a velocidade de subida e paradas de descompressão, se houverem. Lembre-se que nenhum equipamento vale o seu bem estar;

2⇒ Retire as baterias o mais rápidos possível, pois o ácido contidos nelas aumenta o estrago;

3⇒ Desmonte e lave sua caixa com água doce e coloque-a para secar. Um secador de cabelos ajuda;

4⇒ Retire o cartão de memória e lave-o em água doce e deixe-o secar. Dificilmente você perderá os registros das imagens em cartões alagados;

Alguns fotógrafos/cinegrafistas aconselham lavar a câmera com água doce e deixa-la secar ou usar um secador de cabelos. Uma vez alagada poucas são as chances de salvar alguma coisa da câmera, pois a água salgada fará o que o alagamento não fez, destruirá o que sobrou.
Nunca salvei câmeras fazendo isso mas já obtive sucesso salvando um monitor de LCD de uma GoPro e pelos menos uns quatro cartões de memória de amigos utilizando este método. Cabe a você decidir o que fazer.

José Dias

José Dias

Diretor de fotografia, fotógrafo, instrutor de mergulho, foto e vídeo subaquáticos. Mergulhador tech e de cavernas.
José Dias

Minha Bonaire desempacotada

Sempre preferi organizar minhas próprias viagens.

Hoje com internet, facebook, tripadvisor, o trabalho do viajante está muito fácil. Lembro de ter que comprar guias e usar o telefone, o que saia muito mais caro. Importante é usar fontes confiáveis e sites oficiais. Eu evito sites de desconto e compra através de terceiros, geralmente vou na fonte, vou direto na cia aérea. Mesma coisa com hotéis. Já usei booking.com, mas já tive problemas com site do tipo. Fiz uma reserva que precisei cancelar e nunca recebi retorno. O site enviava comunicação para a pousada com copia para mim e esta não retornou nunca. Enfim. Direto é muito mais fácil, quanto mais intermediários para lidar acho mais complicado.

A Bonaire eu fui três vezes, todas “desempacotadas”: 2004, 2006 e 2014. Assim como Noronha, Bonaire é aquele lugar para voltar sempre, o repouso do mergulhador, o lugar certo para se sentir de férias e mergulhar muito.

Bonaire para mim não é lugar para ir em multidão. Mais um motivo para evitar os pacotes. Se a graça da viagem é a liberdade de escolher a hora e o ponto de mergulho, se junta muita gente ainda mais desconhecida essa parte se perde. O ideal é uma dupla ou grupo pequeno bem afinado. Assim, gente que esteja no mesmo ritmo ou bem disposto a se adaptar ao ritmo dos outros, geralmente a gente só faz isso com pessoas que gostamos muito. Também tem a questão da cozinha, a questão do carro… melhor ir em dupla ou grupo muito harmônico.Bonaire_1

Molinho e mais barato organizar a viagem “out of” pacote. Porque não fico presa ao mega resort dos pacotes. Além da liberdade com datas – eu preferi fazer uma viagem mais longa das duas primeiras vezes que fui, para valer a pena o vôo que nem sempre é muito favorável. Prefiro ficar dez dias ao invés de uma semana. Enfim, faço a minha viagem, do meu jeito.

Já fiquei nos hotéis: Yatch Club Apartments, Coco Palm Garden & Casa Oleander e Den Laman

Indico o primeiro, o Yatch Club sem medo. Preços super em conta, localização muito boa embora não esteja na beira da praia, apartamentos completos e agradáveis, comércio próximo. Só atravessar a rua e pode usufruir da praia e do bar do hotel em frente, Eden Beach Resort. A praia, dá para usar a do Eden Beach, pagando US$ 10,00 pela espreguiçadeira com ombrelone.

O Eden Beach tem um agito (ok, agito em Bonaire é algo bem relativo…) no fim de tarde.

A operadora de mergulho (Wanna Dive Bonaire) que atende o Yatch Club Apartments também é a do hotel em frente e é bem prática para pegar e deixar os cilindros, dá para fazer isso a qualquer hora.

Como intervalo de superfície, geralmente opto por uma parada em alguma praia, são poucas. Ou passar no hotel, ou ficar vendo a paisagem, enfim, rodeando.

