Como (quase) tudo começou

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O melhor mergulho do Brasil é Fernando de Noronha, disso ninguém duvida. E lá já fui três vezes.

Aliás, foi lá que o “bichinho Tech” me mordeu. No mergulho da corveta.

A corveta era um sonho desde a primeira visita a Noronha, que só fui realizar na terceira.

Fui e fui capturada pela rapture of the deep.

Noronha é um bom lugar para se apaixonar pelas profundezas, pois alguns mergulhos lindos vão até os 40 e poucos metros. A Ponta da Sapata é apaixonante, uma paisagem subaquática linda.

Corveta V17
Corveta V17 – Fernando de Noronha
Foto © Zaira Matheus

Nesses mergulhos foi possível testar a narcose[1] e sentir a delicia de estar fora do mundo dentro do mundo.

Mas o mergulho na Corveta V17 foi que me introduziu a uma nova fronteira. Descer no meio do nada para 55 metros (na média) num navio afundado imponente em posição de navegação com só um barquinho te esperando lá em cima e uma descompressão obrigatória no meio do caminho.

Surpreendentemente tudo muito tranquilo e lindo. Um cardume de 7 arraias chita apareceu no início do mergulho para deixar claro que valia a pena.

O naufrágio intrigante. Jaz ali uma máquina imensa, de dezenas de toneladas de ferro, que provavelmente custou milhões e muito tempo de trabalho, foi cuidadosamente planejada e aparelhada para um determinado fim… Um dia o acaso, uma seqüência de fatos, e a força da natureza resolvem que todo aquele esforço e investimento terá agora outro fim, uma morada inusitada, um local ao qual não pertence… Lá está o gigante corpo estranho no meio do oceano, desempenhando um papel num ecossistema para o qual não foi desenhado. Inusitado no meio do nada. Com sua história impregnada em cada peça, assim como impregnado de vida, uma vida também não desenvolvida para viver em um objeto construído por mãos humanas. Mas que ali se instala a vontade, sem duvidas sobre o pertencimento àquele lugar, sem questionamentos sobre a morada bizarra. Abrigo providencial. Celeiro de vida. Fonte de alimento.

É percorrido agora de outras maneiras, apresentando perigos bem diferentes do seu tempo sobre o mar. Os desafios são maiores, abriga recantos desconhecidos.

E não se oferece a qualquer um. Para chegar lá é necessário passar pelo rito – o rito da formação do mergulhador – mas um mergulhador tranquilo, seguro, habilidoso. Aquele que já quase criou guelras e se sente às vezes mais a vontade embaixo da água do que com os pés pesadamente colados a terra.

Corveta V17
Corveta V17 – Fernando de Noronha
Foto © Zaira Matheus

Um naufrágio é vivo, evolui. Não só em relação à vida que por ali circula – um mero que fica ali por anos, depois some (caçado?), moreias, tartarugas que por um tempo estabelecem residência fixa, depois ou morrem, ou mudam… Mas também pela ação do tempo, das marés que castigam suas estruturas não projetadas para esse esforço. As vezes encontramos uma escada de lado, um vaso sanitário de cabeça para baixo.. Uma porta no chão… e a imaginação corre solta, vemos antigos marinheiros usando as peças na sua posição original pela última vez, será que eles imaginariam como aquela peça poderia repousar definitivamente de uma forma tão inusitada em tão pouco tempo? Mais apaixonante ainda é encontrar objetos. Projetados, fabricados, embalados para uso humano, agora jazem se oferecendo aos poucos atrevidos. Não chegarão nunca ao destino estabelecido pelos humanos. Mas será menos nobre sua posição? Muitos desses objetos nunca são visitados por humanos. Não estarão no entanto tendo sua segunda vida? “se uma árvore cai na floresta e não há ninguém por perto, ela faz barulho?” me vem à mente o antigo dilema.

Tem aqueles que têm obsessão por levar objetos dos naufrágios para casa e exibi-los na sala como troféu. Eu sou daquelas que não gosta nem de tocar nos objetos, como se de alguma forma fosse maculá-los ao modificar a ação silenciosa e constante do magnífico oceano que os acolhe e organiza conforme sua vontade, assentando-os de uma forma que faz parecer que para isso foram projetados. Prefiro deixa-los ali, e saber que num próximo mergulho os encontrarei talvez de uma outra forma, oferecendo novas surpresas. E que, para merecer a majestade dos naufrágios, tem que pagar o preço: mergulhar. Mas as pessoas são diferentes.

