Dicas de Noronha – atualizações

O ambiente turístico de Fernando de Noronha é bem dinâmico, então convém que as dicas estejam sempre atualizadas.

A taxa do ingresso do Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha custa agora R$ 99,00 para brasileiros e R$ 198,00 para estrangeiros.
Estão isentos de pagar a taxa:
– Crianças menores de 12 anos e  maiores de 60 anos;
– Crianças acima de 5 anos precisam solicitar Cartão de Acesso.
Este ingresso, válido por 10 dias, dá ao visitante o direito de acessar todas as áreas deste Parque Nacional destinadas ao uso público. Os ingressos podem ser comprados pelo site https://www.parnanoronha.com.br.

Todos os direitos reservados © José Dias

As regras de agendamento dos passeios, por exemplo, estavam sendo discutidas na época que estávamos na ilha e à esta altura já devem estar alteradas.

Também estava sendo programado para março deste ano o projeto intitulado Dia do Morador. Significa que quem tiver comprovante de residência na ilha terá um dia exclusivo para desfrutar de um atrativo do parque sem precisar fazer agendamento prévio.

Nesses dias, os turistas não terão acesso ao atrativo que estiver reservado para a população local, mas poderão curtir as demais atrações. Nos demais dias da semana, serão mantidas as regras normais de visitação, sendo necessário o agendamento tanto de moradores quanto de turistas.

Nos deparamos com a mudança do restaurante Tricolor, que voltou ao seu local original, na beira da BR ali um pouco antes da sede do  Projeto Tamar, na Vila do Boldró.

Uma boa surpresa foi o restaurante Corveta, com um cardápio mais ou menos enxuto, mas tudo excelente e com um preço bem justo. Os pratos são saborosos e caprichados e os preços se sairiam muito bem aqui no Rio de Janeiro. Só não fiquei tão apaixonada pela sobremesa, com preço mais alto que alguns pratos (!!!). Para comer só a sobremesa, prefiro ir ao Cacimba Bistrô.

O restaurante Xica da Silva continua super cheio, geralmente com fila. O preço é alto mas a comida é de fato boa.

Surpresa agradabilíssima foi a tapioca da Ceça – já havia sido recomendada por uma moradora ano passado, mas somente agora fui. Tapiocas a dez reais, super bem recheadas, cerveja a 6 reais (dependendo da cerveja), um local bem simples ali ao lado da sede da Atlantis Divers, bom para dar aquela parada relaxada no fim da tarde, vendo o movimento (relativo) de pessoas no “centro” da cidade.

Já o restaurante Mergulhão, no Porto, que eu considerava uma opção deliciosa para o fim de tarde, embora com comida cara para o que oferece, não está mais tão agradável, pois virou “point” de por do sol, fica lotado e precisa agendar. Há agora um certo corre corre dos garçons e muitas trocas de mesa, já não atende ao objetivo de relaxar vendo o movimento dos barcos, os pássaros e o sol se pondo. E a conta vem salgada.

Continua sendo fácil circular na ilha, a passagem do ônibus estava 5 reais, quer dizer, um bom aumento desde o ano passado. Mas pegamos alguns ônibus bem cheios, será que os turistas estão descobrindo esta forma de transporte? Carona quem oferece geralmente é morador da ilha.

Com um movimento grande de turistas as regras restritivas para trilhas e algumas piscinas acabam aumentando.  Não é mais possível tomar banho em algumas piscinas.

As piscinas naturais dos Abreus / Todos os direitos reservados © José Dias

Uma dica extra é conhecer a tábua de marés, a Atlantis Divers disponibilizou em vários locais da ilha a tabela, mas você pode consulta-la no site do Centro de Hidrografia da Marinha (CHM). A maioria das praias fica bem mais agradável para o banho no horário da maré baixa. A praia do Leão, por exemplo, minha preferida – o mar costuma ser um pouco agressivo, mas no horário de maré baixa um recife de pedras forma uma área protegida.

Mas o conselho principal continua sendo: vá!

