Expedição Rebreather

No ano de 2012 realizamos o 1º Live aboard exclusivo para mergulhadores de rebreather no Brasil a bordo do catamarã Atlantis Voyager.
Participaram os mergulhadores: Adair Ribeiro, André Domingues, Carlos Janovitch e José Maurício Rodrigues.

Voyager Foto © Roberto Palmer
Voyager
Foto © Roberto Palmer


O Voyager é um motor-sailer de 60 pés para até 10 passageiros.
Ele foi construído especialmente para alcançar pontos remotos e entrar em lugares de difícil acesso (calado = 1,40m).
Acomodações:
– 2 cabines com cama de casal na proa.
– 4 cabines com 2 camas (beliche) nos corredores.
– 2 banheiros com chuveiro (1 em cada casco).
Ficha técnica:
Fabricação: Dolphin Catamarans (2004)
Motorsailer / catamarã 60 pés (18,00m x 8,30m).
Tripulação: 4.
Vel. max: 18 nos / Vel. trab.: 11 nos
2 motores inboard 6cil / 170 HP / Mercedes Benz
Óleo: 2700 lts / Água: 2500 lts
Ar condicionado / 2 Geradores Kohler / Dessalinizador
Cozinha externa
2 Compressores

Voyager_PLANTAPara conhecer a história dos naufrágios que iremos mergulhar, vá ao site do biólogo e pesquisador de naufrágios Maurício Carvalho em Naufrágios do Brasil.

Veja algumas fotos do que rolou no nosso live aboard no Voyager em 2012.


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José Dias

José Dias

Diretor de fotografia, fotógrafo, instrutor de mergulho, foto e vídeo subaquáticos. Mergulhador tech e de cavernas.
José Dias

Live-aboard no Catamarã Atlantis Voyager – 2010

Pelo quarto ano consecutivo e a pedidos de vários mergulhadores organizamos mais uma expedição pelos melhores naufrágios do nordeste brasileiro, a bordo do catamarã Voyager, um catamarã de 60 pés com toda a infra estrutura necessária para um live-aboard seguro e confortável.

voyager-supO embarque aconteceu no dia 9 de janeiro de 2010, na base da Aquáticos/Atlantis em Recife, que também está totalmente equipada, inclusive para mergulhos técnicos, fazendo suas saídas com o belo e espaçoso catamarã Galileu.

img_4561 img_4503Nossa aventura de 7 dias foi organizada pelo cinegrafista subaquático José Dias com o apoio da Atlantis. Nosso objetivo como sempre era de mergulhar nos naufrágios de Recife (PE) à Maceió (AL) e conhecer o novo naufrágio do rebocador Walsa, afundado propositalmente pela AEMPE – Associação das Empresas de Mergulho do Estado de Pernambuco, juntamente com a empresa Wilson, sons em parceria com as universidades UFPE e UFRPE.

Para conhecer a história do Walsa e de todos os naufrágios que visitamos, vá ao site do biólogo e pesquisador de naufrágios Maurício Carvalho em Naufrágios do Brasil.

Após a montagem dos equipamentos, Nico, o responsável pela operação realizou o briefing para todos os mergulhadores.

briffingDia 10 – Primeiro dia de mergulho, depois de um ótimo café da manhã, zarpamos para o primeiro mergulho do dia, nada mais nada menos do que o Vapor Bahia. Sem dúvida um dos naufrágios mais bonitos do Brasil. De tão bom fizemos dois mergulhos no mesmo dia.

rap1741 Para fechar o nosso primeiro dia com chave de ouro, fizemos nosso terceiro mergulho, logo após um almoço dos Deuses, preparado pelo Chef Cícero, no Pirapama. Onde o fotógrafo Roberto Palmer pode registrar as tartarugas que fazem a festa dos mergulhadores.

O Pirapama está localizado a 6 milhas da costa, entre Olinda e Recife e é frequentemente visitado pelas operadoras de Recife. Contudo, nos mergulhos que fizemos, tivemos o privilégio de ter esse naufrágio só para nós.

pirapama1 pirapama2jpgO mergulhador Adair Ribeiro realizou o primeiro dia de mergulho com o rebreather Optima, fabricado pela Dive Rite. Infelizmente no último mergulho do dia, ao chegar à superfície foi verificado que o backplate de “plástico” estava quebrado. O backplate é a peça básica onde são fixados todos os outros itens. Para tristeza de Adair, não houve a possibilidade da Dive Rite enviar um novo backplate, este de alumínio, para Recife. Mas com o auxílio do Nico, rapidamente um setup de duplas AL80 foi disponibilizado para o restante da viagem.