Bonaire_6Na minha última viagem, no último dia fomos até o Sorobon Beach Resort, à beira de Lac Bay, sul da ilha, onde novamente por US$ 10,00 você “ganha” um ombrelone com duas espreguiçadeiras e o direito à infra local, que inclui banheiros, bar, restaurante. Além da paz e do píer… Dá uma preguiça… repouso merecido depois de tantos dias de mergulho. Aquela água quase parada, quente, transparente e rasinha… um ventinho bom… hum…

Já quando fiquei hospedada no Coco Palm nos sentimos meio isolados, é meio ermo lá. Meio mão de obra para tudo, compras e pegar cilindros. E o quarto – não é exatamente um apartamento, é um quarto – é pequeno, a mini cozinha fica quase em cima da cama, o que não cria um ambiente agradável. Além de me sentir insegura… seria muito fácil alguém invadir o quarto. Aliás, nunca fui assaltada em Bonaire, mas já ouvi relatos.

Bonaire_5O Den Laman é perto do Yatch Club, perto de comércio (tem um pequeno mercado), também permite ir a pé até o Eden Beach Resort, e fica em frente ao mar. Não tem exatamente uma praia, só uma pequena faixa de areia (cascalho). A vantagem é estar de frente para o mar; ter um píer de onde é possível mergulhar; ter a própria operadora de mergulho, quer dizer, os cilindros ficam por lá mesmo e o equipamento em um grande depósito. Mas apresenta algumas desvantagens. A operadora só abre as 9 horas e fecha 17 horas. Então, se você não separou cedo os cilindros que vai usar na manhã do dia seguinte, vai ter que esperar abrir e começa muito tarde os mergulhos do dia. Isso  chegou a causar algum transtorno. Porque fomos duas vezes mergulhar nos pontos do Washington Slagbaai National Park, onde tem que ir cedo, pois se não entrar cedo não dá tempo de mergulhar. Aí, o melhor é fazer um lanche por lá e talvez emendar com um terceiro mergulho no caminho. Só que se chegar no Hotel depois das 17 horas já não consegue separar os cilindros do dia seguinte… Enfim, tem que conhecer as regras de cada dive center e se programar direitinho para aproveitar bem os tais mergulhos ilimitados.

Bonaire_3Em termos de viagem (ainda mais) econômica, falam do Dive Hut, simples  mas com o necessário (ar condicionado, banho quente…), não na frente do mar mas muito bem localizado, ainda vou experimentar. Mas uma outra opção econômica, de ficar no Rincon, um bairro tradicional habitado por nativos, já meio fora do caminho dos dive centers, comércio e pontos de mergulho, é uma ideia que não me agrada.

Ah, essa propaganda de mergulhos super tranquilos… a entrada nem sempre é suave! Mar se mexe! Ás vezes tem ondinha, às vezes tem correnteza… e muitas pedras e corais de fogo. Dá para tomar um belo tombo e se machucar. E a correnteza pode pegar de surpresa às vezes. Mar é sempre mar, tem onda, tem corrente… Tomei um tombo, nem estava mergulhando, já tinha tirado o neoprene, caí em cima de um coral de fogo, não foi muito gostoso. Mas o tombo que deu o maior prejuízo foi o da entrada do Hilma Hooker. Não foi um grande tombo, mas a câmara estava na mão, bateu em alguma coisa e alagou; só vi quando já estava chegando no naufrágio. Não dava mais para subir rápido, tive que subir lentamente, fazer a parada, assistindo aquela aguinha dentro da caixa…

Mas a maioria é bem tranquilo mesmo. A gente vai pegando a manha de equipar no carro e colocar as nadadeiras na água. Só procurar as pedrinhas amarelas, parar o carro, observar a bóia, entrada e a corrente… claro que a cada viagem sempre leio sobre a característica dos pontos.Bonaire_4

O parque Washington Slagbaai reserva bons mergulhos, um pouco diferentes do restante da ilha. Nas duas primeiras viagens não mergulhei lá pois o que se dizia é que os pontos estavam ainda devastados pelo furacão que passou por lá.

Na próxima vez que eu voltar à ilha não me escapará o mergulho embarcado East coast Diving Que leva para o lado desabrigado da ilha, onde as entradas de costa não são possíveis (quer dizer, entrar até dá, passo do gigante, mas voltar…rs…) e, dizem, alguns animais maiores são avistados. Pode ser, porque de resto a ilha não é mesmo habitat dos grandes. Em 2006 eu vi um tubarão na ilha, mas foi só uma vez.

Bonaire_7Como nesta última viagem eramos duas vegetarianas – uma vegana, eu nem tanto – optamos por preparar a maioria das refeições no hotel. O supermercado segue o padrão holandês, tem muita mercadoria europeia e/ou que refletem hábitos europeus e também americanos. Portanto, ficou fácil encontrar orgânicos, sugar free, lactose free, pães de grãos de vários tipos… e também veganos. Levamos para casa tofu e cogumelos, a maioria das refeições foi a base deles, além de creme de amendoin para passar no pão. Quem disse que vegano come mal? O tofu em cubinhos, refogado com bastante cebola e no molho de tomate fez uma ótima macarronada vegetariana. Shitake nem se fala… macarrão com  shitake, batata com shitake… Ervilha, tomates, verduras, deu para variar bastante.