Monica Di Masi

Arquiteta, PhD em Planejamento Energético e Ambiental, Dive Master PADI e Mergulhadora Tech.

Trilha dos Abreus em Fernando de Noronha

A ilha de Fernando de Noronha é famosa por suas lindas praias, pelo surf, pelos fantásticos mergulhos e pelos diversos passeios, incluindo algumas trilhas. As trilhas são um atrativo que pode ser feito junto com qualquer outro programa de sua preferência. O meu principal programa em Fernando de Noronha é o mergulho autônomo.

Normalmente faço os mergulhos pela manhã e como o retorno ao Porto de Santo Antonio sempre acontece antes do meio dia, tenho tempo de sobra para tomar um banho, almoçar e realizar outro programa, incluindo algumas trilhas.

Em janeiro de 2017, depois de levar um grupo de mergulhadores para mais um maravilhoso live aboard a bordo do Voyager pelos naufrágios de Recife e Maceió, parti para Fernando de Noronha para mais uma série de mergulhos e alguns passeios que eu ainda não tinha feito.

A intenção quando cheguei em Noronha era fazer a trilha do Capim Açu, mas acabou que resolvi deixa-la para outra oportunidade e decidi que faria a trilha dos Abreus, super-recomendada pelos amigos da ilha.

A trilha vista no mapa

Em Noronha existem trilhas para todos os níveis de dificuldades, algumas longas e que exigem bom preparo físico e outras que são passarelas suspensas facilitando assim o acesso, inclusive dos visitantes com alguma necessidade especial. A trilha dos Abreus é uma trilha de 1200 metros com um caminho bem demarcado e com uma vista do mar de fora de tirar o fôlego, somente no final da trilha é que há uma descida bem íngreme em que o visitante terá que tomar um pouco mais de cuidado e utilizar a corda de apoio. Levei por volta de uns 30 minutos até chegar à descida íngreme, fui andando e apreciando o passeio, sem pressa!

Trilha dos Abreus / Todos os direitos reservados © Monica Di Masi
Durante a caminha é possível ver o mar de fora / Todos os direitos reservados © José Dias

Ao chegar ao final da descida há um fiscal que passa algumas informações sobre o local e os cuidados necessários, além de você ter que assinar um termo de responsabilidade e uma ficha de presença. Depois disso é só curtir as piscinas naturais e a tranquilidade.

A descida bem íngreme que o visitante terá que usar a corda de apoio /
Todos os direitos reservados ©Monica Di Masi

Eu havia planejado fazer a trilha após o meu último dia de mergulho, mas quando fui a sede do ICMBio para agendar o sistema de agendamento estava fora do ar, então foi necessário retornar no dia seguinte, tudo deu certo pois consegui agendar sem dificuldades. Fique atento, pois existe o limite máximo de 24 visitantes/dia e os guias locais costumam agendar o de várias pessoas ao mesmo tempo, portanto, insista. A trilha dos Abreus não costuma ser disputada como a do Atalaia e sua praia não possui faixa de areia.

Piscinas naturais dos Abreus / Todos os direitos reservados © Monica Di Masi

O acesso ao início da trilha, que eu utilizei e que foi informado pelo funcionário do ICMBio, foi pela estrada a esquerda da praia do Sueste, uma pequena estrada ao lado do estacionamento.

O início da trilha

Como o passeio é recomendado no horário de maré baixa, o portão da trilha só abre neste horário, no meu caso, abriria às 12 horas e eu poderia ficar até às 15 horas. Então fui um pouco mais cedo para o PIC do Sueste e fiz um lanche para aguentar até a hora tardia que iria almoçar.

Lanche no Sueste / Todos os direitos reservados © Monica Di Masi

Se você está de carro alugado ou táxi é possível chegar até bem próximo do início “oficial” da trilha, evitando alguns minutos de caminhada. Se estiver de ônibus, salte no ponto final, no Sueste, e pegue a estrada que descrevi acima. Não tem erro.

Como agendar:

Para fazer a trilha é obrigatório agendar uma data na sede do ICMBio, que fica junto ao Projeto Tamar, na Vila do Boldró. O ônibus deixa na porta.