Dia 11 – Acordamos cedo e ansiosos para conhecer o Walsa, um reborcador que repousa em posição de navegação aos 40 metros de profundidade. O naufrágio está inteiro, ainda com pouca vida devido ao pouco tempo no fundo, desde 28/05/2009. Ainda é possível ver o nome do rebocador Walsa no costado e na popa. O Walsa é mais uma bela opção para o mergulho técnico.

walsa1_pm walsa2O segundo mergulho do dia foi no naufrágio conhecido como Chata de Noronha. Segundo o que é relatado, esta chata fazia transporte de material entre recife e a Ilha de Fernando de Noronha e que teria naufragado durante uma forte tempestade.

chata2_pm chata1 Após o almoço, realizamos um mergulho no Vapor de Baixo.

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Aproveitamos que ainda estávamos ancorados na base da Aquáticos e antes do jantar fomos passear por Recife. Compramos algumas lembranças para familiares, baterias e pilhas e visitar o Shopping Center Paço Alfândega.

Dia 12 – Depois de prepararmos as misturas de trimix e separarmos as stages para descompressão, partimos em direção ao Vapor dos 48. Este naufrágio, também desconhecido é assim denominado devido a sua profundidade e não por ser seu nome real.

Neste mergulho, pegamos uma leve correnteza, a única em toda a viagem, mas que não impossibilitou em nada desfrutar deste ótimo naufrágio.

Como este mergulho é profundo e no dia seguinte teríamos outro mergulho, ainda mais profundo, fizemos um intervalo de superfície bem longo e finalizamos o dia com um mergulho ao cair da noite no Pirapama.

No retorno, preparamos novas misturas e stages para o naufrágio mais esperado e um dos melhores de Recife, a Corveta Camaquã.

Dia 13 – Eu e o Adair já havíamos feitos alguns mergulhos na corveta, mas confesso que nunca havíamos pego uma condição de mar tão perfeita. A estratégia do Nico em chegarmos ao ponto de mergulho no momento correto do estofo da maré foi perfeita. Nenhuma correnteza, uma visibilidade de 40 metros e uma água por volta de 28º, possibilitou, o que eu considero um dos melhores mergulhos que realizamos naquele naufrágio. A Corveta Camaquã está em uma profundidade de 55 metros e foi possível mesmo nesta profundidade, ver a proa do hélice. Melhor condição impossível!

camaqua camaqua1 Como o retorno à Recife foi cedo, fomos “esticar as pernas” em Olinda.

Dia 14 – O primeiro mergulho do dia foi o rebocador Marte (1998). Este naufrágio artificial está inteiro. Localizado em Serrambi possui bastante vida e é diversão garantida.

Para completar o dia realizamos dois mergulhos no naufrágio do Gonçalo Coelho. Originalmente um navio de desembarque de carros de combate LST (Landing Ship Tank), depois, durante alguns anos realizou o transporte de carga entre Recife e a Ilha de Fernando de Noronha, até que em 1999 afundou próximo ao Marte.

marte gcoelhoLogo após mais um maravilhoso jantar, partimos em direção a Maceió (AL). Uma das noites mais estreladas que me recordo de ter visto.

A previsão era de navegarmos a noite inteira para estarmos no local do nosso próximo mergulho às 7 horas da manhã.

Dia 15 – Navegamos a noite inteira e as 7 da manhã em ponto estávamos sobre o Navelloyde Nº4, conhecido como Sequipe, que só teve sua identificação confirmada em 2007, pelo pesquisador de naufrágios Maurício Carvalho durante a Expedição de 2007. Este naufrágio encontra-se inteiro a 30 metros de profundidade. Possui um enorme guincho sobre seu casco onde vários cardumes costumam se abrigar.

sequipe1_pm sequipe2_pmApós um belo lanche durante intervalo de superfície zarpamos para mais um mergulho, este no naufrágio do Draguinha. O Draguinha é na realidade a Draga Nº 9, que também foi identificada em 2006 pelo pesquisador Maurício Carvalho.

Depois de um ótimo almoço preparado pelo Chef Cícero, partimos para mergulhar no André Rebouças, conhecido como Dragão.

drag4_pm drag2_pm drag3_pmDurante a navegação para Barra de São Miguel, onde a Atlantis possui sua base, o Adair, moderador do fórum ScubaBR sorteou alguns brindes. Anotamos os nomes de todos os participantes, inclusive da tripulação e chamamos o Nico para sortear os ganhadores. Ele avisou de ante mão: Eu sempre tiro o meu nome. Ninguém acreditou. A foto está abaixo para comprovar.

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Para não corrermos o risco com o Nico, chamamos para o segundo sorteio o chef Cícero, o que não adiantou nada. Tirou o próprio nome! A sorte da tripulação só foi quebrada após mestre Djalma ter sorteado o Paulo Menezes.