Já havia adquirido a tranquilidade e segurança como mergulhadora avançada, já conhecia muitos naufrágios, mas senti falta de ir até a última fronteira, ir mais fundo e ficar mais tempo, assim como disse o célebre alpinista… por que escalar o Everest? Porque ele está lá.

Preciso ir aos naufrágios porque eles estão lá. E se um ser humano é capaz de fazê-lo, eu também sou.

Há também os naufrágios propositais, para criação de recifes artificiais e mergulho. Não carregam uma história tão intrigante e foram cuidadosamente preparados, mas não são menos interessantes. A forma como repousam no leito do oceano nem sempre respeitam o planejamento humano e evoluem com as marés e tempestades. A vida que lá vai se instalar não é programada por ninguém. E os navios tem sim, sua história, apenas com menos ação do acaso.

Vamos ao segundo melhor mergulho do Brasil: os naufrágios do nordeste. Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte. A mesma água e a mesma vida de Noronha, mas que só existe em torno destes pontos perdidos no oceano.

O treinamento

O objetivo veio naturalmente, o treinamento lentamente.

Comecei usando roupa seca[2] (desnecessária nos naufrágios do nordeste, claro, mas parte da minha preparação para mergulhar mais fundo), passei pelo curso rescue, deep, naufrágio, sidemount, e muitos mergulhos para consolidar todas as novidades.

Visitei Serrambi, mergulhando nos naufrágios do Marte e Gonçalo Coelho. Mergulhei no Victory 8 B. Fui à Flórida, conhecer o Duane, o Spiegel Grove e o Benwood. O Pinguino (Angra) e o Buenos Aires (Rio) são velhos conhecidos, também visitei o Califórnia, Bezerra de Menezes, Parnaioca e outros da região, naufrágio não é exatamente uma novidade, há muitos no log book, mas ver um monte de ferro e entender sua lógica e história são coisas diferentes. Para isso escolhi o curso de um dos maiores especialistas no assunto, o biólogo e pesquisador Maurício Carvalho. Duvidei, mas ele conseguiu fazer com que eu me interessasse por um monte de sucata e mudou definitivamente minha visão de um naufrágio.

Mas a fronteira tech ainda estava lá: precisava ganhar mais profundidade e tempo.

“A gente repete que quer mas não busca e de um modo abstrato se ilude que fez”

Veio à minha mente (frase de uma música brega, não conto qual). Desde sempre, como mergulhadora, eu sabia que iria fundo e faria mergulho descompressivo[3]. Por que então ainda não estava fazendo?

Escolhi um mestre para essa empreitada e não fiz por menos, o fera Stavros (course director da PADI). Podia ser outra certificadora, whatever, o importante é aprender direito.

Naufrágio Marte
Naufrágio Marte
Foto © José Dias

Como proposta do instrutor, começamos pelo side mount[4], ainda em uso recreativo[5]. Isso me familiarizaria com procedimentos do Tech[6] e novos equipamentos, e me abre flexibilidade para fazer Tech em qualquer local que tenha cilindro AL80 (os mais comuns).

Mas um motivo importante, bem importante, foi a coluna. Side mount é muito legal para a coluna e permite retirar os cilindros na água um a um com facilidade.

Encomenda do instrutor para ir para o Tech: logar (registrar) pelo menos 20 mergulhos de side. Toca mergulhar com side em mergulhos recreativos.

Já comecei a ser aquele bicho estranho no barco, cheia de equipamentos pesados e complexos.

Aprendendo a usar carretilha, aprendendo a fotografar (sim, no meio disso ainda fiz um curso de foto sub), aprendendo a manejar deco marker e outros instrumentos, ou seja, aumentando o task load passo a passo. O side mount apresenta um novo desafio, muda toda a configuração que usei durante 20 anos.

Engajado nessa empreitada estava o mestre Stavros, sempre preciso (e rigoroso, chato mesmo, fazer o que né).

Duas viagens para os EUA para comprar equipamentos e sempre falta alguma coisa. Ao passar para o mergulho tech, esqueça de fazer contas. Vai sair caro, vai levar a maior parte do seu dinheiro, e é melhor não pensar nisso.

Primeiro vem a consciência da responsabilidade e dos riscos. Foco, o mestre ordenava.