Na rua também não foi difícil, encontramos um excelente sorvete com opções sem lactose e hambúrgueres veganos; não precisamos ficar restritas às saladas. Tomamos conhecimento de um restaurante Ayruveda, porém com horário muito restrito, tipo de 12 as 13 horas. Nem fomos, afinal de férias não dá para ficar tão preso a horário.

Bonaire é bom para comprar equipamentos de mergulho, não tem assim uma variedade infinita, mas para nós brasileiros já vale a pena. Mas não dá para comprar muito mais coisa não, só souvenir. Canecas, camisetas, artesanato. E sal – da última vez trouxe sal.

Então acabo gastando muito pouco em Bonaire. Férias perfeitas. Só falhei em não agendar uma massagem para o último dia – tem vários studios/ spas, nos resorts e fora deles. Mas só agendando.

Ao longo desses anos o que melhorou na ilha foi que agora dá para pagar tudo em dólar – nas duas primeiras vezes que fui era um saco, tinha que ficar trocando dólar pelo dinheiro local no banco no centro da cidade. Outra coisa que melhorou foi a oferta de nitrox, praticamente em todos os dive centers agora é free. A primeira viagem eu fiz sem nitrox e os mergulhos ficaram bem limitados.

O que piorou foi a vida marinha, mas isso parece inevitável no mundo todo.

E uma coisa é certa: vou voltar muitas vezes ainda.

Monica Di Masi

Arquiteta, PhD em Planejamento Energético e Ambiental, Dive Master PADI e Mergulhadora Tech.

Caixa Estanque – Levando sua câmera para debaixo d’água

housing_h2oCaixa estanque, waterproof housing, waterproof case, estojo para gravações subaquáticas ou blimp, como é conhecida no meio televisivo, refere-se a um equipamento que protege e permite que sua câmera registre imagens debaixo d’água. A caixa estanque possui uma estrutura própria para resistir às altas pressões exercidas pela água durante um mergulho, quanto mais fundo maior esta pressão.

Existem vários modelos de caixas, tanto para câmeras fotográficas quanto para filmadoras. Diferem pelo material que são fabricadas, se possuem controles manuais ou eletrônicos, se são específicas para um determinado modelo, se possuem acessórios e se permitem a instalação de filtros e troca da porta dianteira. Seja qual for o modelo é necessário estar ciente do que cada uma oferece, seja na sua utilização, controles, praticidade, resistência e principalmente na sua manutenção.

Caixa estanque da Croma customizada com domo
Caixa estanque da Croma customizada com domo da Amphibico®

No Brasil, a linha CROMA, fabricada pela Seal Pro  é capaz de produzir caixa estanque para qualquer tipo de câmera. Suas caixas são produzidas em acrílico e oferecem um ótimo custo benefício. A Seal Pro ainda oferece a possibilidade de se customizar a caixa da maneira que o cinegrafista/fotografo necessitar.

Caixa estanque da Croma customizada
Caixa estanque da Croma customizada

As caixas de custo mais elevados são as fabricadas em alumínio, pois aguentam uma maior profundidade e tem teoricamente uma maior durabilidade. Elas podem chegar a custar mais do que o dobro da própria câmera, caso você venha a adquirir os modelos com todos os acessórios. Como regra geral as caixas de alumínio possuem um custo mais elevado e as de acrílico ou PVC possuem um menor custo.

A caixa usada para fotografar surf não serve para mergulho, pois não é feita para resistir a pressões e alguns modelos não oferecem todos os controles necessários, da mesma forma que as caixas para mergulho não são adequadas para fotografar/filmar surf.
Caixa para fotografar surf

Caixa para fotografar surf

Tamanho e peso

Talvez você ainda se lembre do que foi ensinado na escola, o Princípio de Arquimedes: Um corpo imerso num líquido, total ou parcialmente, flutua com uma força igual ao peso do líquido deslocado.  Fica fácil entender a relação tamanho e peso das caixas estanques.

Quanto maior é a caixa, mais água ela desloca e, portanto mais positiva ela será, o que acarretará na necessidade de mais lastro. O que tornará o kit mais pesado fora d’água. Um kit maior e mais pesado pode ser um problema em viagens ou em barcos que não possuem boas acomodações. Todavia, uma caixa grande embaixo d’água é mais fácil de se manter estável, sem deslocamentos indesejáveis, pois a pressão da água contra sua área suavizará os movimentos. Por outro lado, o arrasto produzido por um kit pesado é grande e não deve ser desconsiderado no planejamento do seu mergulho e do tipo de trabalho que estará realizando.