  • O passeio é grátis e pode ser feito sem guia, mas só são permitidos 24 visitantes por dia e o horário de visitação da trilha é na maré baixa;
  • É necessário apresentar o ingresso do parque, cópia do voucher ou o número de CPF do visitante;
  • Cada visitante/condutor tem o direito de agendar no máximo 6 pessoas;
  • Agendamento realizado com até 5 dias de antecedência.
Local do agendamento na sede do ICMBio / Todos os direitos reservados © José Dias

Horários do ICMBio para o agendamento de atrativos:

Segunda a sexta-feira
Das 8h30 às 12h e das 14h às 18h

Sábados e feriados
Das 15h às 18h

Domingo
Não funciona

É obrigatório a fim de preservar as piscinas naturais:

O uso de máscara, colete salva-vidas e snorkel. Estes itens visam a proteção dos ambientes e melhor experiência do visitante.

É proibido:

  • O uso de protetor solar, repelente e outros dermo-cosméticos;
  • Usar nadadeiras, sapatilhas ou luvas;
  • Tocar o fundo das piscinas;
  • Perseguir, encurralar ou tocar os animais;
  • Interferir ou coletar materiais no ambiente natural;
  • Jogar lixo na trilha, praia ou piscina.

O que levar:

  • Vá de tênis para esta trilha, mas leve um chinelo leve na bolsa;
  • 01 litro de água;
  • Boné;
  • Roupas leves;
  • Toalha;
  • Um pequeno lanche;
  • Máquina fotográfica.

Optei por usar minha máscara e snorkel, e aluguei o colete. Você não poderá alugar o equipamento no Sueste. Eu aluguei com a indicação do pessoal da Noronha Tour, eles inclusive podem agendar os melhores passeios de Noronha, deste ilhatour até todas as trilhas. Se você não quer perder nenhum minuto em Noronha com agendamentos esta é a melhor opção.

Vida marinha nas piscinas naturais dos Abreus / Todos os direitos reservados © José Dias

No caminho de volta ao Sueste, ainda podemos observar o Açude da Pedreira.

Açude da Pedreira / Todos os direitos reservados © Monica Di Masi

A partir de março deste ano, começou o projeto intitulado o Dia do Morador. Significa que quem tiver comprovante de residência na ilha terá um dia exclusivo para desfrutar de um atrativo do parque sem precisar fazer agendamento prévio.

Nesses dias, os turistas não terão acesso ao atrativo que estiver reservado para a população local, mas poderão curtir as demais atrações. Nos demais dias da semana, serão mantidas as regras normais de visitação, sendo necessário o agendamento tanto de moradores quanto de turistas.

Calendário do projeto Dia do Morador/ICMBio
Todos os direitos reservados © Monica Di Masi

A trilha dos Abreus foi uma grata surpresa, exatamente como informado pelos amigos. Passei as 3 horas que me foram permitidas me banhando naquelas piscinas deliciosas em um lugar bonito e tranquilo.

José Dias

José Dias

Diretor de fotografia, fotógrafo, instrutor de mergulho, foto e vídeo subaquáticos. Mergulhador tech e de cavernas.
José Dias

Lanzarote – Um paraíso de Mergulho com o primeiro Museu Subaquático da Europa

Por: Carlos Campaña

Nesta terça-feira, 10 de janeiro de 2017, abriu oficialmente o primeiro museu subaquático da Europa, mas precisamente nas águas claras perto da costa sul de Lanzarote na baía de Las Coloradas, Espanha, chama-se Museu Atlântico. Turistas já poderão mergulhar para observar as 300 esculturas em tamanho natural, esculturas feitas em betão de pH neutro, inócuo para o ambiente. As esculturas foram feitas a partir de pessoas reais e agrupadas em diferentes instalações que chamam a atenção para questões como as alterações climáticas, conservação e migração, com uma área aproximada de 2.500 metros quadrados, a uma profundidade de 12 a 15 metros.