Os brindes foram:
T-Shirt ScubaBR – Nico e Paulo Menezes;
Mini-ferramentas – Cícero.

Depois de uma noite navegando e três mergulhos maravilhosos nas águas calmas e quentes de Alagoas, fomos dar uma volta em Barra de São Miguel. Pelo sorriso estampado no rosto de todos, percebe-se que a noite foi divertida.

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Dia 16 – Os dois mergulhos do último dia seriam no Itapagé. Naufrágio com 120 metros de comprimento e que merece muitos mergulhos. Sempre repleto de vida para diversão dos fotógrafos e cinegrafistas.

O Itapagé. é um dos mais belos naufrágios de Alagoas e sua história nos remete a 2º Guerra Mundial, quando foi atingido por dois torpedos lançados pelo U-Boat U-161, afundando na altura da Lagoa Azeda.

itapage1 itapage2 itapage4 itapage5 banho2 ita_pmÉ possível ver várias peças dos caminhões que o navio carregava e muita louça, inclusive uma enorme variedade de garrafas. Os motores a diesel, com 6 metros de altura merecem atenção especial, logo ao lado é possível encontrar máquinas a vapor.

Para finalizar nossa expedição, mestre Djalma nos brindou com um atum fresquinho, que ele mesmo pescou durante a navegação. E como não podia ser diferente, o Chef Cícero, mais uma vez nos surpreendeu.

sashimi ciceroturma_4754E assim finalizamos com chave de ouro nosso live-aboard. Todos felizes com os mergulhos, acomodações, atendimento, segurança, novas amizades e a certeza de que no próximo ano estaremos lá novamente!

TRIPULAÇÃO: Nico, Djalma, Juan, Cícero e Rodrigues.
MERGULHADORES: Adair Ribeiro (São Paulo), Alexandre e José Antonio Alvares (Cuiabá), Rafael, Daniel e Alberto Oda (São Paulo), Paulo Menezes e José Dias (Rio de Janeiro) e Roberto Palmer (Brasília).

José Dias

José Dias

Diretor de fotografia, fotógrafo, instrutor de mergulho, foto e vídeo subaquáticos. Mergulhador tech e de cavernas.
José Dias

Live-aboard no Catamarã Atlantis Enterprise

Pelo terceiro ano consecutivo mergulhamos pelos naufrágios e por alguns outros pontos interessantes do nordeste brasileiro. Em 2008 e 2009, essa aventura aconteceu a bordo do confortabilíssimo Catamarã Enterprise.

Em 10 de janeiro de 2009, sob o calor de Recife embarcamos em uma viagem de 7 dias organizada pelo cinegrafista subaquático José Dias com o apoio da Atlantis. Nosso objetivo: mergulhar nos naufrágios de Recife (PE) e Maceió (AL), muita descontração e alegria. Além do 1º Curso de Vídeo Sub a bordo do Enterprise.

O ponto de encontro dos 10 mergulhadores foi o Porto de Recife, no Marco Zero. Vindos dos Estados de Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo nosso grupo foi recebido pelos 7 tripulantes altamente qualificados da bela embarcação.

Como de costume, montamos os equipamentos de mergulho no fim do dia, logo após o briefing e o cocktail de boas vindas.

No primeiro dia de mergulho partimos ainda cedo, logo após o café da manhã e às 10:00 horas já estávamos na água mergulhando no Reboque Flórida.

Florida-(9)Depois de um pequeno lanche para acompanhar o intervalo de superfície, estávamos pronto para o segundo mergulho do dia, Servemar I.

Depois de um ótimo almoço, preparado pelo Chef Ítalo Sales e de um bom descanso, fomos para o nosso terceiro mergulho do dia no Vapor de Baixo.

Com uma água com mais de 20 metros de visibilidade e 27º de temperatura, fizemos um mergulho de 45 minutos neste naufrágio, que embora pequeno, oferece a rara possibilidade de se observar um vapor com as suas duas rodas de propulsão ainda na posição de uso.

Vapor-de-Baixo-1o-(33) Servemar-(6)Acordamos cedo para o nosso segundo dia de mergulho, que começaria no Vapor Bahia. O Bahia dispensa qualquer comentário, um dos naufrágios mais bonitos e curiosos, principalmente pela sua trágica história de colisão com o Pirapama. Realizamos dois mergulhos com aproximadamente 60 minutos cada.

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Depois de um magnífico almoço e um bom descanso partimos em direção ao Porto de Recife. No caminho, ao cair da tarde, um mergulho no Pirapama.

O Pirapama está localizado a 6 milhas da costa, entre Olinda e Recife e é frequentemente visitado pelas operadoras de Recife. Contudo, nos mergulhos que fizemos, tivemos o privilégio de ter esse naufrágio só para nós.