Naufrágio Foto © Monica Di Masi
Naufrágio
Foto © Monica Di Masi

No entanto, o princípio ainda é o mesmo: respiração. Respirar sempre, com calma. Tranquiliza e economiza o gás. Todo o resto se resolve com calma e conhecimento; se o treinamento foi bem feito e o equipamento está bem configurado e checado, suas ferramentas estão lá e os procedimentos de emergência você sabe fazer.

Paraceu fácil, mas não é nem um pouco.

Ainda tem a limitação física, colocar uma dupla de cilindros nas costas não é realmente a coisa mais ergonômica da face da terra. Dentro d´água não faz muita diferença, mas entre se equipar até entrar na água e depois subir de volta ao barco e sentar são grandes dramas para mim. Para falar a verdade foi a maior fonte de ansiedade na viagem, justificadamente.

A teoria do Tech é bastante assustadora, manual feito para o aluno desistir,

Início a turma com mais três colegas, todos instrutores de mergulho. Turma de elite, me sinto inferior. Para piorar não consegui me entender com a configuração side + stage[7] + task load[8] do Tech! me atrapalhando na configuração e no gerenciamento do gás. Não consegui acompanhar a turma e fazer os exercícios necessários. Sentimento de que não vai rolar.

Course director em ação, vamos passar para a dupla! Dupla de alumínio AL80.

Os procedimentos eu já conhecia desde o sidemount, então enfim a coisa andou e consegui corresponder ao exigido.

Reagi bem e cumpri as tarefas, s drill, enroscos, cilindro fechado, falta de ar simulada do dupla… Carretilha, lift bag…. Algumas distrações durante o curso, algumas broncas.

Mas passei com elogio do instrutor pela dedicação e persistência.

Budião Papagaio Foto © Monica Di Masi
Budião Papagaio
Foto © Monica Di Masi

Estar fundo sabendo que existe um longo (lento) caminho até a superfície não causa mais desconforto. O mergulho tech aos poucos vai se tornando natural para mim, como foi se tornando o mergulho recreativo. E se tornar natural não significa negligenciar qualquer etapa, mas cumprir todas com segurança e tranquilidade.

Muito para aprender ainda, mas a certeza que estou me tornando quem eu sou.

“Que você escolha o que a faça dançar, não andar pesadamente nem cochilar, pelo tempo afora”.

Me lembro quando novinha (20 e poucos) e tinha moto. Uma vez parei ao lado de um carro com janela aberta onde tinha uma menininha muito linda. Abri o capacete para sorrir e brincar com ela. A menina vira para a mãe e pergunta: mãe, mulher também anda de moto?

Choque! Era final do século XX… Recado para as mamães: digam as suas filhas que elas podem ir aonde elas quiserem, à lua, às profundezas do oceano. E que podem andar de moto, pilotar foguetes. Sim, mulheres podem ser mergulhadoras tech. O equipamento pesa, mas se der um jeito nisso, é só.

Tiro alguma vantagem de ser mulher. Como sou muito medrosa, checo tudo mil vezes, penso no mergulho, pergunto, planejo, penso em todos os meus receios e o que fazer para enfrenta-los e se ainda assim não me sentir confortável, aborto o mergulho; não sou obrigada a fazer nenhum mergulho, e esse pensamento me tranquiliza. Nessa hora é bom ser mulher, ninguém te cobrará pela fraqueza.

A expedição Voyager 2015

Essa era a hora de conhecer os naufrágios mais fascinantes do Brasil, vários deles em conjunto.

A expedição respira mergulho tech, embora nem todo mundo faça descompressivo. Um ou outro desce na configuração recreativa, com cilindro de aço de 15 litros. Sim, porque dá vontade de ficar mais… é para ficar o quanto o computador deixar.

Voyager Foto © Roberto Palmer
Catamarã Voyager
Foto © Roberto Palmer

JDias, instrutor de mergulho, foto e vídeo, mergulhador tech e de cavernas, comanda essa expedição anual, exclusiva e muito especial.

No barco, a super equipe da Atlantis, só tem fera!
A operação é toda redondinha, afinal aquele mar não é para principiantes. E a tripulação, muito experiente, se desdobra para que as férias sejam leves e divertidas e os mergulhos fantásticos.

O barco, preparado para aventuras, é apertado, já que tem que ser ágil, mas super funcional. Acaba tendo lugar para tudo, até para os excessos de bagagem.

Tudo gira em torno do mergulho, montar, ajustar, checar gás, checar equipamento… planejar cada mergulho, escolher o que vai para o fundo.

Não há “quantidade” de mergulho, mas qualidade. Tranquilidade para fazer cada um deles e descansar adequadamente, além de liberar umas bolhinhas.