Mais do que beleza cênica e entretenimento para mergulhadores as 300 esculturas mudam a percepção do mergulhador ao observá-las pousando tranquilamente no fundo do mar, num território declarado Reserva da Biosfera pela Unesco.

As esculturas são do escultor britânico Jaison deCaires Taylor, e cada uma delas pretende criar uma conversação. Uma das séries, intitulada The Raft of Lampedusa, inclui esculturas que pretendem alertar para “a responsabilidade coletiva que temos agora na comunidade global” fazendo referência à crise de refugiados e as vidas que se perderam no mar.

Museo Atlántico © Jason deCaires Taylor

Museu Atlântico não é só um museu, é um recife artificial, onde os peixes podem nadar livremente entre as esculturas e se proteger de ameaças, também como uma forma de preservar a fauna do local.

O museu subaquático esta situado em Playa Blanca na parte Sul da ilha de Lanzarote, na baía de Las Coloradas, a uns 200 metros da costa, numa área protegida por lei e que tem as melhores condições para a instalação, por estar protegida das grandes correntes que afetam a costa norte da ilha. 2% da arrecadação paga pelos visitantes serão atribuídos à investigação e divulgação das espécies e faunas marinhas de Lanzarote.

Todos os direitos reservados

O museu é visitado diariamente por mergulhadores de todas as partes do mundo. As tarifas são: Adultos Scuba: 12,00 € Adultos Snorkel: 8,00 €

Dicas

Na ilha, pode-se realizar o que chamo de mergulho das três ilhas, que são pacotes de mergulhos com grupos com 4 ou mais mergulhadores, onde normalmente incluímos o mergulho em 3 ilhas, como a ilha “La Graciosa” e a “Isla de Lobos”.

Conforme a certificação e experiência do mergulhador é possível conhecer cavernas, naufrágios, cordilheiras e a grandiosa vida marinha. Assim como em Canárias é o único lugar de Europa onde é possível mergulhar diariamente com o tubarão Angelote (Squatina Squatina).

Outra vantagem de Lanzarote é a facilidade de encontrar hotéis, apartamentos, carros de aluguel, bicicletas, motos, dentre outros, e com preços para todos os gostos.

Nós mesmos oferecemos a possibilidade de encontrar acomodações, assim como, fazer suas reservas de carro, hotel e demais.

Realizamos também, o transfer dos clientes desde o aeroporto até o hotel e buscamos diariamente para os mergulhos programados.

Conforme o grupo de mergulhadores, deixamos a possibilidade do grupo escolher o local de mergulho desejado.

Faça o download do Guia de Mergulho em Lanzarote – 11.4Mb

Mais informações podem ser obtidas através dos contatos abaixo:

Lanzarote Non Stop Divers

Cel: +00 34 690-808508
E-mail: info@lanzarotenonstopdivers.com
http://lanzarotenonstopdivers.com/

Carlos Campaña
5 Star Padi Dive Center, Lanzarote Non Stop Divers
+ 34 928.517.277 | + 34 690.808.508
info@lanzarotenonstopdivers.com http://www.lanzarotenonstopdivers.com
Av.Papagayo 18 - Centro Comercial Papagayo 67D - 35.580 Playa Blanca - Lanzarote - Spain

Dicas sobre Noronha para marinheiros de primeira viagem

Estas dicas são bem pessoais, um guiazinho mesmo, preparei para amigos e resolvi publicar, especialmente para quem está indo pela primeira vez, mergulhador ou não. Na segunda vez você já não vai precisar de dica nenhuma!

Caso ainda não tenha planejado a viagem, minha sugestão é estende-la o máximo que puder. É caro mesmo, mas vale a pena. Eu escolho não pensar muito em quanto a viagem está custando… e curtir o paraíso.