Depois de ancorarmos no Porto de Recife para o pernoite e de nos deliciarmos com o jantar, o grupo se espalhou por passeios em Recife. Todos retornaram cedo ao Enterprise, pois no dia seguinte começariam os mergulhos mais profundos e um bom descanso com uma boa noite de sono cairia muito bem.

Acordamos e tomamos nosso café da manhã partindo para o Vapor dos 48. Este vapor é assim denominado devido a sua profundidade e não por ser seu nome real. Como vários naufrágios de Recife, sua origem também é desconhecida.

Vapor-dos-48-(31)No Vapor dos 48 foram usadas misturas gasosas para garantir a segurança e podermos desfrutar ao máximo este lindo naufrágio.

No retorno, fizemos um segundo mergulho no Vapor de Baixo.

Seguindo com os mergulhos profundos, chegou a hora do naufrágio mais esperado e um dos melhores de Recife. A Corveta Camaquã

A Corveta Camaquã foi ao fundo devido às péssimas condições de mar. Hoje, as cargas de profundidade usadas para combater os submarinos do eixo na 2ª Guerra Mundial estão espalhadas pelo fundo próximo da popa e continuam intactas.

A Corveta Camaquã está a 55 metros de profundidade apoiada no fundo de areia pelo bordo de boreste. Seu estado de conservação é perfeito, embora as chapas internas já estejam bastantes fragilizadas.

Depois de um mergulho profundo realizado com absoluto sucesso, só nos restava retornar a Recife para o pernoite. Isso seria o normal em qualquer operação de mergulho, mas não no Enterprise. Encerrarmos o dia com mais um mergulho no maravilhoso Pirapama.

Nossa estada em Recife estava chegando ao fim e, portanto, resolvemos encerrar o dia visitando Olinda.

Na manhã seguinte, ainda muito cedo partimos para Serrambi para mergulharmos no Rebocador Marte. O Marte é um naufrágio artificial criado em 1998.

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Saimos do Marte para realizarmos dois mergulhos no naufrágio do Gonçalo Coelho.

O Gonçalo Coelho era um navio de desembarque de carros de combate LST (Landing Ship Tank). Após a 2ª Guerra Mundial foi reformado para outros serviços. Fez durante alguns anos o transporte de carga entre Recife e Fernando de Noronha. Com o intuito de servir de recife artificial foi afundado em 1999.

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Depois de dois maravilhosos mergulhos no Gonçalo Coelho, zarpamos em direção a Alagoas. Nossa navegação duraria a noite toda e a previsão era de que no dia seguinte, amanhecêssemos em cima do naufrágio do Dragão – André Rebouças.

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Embora tenha naufragado em 1927, este naufrágio só foi identificado em janeiro de 2006, pelo pesquisador e biólogo Maurício Carvalho, na expedição a bordo do Catamarã Voyager. O nome correto deste naufrágio é André Rebouças.

Depois de uma hora de mergulho e um lanche para acompanhar o intervalo de superfície, partimos para o segundo mergulho do dia no Draguinha. O Draguinha é na realidade a Draga Nº 9. Foi identificada também em 2006 pelo pesquisador Maurício Carvalho. O tempo em Alagoas estava nublado e com uma chuva fina, mas o mar estava totalmente parado.

Nosso terceiro mergulho do dia foi no naufrágio do Sequipe, uma chata cujo nome correto é Novelloyde Nº 4. Este naufrágio encontra-se inteiro a 30 metros de profundidade. Possui um enorme guincho sobre seu casco onde vários cardumes costumam se abrigar.

Nosso último dia de mergulho! Para fecharmos com chave de ouro, 120 metros de naufrágio. O Itapagé é um dos mais belos naufrágios de Alagoas e sua história nos remete a 2º Guerra Mundial, quando foi atingido por dois torpedos lançados pelo U-Boat U-161, afundando na altura da Lagoa Azeda.

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É possível ver várias peças dos caminhões que o navio carregava e muita louça, inclusive uma enorme variedade de garrafas. Os motores a diesel, com 6 metros de altura merecem atenção especial, logo ao lado é possível encontrar máquinas a vapor.

Enterprise_2009-072TRIPULAÇÃO: Nico, Djalma, Jacson, Bruno Noronha, Ítalo, Luciana e Edilka.
MERGULHADORES:
Adair Ribeiro, Carlos Augusto Bruno, Cláudio Couto, Consuelo Magalhães, Renzo Martins, Eduardo Tellechea, Pedro Máximo, Vivian Szterling, Maurício Carvalho e Jose Dias.

José Dias

José Dias

Diretor de fotografia, fotógrafo, instrutor de mergulho, foto e vídeo subaquáticos. Mergulhador tech e de cavernas.
José Dias