As caixas de alumínio são mais pesadas fora d’água e normalmente mais compactas, o que acarretará na necessidade de menos lastro, pois possuem uma área interna menor e portanto menos ar no seu interior, o que deixará o kit muitas vezes mais leve do que as de acrílico.

Flutuabilidade e equilíbrio

Com a câmera dentro da caixa, a flutuabilidade deve ser próxima do neutro. Uma flutuabilidade mais positiva ou negativa é uma questão de preferência pessoal. Independente da sua preferência, uma caixa não deve tender a levantar a frente ou a traseira, o que acarretará uma fadiga nos seus pulsos durante o mergulho. Se você não consegue manter confortavelmente o seu kit em suas mãos, dificilmente conseguirá ficar estável e obter boas imagens.

Equilíbrio

Kits de câmera com caixa

Alguns fabricantes de câmeras possuem caixas estanques para os seus próprios produtos/modelos, a Intova, GoPro, Canon e Sony são alguns destes. Essas caixas tem uma vantagem de possuírem todos os controles necessários para manusear sua câmera, custo reduzido e normalmente suportam profundidades de até 40 metros, o que atende a uma boa parte dos mergulhadores. Além disso, alguns modelos ainda aceitam lentes conversoras e filtros, possibilitando ótima qualidade de imagem.

Como estas caixas, na sua maioria são fabricadas para digitais compactas, todo o conjunto de câmera e caixa estanque acaba ficando com seu tamanho bem reduzido, o que é uma ótima opção para quem quer proteger sua câmera da água, areia da praia ou lama.
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Este foi um dos motivos da câmera GoPro se tornar tão famosa no mercado e usada nos mais diversos segmentos.

Bolsa Estanque

Existe também no mercado bolsas/sacos estanques, mas deve-se observar que estes não possuem resistência para grandes profundidades. Estas bolsas à prova d’água possibilitam registrar imagens subaquáticas, e em alguns modelos até o movimento da objetiva zoom é permitido. Normalmente seu custo é bem baixo se comparado a uma caixa estanque, por outro lado oferece a limitação da resistência a maiores pressões. Estas bolsas são bem interessantes para serem utilizadas na praia ou sob chuva e ventania.

Ewa-Marine U-A Underwater Housing PVC laminado. Resiste até -20 m
Ewa-Marine U-A Underwater Housing
PVC laminado. Resiste até -20 m

O assunto caixa estanque é extenso, seu uso vai desde simplesmente proteger um equipamento da ação do tempo até o mais avançado uso no cinema. Hoje, graças a tecnologia e a digitalização das imagens, temos caixas para todo tipo de equipamento, facilitando bastante o trabalho de fotógrafos e cinegrafistas, bem diferente das dificuldades dos pioneiros.

Boutan (à esquerda) e suas luzes duplas. Sua câmera é vista na parte superior central.
Boutan (à esquerda) e suas luzes duplas. Sua câmera é vista na parte superior central.

História

  • Há quem credite ao inglês William Thompson a primeira foto subaquática em 1856, embora a câmera tenha se inundado e a foto não tenha saído satisfatória.
  • Em 1893 o biologista francês Louis Boutan obteve fotos subaquáticas que publicou em 1900 no seu livro La Photographie sous-marine et les progrès de la photographie. Para a tomada das fotos Boutan construiu uma caixa estanque que pesou cerca de 200 kg e usou um tempo de exposição de 30 minutos para obter fotos em chapa 5×7″.
  • Em 1927 Charles Martin e William H. Longley obtiveram a primeira fotografia subaquática a cores.
  • Em 1957 Jean De Wouters criou a câmera subaquática Calypso-Phot a pedido de Jacques-Yves Cousteau que passou a ser comercializada no ano de 1961 pela empresa La Spirotechnique. A câmera usava filmes 35mm e suportava profundidade de 50m.
  • Em 1963 a Nippon Kogaku (atualmente Nikon) lança a primeira câmera da linha Nikonos -a Nikonos I– baseada no Calypso-Phot cujos direitos adquiriu. As câmeras Nikonos (também conhecida como Calypso-Nikkor) sucederam-se até 1980, quando foram substituídas por câmeras automatizadas. A linha Nikonos sofreu descontinuidade em 1996.

Artigo publicado originalmente em 2012, atualizado em 2015

José Dias

José Dias

Diretor de fotografia, fotógrafo, instrutor de mergulho, foto e vídeo subaquáticos. Mergulhador tech e de cavernas.
José Dias