  • Tem pousada para todos os bolsos, quer dizer quase todos, já que nada em Noronha é barato. Antigamente as pousadas domiciliares eram conhecidas pela precariedade, mas esta realidade mudou. Hoje há uma maior profissionalização e mesmo nas pousadas mais simples é possível ter conforto suficiente para não estragar a estadia. Minha sugestão é ficar onde dê para ir a pé (sem andar demais) até a Praça Flamboyant e a Vila dos Remédios.  Ali pela Vila dos Remédios, Floresta Nova, Floresta Velha, Vila dos Trinta.
    Pode ver aqui: http://www.ilhadenoronha.com.br/pt/index.php
Todos os direitos reservados © Monica Di Masi
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  • A pousada deve ter transfer mas de qualquer forma os táxis não são caros e têm preço tabelado. Pegadinha de algumas pousadas: dizem oferecer o transfer, mas este está atrelado à compra posterior de algum passeio.  Se não comprar o passeio, na hora de ir embora da ilha não terá o transfer. Os únicos “passeios” que acho válidos são o planasub e a trilha do Capim Açu (a do Atalaia é discutível…). De resto não precisa de guia para nada. Não ter transfer não chega a ser nenhum problema, pois o custo do táxi não é o problema da viagem.
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  • Pague a taxa de preservação pela internet pelo menos dois dias antes de viajar e leve impresso. Tem a TPA e tem a taxa de entrada do parque, as duas podem pagar pela internet. Mas só a TPA tem que ser apresentada no aeroporto, e a taxa do parque tem que ser trocada pela carteirinha na ilha. O pagamento da TPA pode ser feito antecipadamente através do site do governo http://www.noronha.pe.gov.br/
    A taxa do ingresso do Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha é de R$ 89,00 para brasileiros e R$ 178,00 para estrangeiros. Este ingresso, válido por 10 dias, dá ao visitante o direito de acessar todas as áreas deste Parque Nacional destinadas ao uso público. Os ingressos podem ser comprados pelo site https://www.parnanoronha.com.br.
Guia Turístico de Fernando de Noronha
Guia Turístico de Fernando de Noronha
  • Como os voos chegam sempre à tarde, vá até a Praia do Cachorro – essa praia é bem no centro, dessa praia dá para ir até a Praia do Meio e a Praia da Conceição; entre a do Cachorro e a Praia do Meio tem um bar, é um lugar bom para ver o primeiro por do sol na ilha.

