Dicas de Noronha – atualizações

O ambiente turístico de Fernando de Noronha é bem dinâmico, então convém que as dicas estejam sempre atualizadas.

A taxa do ingresso do Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha custa agora R$ 99,00 para brasileiros e R$ 198,00 para estrangeiros.
Estão isentos de pagar a taxa:
– Crianças menores de 12 anos e  maiores de 60 anos;
– Crianças acima de 5 anos precisam solicitar Cartão de Acesso.
Este ingresso, válido por 10 dias, dá ao visitante o direito de acessar todas as áreas deste Parque Nacional destinadas ao uso público. Os ingressos podem ser comprados pelo site https://www.parnanoronha.com.br.

Todos os direitos reservados © José Dias

As regras de agendamento dos passeios, por exemplo, estavam sendo discutidas na época que estávamos na ilha e à esta altura já devem estar alteradas.

Também estava sendo programado para março deste ano o projeto intitulado Dia do Morador. Significa que quem tiver comprovante de residência na ilha terá um dia exclusivo para desfrutar de um atrativo do parque sem precisar fazer agendamento prévio.

Nesses dias, os turistas não terão acesso ao atrativo que estiver reservado para a população local, mas poderão curtir as demais atrações. Nos demais dias da semana, serão mantidas as regras normais de visitação, sendo necessário o agendamento tanto de moradores quanto de turistas.

Nos deparamos com a mudança do restaurante Tricolor, que voltou ao seu local original, na beira da BR ali um pouco antes da sede do  Projeto Tamar, na Vila do Boldró.

Uma boa surpresa foi o restaurante Corveta, com um cardápio mais ou menos enxuto, mas tudo excelente e com um preço bem justo. Os pratos são saborosos e caprichados e os preços se sairiam muito bem aqui no Rio de Janeiro. Só não fiquei tão apaixonada pela sobremesa, com preço mais alto que alguns pratos (!!!). Para comer só a sobremesa, prefiro ir ao Cacimba Bistrô.

O restaurante Xica da Silva continua super cheio, geralmente com fila. O preço é alto mas a comida é de fato boa.

Surpresa agradabilíssima foi a tapioca da Ceça – já havia sido recomendada por uma moradora ano passado, mas somente agora fui. Tapiocas a dez reais, super bem recheadas, cerveja a 6 reais (dependendo da cerveja), um local bem simples ali ao lado da sede da Atlantis Divers, bom para dar aquela parada relaxada no fim da tarde, vendo o movimento (relativo) de pessoas no “centro” da cidade.

Já o restaurante Mergulhão, no Porto, que eu considerava uma opção deliciosa para o fim de tarde, embora com comida cara para o que oferece, não está mais tão agradável, pois virou “point” de por do sol, fica lotado e precisa agendar. Há agora um certo corre corre dos garçons e muitas trocas de mesa, já não atende ao objetivo de relaxar vendo o movimento dos barcos, os pássaros e o sol se pondo. E a conta vem salgada.

Continua sendo fácil circular na ilha, a passagem do ônibus estava 5 reais, quer dizer, um bom aumento desde o ano passado. Mas pegamos alguns ônibus bem cheios, será que os turistas estão descobrindo esta forma de transporte? Carona quem oferece geralmente é morador da ilha.

Com um movimento grande de turistas as regras restritivas para trilhas e algumas piscinas acabam aumentando.  Não é mais possível tomar banho em algumas piscinas.

As piscinas naturais dos Abreus / Todos os direitos reservados © José Dias

Uma dica extra é conhecer a tábua de marés, a Atlantis Divers disponibilizou em vários locais da ilha a tabela, mas você pode consulta-la no site do Centro de Hidrografia da Marinha (CHM). A maioria das praias fica bem mais agradável para o banho no horário da maré baixa. A praia do Leão, por exemplo, minha preferida – o mar costuma ser um pouco agressivo, mas no horário de maré baixa um recife de pedras forma uma área protegida.

Mas o conselho principal continua sendo: vá!

Monica Di Masi

Arquiteta, PhD em Planejamento Energético e Ambiental, Dive Master PADI e Mergulhadora Tech.