Mas também tem passeio, as descidas em terra. Muito legal chegar em praias diferentes. Descemos em Recife, passeamos por Olinda. Desembarcamos também em Itamaracá, visitando o forte Orange e o Projeto Peixe Boi. Em Maceió passamos pela praia do Francês e Barra de São Miguel, a parada final.

Forte Orange - Itamaraca Foto © José Antonio Alvares
Forte Orange – Itamaraca
Foto © José Antonio Alvares

Nos intervalos de superfície, muitas histórias de mergulho e muito aprendizado.

Rivalizando com o mergulho, só a arte de comer e dormir.

A turma é constituída na maioria por reincidentes, quer dizer, a maioria já fez a expedição outras vezes. Então já sabem o que fazer, e eu vou imitando.

Os primeiros mergulhos foram tensos. Primeira vez de tech, primeira vez de dupla após o curso, mar de Recife chatinho. Mergulho tech é assim, geralmente em locais mais complicados, faz parte.

A entrada na água precisa ser rápida para aproveitar o posicionamento do barco em relação à correnteza e ir direto para a boia. São muitos os equipamentos de foto para passar aos mergulhadores, então, algumas vezes não tive ajuda para levantar do banco… acabei aprendendo a levantar sozinha, o corpo vai aprendendo a se ajeitar com aquele peso.

Com os dias, fui entendendo a estratégia do posicionamento com a correnteza e comecei a descer direto. Tudo vai ficando mais natural com a prática.

A maioria dos mergulhos é tech “light”, usamos um EAN 32[9] ou menos e fazemos decos de 5 a 7 minutos, com o gás da dupla mesmo. Nos três primeiros mergulhos não levei a câmera, para completar minha adaptação. Mas chega muito rápido a hora da verdade, a hora do Vapor 48… faríamos a ar… ansiedade total, como será a minha narcose! Quase não consegui dormir. Então, pensei: eu não preciso fazer esse mergulho! Ao pensar isso, simplesmente passou a ansiedade… e eu fiz o mergulho, a narcose foi leve, e o mergulho muito, muito bom.

Outra fronteira foi a Corveta Camaquã, essa com Trimix[10]. 55 metros. Já tinha feito a de Noronha, então não fiquei tão tensa.

Corveta Camaquã Foto © Paulo Meneses
Corveta Camaquã
Foto © Paulo Meneses

Estes dois mergulhos estão um pouco acima do meu nível de certificação, mas foi devidamente acompanhado por profissionais mais do que competentes. Quanto à descompressão eu estava mais do que tranquila. Saber que não posso sair da água de repente não chega a ser uma notícia ruim.

Ao usar dois stages optei pela configuração com a qual já estou mais familiarizada por conta do sidemount, um stage de cada lado, indo contra a preferência geral de usar os dois do mesmo lado, mas que se mostrou perfeita para mim. Não queria abrir chance para confundir os stages, usar o de oxigênio na profundidade errada, ter uma convulsão e morrer afogada (mergulho tech é muito assustador às vezes…ok, eu dramatizei).

Graças ao meu treinamento de side, retirar o(s) stage(s) no caminho de volta para o barco foi natural, chegando com ele pronto para entregar. Fundamental com o mar meio de bode.

Havia um mergulhador de apoio também, que nas decos mais longas recolheu câmeras, stages usadas… sentir tudo funcionando de maneira precisa e tranquila era o que eu precisava para aproveitar os mergulhos seguintes.

Lá pelo meio da viagem as costas doíam muito e tive que lidar com isso, comprar spray… Pensei em desistir. Mas as dores melhoraram e fiz todos os mergulhos.

Tive sempre uma mão para subir no barco.

Meu consumo de ar como sempre causando inveja aos meninos. De muitos mergulhos voltei com 120 bar[11], ou seja, um AL80 teria bastado.

Sinal de que não estava estressada.

O lastro, graças ao chato do JDias, fui tirando e no segundo dia não usava nenhum.

Os companheiros de viagem, além de divertidos, são excelentes mergulhadores e fotógrafos de mão cheia. Voltei praticamente com um “book” sub. Para eles deve ter sido divertido também, não é todo dia que surge uma modelo sub aos 48 metros de profundidade.

Usei minha câmera em alguns mergulhos, ainda sou aprendiz nessa arte. Ainda bem que o local ajuda!