carteira_parque

  • Faça logo no dia que chegar a carteira para entrada no parque, no meio da Praça Flamboyant tem um quiosque onde faz e sempre ande com a carteira. Meu programa de primeiro dia costuma ser: pegar a carteira do parque, ir a uma praia ali pelo centro e passar na Atlantis (nossa operadora de mergulho do coração). Passe na loja logo no dia que chegar quando estiver voltando do por do sol (fica bem na Vila dos Remédios) para programar o batismo ou os mergulhos se já credenciado
  • Só existem duas companhias aéreas fazendo voos para Fernando de Noronha, a Gol e a Azul. Os voos saem de Natal ou Recife.
Todos os direitos reservados © José Dias
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  • Os táxis são confiáveis e o preço das corridas tabelado (veja o link), pode pedir táxi na NORTAX – Associação Noronhense de Taxistas, pelo telefone (81) 36191314; as pessoas na ilha são confiáveis. Dá para se locomover bem na ilha com ônibus – custa R$ 3,00, é seguro e leva perto de todas as praias, não tão perto quanto carro ou táxis levam, mas é perfeitamente possível a caminhada. Também é comum pegar carona na volta das praias, isso é normal.  Para sair dos locais de passeio de táxi é um pouco mais complicado, mas dá para chamar por telefone ou deixar agendado um horário. De qualquer forma não estará muito longe da estrada e do ônibus em nenhum ponto da ilha (com exceção da trilha do Capim Açu, mas esta tem que fazer com guia mesmo), que será sempre uma opção.
  • Ilhatur: dura umas 8 horas, acho que não vale a pena, principalmente se a ideia é alugar buggy. A ilha é muito simples de entender e circular, está razoavelmente bem sinalizada. De qualquer forma, se optar pelo Ilhatur, só faz algum sentido se for no primeiro dia (dia seguinte ao da chegada). Eu prefiro já usar este dia para mergulhar.
  • Programas de índio na minha opinião: Praia do Atalaia e sair de madrugada para a Baia dos Golfinhos – tem que pagar um guia, tem fila, e não se perde nada não indo. No Atalaia depois de horas de fila só pode ficar 20 minutos com um fiscal do IBAMA te enchendo o saco para não encostar em nada. Na Baia dos Golfinhos os bichos nem sempre aparecem ou aparecem só de longe. Vá no mirante outra hora do dia.
  • Programa que todo mundo diz que é legal mas eu nunca senti vontade de fazer na ilha: palestra do IBAMA, tem todas as noites. De qualquer forma, vale dar uma parada na lojinha do TAMAR em algum horário. Bom para levar algum souvenir.
  • No segundo ou terceiro dia: para quem não mergulha, batismo de mergulho – sugiro a Atlantis –  Vá logo, pode dar vontade de mergulhar outras vezes. Para quem mergulha: já chegou na ilha com mergulho agendado para todos os dias, com certeza. As saídas são cedo, o carro da operadora pega e devolve na pousada sem custo adicional, estará de volta antes do almoço. Dá para mergulhar todos os dias e ainda aproveitar bem a ilha.  Tem saída à tarde também, mas eu acho que deixa o dia meio comprometido. Tem noturno segunda, quarta e sexta, para os viciados em mergulho vale a pena.
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  • Planasub (“snorkel” a reboque de uma lancha) é muito legal também.  Atenção quem  estará  praticando mergulho autônomo: Doença Descompressiva é uma questão real aqui… o sobe e desce rápido do planasub pode bagunçar eventuais bolhinhas no seu corpo. Não será o primeiro… Não acho tão legal o barco com fundo de vidro, é claustrofóbico e ruim para quem enjoa. Mas para quem não quer se molhar pode ser uma opção.
  • Há uma operadora nova trabalhando com mergulho autônomo de praia – permite visitar o naufrágio do Porto que é bem legal.
  • Duas praias imperdíveis pela beleza: Sancho e Praia do Leão. As duas tem uma caminhada para chegar, mas são muito especiais. A  praia do Sueste é fácil de chegar (chega de carro ou ônibus) e mansinha, mas eu nem gosto tanto. Essas praias ficam dentro do “parque” e existe uma estrutura com quiosque, banheiro e é necessário apresentar a carteira do parque na entrada.
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  • Por do sol: Mirante do Boldró (onde tem um bar e toca o bolero de Ravel) eu acho chato, é badalado, bom para quem quer ver o movimento, mas também tem vários pontos nesse mesmo lado da ilha onde dá para ver o por do sol. Também é legal na praia Cacimba do Padre.
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  • O Forte dos Remédios é legal de visitar, bom para o fim de tarde também.
  • Vá a todas as praias – Cachorro, Conceição, Meio, dos Ingleses, Boldró, Cacimba, Sancho, Sueste, Leão… algumas são “ligadas” e dá para ir andando de uma para a outra; deixe alguns dias para repetir o que gostou mais. Eu pessoalmente gosto muito da Cacimba do Padre, pena que colocaram umas barracas, nada a ver…
  • Tem trilhas mais pesadas para quem gosta, eu fiz uma de 10 km, a trilha do Capim  Açu que é a do farol voltando pelas pedras e terminando na Praia do Leão, mas essa tem que ir com guia. Pode ser um  programa para o ultimo dia, sem mergulho.  Subir no Morro do Pico está proibido, infelizmente.
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  • No ultimo dia, como o voo é sempre à tarde, e melhor ainda se pegar o último horário, ainda dá para curtir uma praia.
  • Reserve um dia para almoço tardio/ fim de tarde no Restaurante Mergulhão, no porto – é meio (bem) caro, melhor ficar nos belisquetes. A vista é linda, não cansa. Vai dar vontade de ir mais vezes.
  • Os restaurantes das pousadas Maravilha e Zé Maria são chiques mas muito caros. Geralmente quem vai reclama que o preço não vale. Nunca fui. O restaurante da pousada Teju Açu é elogiado, eu fui só para a sobremesa.
  • Para refeições corriqueiras: Empório São Miguel  e Flamboyant (quilo) – este último, no meio da Praça Flamboyant, é onde todo mundo vai, mas o primeiro, quase em frente, é bem melhor, tanto que os locais frequentam.
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  • Para a noite sem gastar muito, Pizzaria na Moita (na BR em direção ao Porto, dá para ir a pé da Praça Flamboyant) – bom e barato; lanche no Açaí da Vila (onde tem o Mundo Verde, no “alto”, Floresta Nova, perto da escola) – tem açaí, tapioca, sanduíches bem feitos, é point dos surfistas. Eu amo comer o açaí Noronha, metade açaí e metade creme de cupuaçu.
  • Restaurante simples: tipo arroz, feijão e peixe: tem um na vila dos remédios decente, o Jacaré.
  • Noitada só bem depois da meia noite, na Vila dos Remédios: Bar do Cachorro e pizzaria ao lado da igreja (ou é forró, ou reggae, ou samba). Como sempre estou mergulhando todos os dias, não sou frequentadora… poderia começar mais cedo, né?
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  • A ilha tem banco Santander, Bradesco e tem caixa do Banco do Brasil no correio; praticamente todos os bares e restaurantes tem máquina de cartão, embora a conexão seja ruim. Alguns bares de praia não aceitam cartão, por não terem conexão.
  • Tem mercado (para comprar água, por exemplo), farmácia, etc mas presta atenção no horário de funcionamento, domingo fecha, etc. O preço não é o do continente, o que já é de se esperar.
  • Boné, filtro solar e água, sempre!
  • Muita disposição para andar no sol, nas ruas esburacadas e pirambeiras. Às vezes falta água na ilha. Mas nada apaga o brilho de Noronha.
  • Esqueça o salto alto!
  • Interaja com o povo da ilha. São simpaticíssimos. E assista o filme “Sangue Azul” antes de ir, vai dar uma outra visão da ilha.