Tartaruga Foto © Monica Di Masi
Tartaruga
Foto © Monica Di Masi

Depois de alguns dias de muito mar, muitos naufrágios pouco visitados, vapor de roda, naufrágio fundo, distante, inteiro ou desmantelado, real ou provocado, golfinhos no caminho, mero, tartarugas, moreias, arraias, lagostas e todos os tamanhos de peixe, começo a perceber que a brincadeira está passando rápido demais e quase é hora de voltar para casa! Ninguém precisa perguntar aos outros se estão gostando. O sorriso constante no rosto denuncia. E a vida no barco, a vista da costa, os pores do sol, garantem uma paz pouco vivenciada no dia a dia das metrópoles.

Grupo Voyager 2015 Foto © Paulo Meneses
Grupo Voyager 2015
Foto © Paulo Meneses

Feliz com o resultado do treinamento e das broncas levadas; não fico em desvantagem em relação aos mergulhadores mais experientes, sempre sabia o que fazer, até mesmo auxiliar quando necessário, não precisei de ajuda exceto para subir no barco, me virei bem quando o bocal do regulador soltou na minha boca.

Volto com o log book recheado de novas experiências, alma lavada e enxaguada, provavelmente algumas bolhas de nitrogênio já devidamente desfeitas, sentindo a terra balançar, feliz e agradecida por tudo e por todos. Vamos em frente, ou melhor, para o fundo.

Coloquei abaixo o log book com os tempos que incluem as decos, quando houve. Os gases usados nos mergulhos foram EAN 32, Trimix 20/20, EAN 50 e Oxigênio.

logbook

Agradecimentos especiais a dois grandes mergulhadores “chatos”: JDias e Stavros. Eu gosto de mergulhadores chatos. Graças a eles eu aprendo e melhoro a cada dia com muita responsabilidade, dominando a técnica com paciência e dedicação. Podem continuar a me dar broncas.

A propósito de toda essa conversa… não sou apaixonada especialmente por naufrágios, mas sim por todo tipo de mergulho, e naufrágio é um deles. Sou apaixonada também por mergulho noturno e amo os grandes – tubarões, golfinhos, arraias. Só não sou apaixonada por cavernas porque ainda não desbravei essa fronteira!

Naufrágio Taurus Foto © José Dias
Naufrágio Taurus
Foto © José Dias
Nico e Mestre Rodrigues Foto © José Dias
Nico e Mestre Rodrigues
Foto © José Dias
Mestre Rodrigues Foto © José Dias
Mestre Rodrigues
Foto © José Dias

Monica
TRIPULAÇÃO: Nico, Nilo, Juarez, Rodrigues e Erotides
MERGULHADORES: Alexandre Alvares, Catarina Tardin e José Antonio Alvares (Cuiabá), José Dias, Paulo Menezes, Ronaldo Spinelli e Monica Di Masi (Rio de Janeiro), Sérgio Schuler da Rocha (Recife) e Roberto Palmer (Brasília).


[1] Narcose é a chamada “embriaguez das profundezas”.

[2] Roupa Seca – Roupa usada no mergulho que proporciona isolamento térmico ou proteção térmica passiva enquanto se está imerso em água.

[3] Mergulho descompressivo – O mergulhador não pode ascender a superfície sem antes permanece determinado tempo em profundidades menores, muitas vezes utilizando outras misturas gasosas.

[4] Sidemount é uma técnica onde se usam dois cilindros ao lado do corpo

[5] Mergulho recreativo fica dentro de limites de profundidade e não tem descompressão

[6] Mergulho “Tech” ou técnico é o mergulho que extrapola os limites do recreativo, em profundidade e por usar descompressão

[7] Stage é um cilindro extra carregado geralmente ao lado do corpo, com gás para descompressão

[8] Literalmente “carga de tarefas”, tarefas a mais a serem executadas

[9] Mistura com 32% de oxigênio, ao invés de ar, que tem 21% de oxigênio.

[10] Trimix – Mistura gasosa onde um percentual de Nitrogênio é substituído pelo gás Hélio que reduz o efeito da narcose.

[11] A quantidade de ar dos cilindros é medida pela pressão, geralmente em “bar”, geralmente 200 no início do mergulho.

Monica Di Masi

Arquiteta, PhD em Planejamento Energético e Ambiental, Dive Master PADI e Mergulhadora Tech.


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Publicado por

Monica Di Masi

Arquiteta, PhD em Planejamento Energético e Ambiental, Dive Master PADI e Mergulhadora Tech.

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