sangue_azul

  • O melhor da ilha está embaixo da água. Não perca. Se não mergulha, faça logo o batismo e porque não o curso básico na ilha. Quem foi a Noronha e não mergulhou viu só um pedacinho. Dica para os iniciantes no mergulho: respire sempre, respire com calma. Aconteça o que acontecer, mantenha a respiração calma.  Tem arraia, tartaruga, moreia, tubarão, tubarão, tubarão…
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  • A internet é uma bosta, o sinal de telefone some… mas você vai esquecer disso!
    Em 2017 fiz uma atualização das dicas. Dá uma lida clicando aqui.

Monica Di Masi

Arquiteta, PhD em Planejamento Energético e Ambiental, Dive Master PADI e Mergulhadora Tech.

 

 

10 anos de live aboard

Em 2006 os amigos Maurício Carvalho, biólogo, instrutor de mergulho e especialista em naufrágios, e o Patrick Muller, da Atlantis Divers, me convidaram para embarcar no live aboard do catamarã Voyager, para captar imagens dos naufrágios de Recife e Maceió para um programa de TV. Começava ali um romance com os naufrágios do nordeste que já dura uma década!

O programa, que só iria ao ar em 25/06/2007, era o SBT Realidade, que você pode ver na íntegra abaixo. Mais tarde foi reeditado e deu origem a uma versão resumida no SBT Repórter, que você também pode assistir aqui.

Depois do convite de 2006, embarquei em mais dez live aboards. Na maioria deles, liderando grupos de mergulhadores interessados em embarcar na aventura de fazer uma expedição pela rota dos naufrágios nos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas. Tendo os catamarãs Voyager e Enterprise como nossos portos seguros, sempre acompanhados de um staff competente.

As primeiras expedições que embarquei foram lideradas pelo próprio Maurício Carvalho, depois, assumi o trabalho de agendar, organizar e formar os grupos para a aventura no catamarã Voyager.
Este ano comemorei junto com amigos e amigas 10 anos de live aboard pelos naufrágios do nordeste. Devo ressaltar que ao longo do tempo alguns mergulhadores são reincidentes nesta aventura, alguns participando pela quarta vez, outros quase tanto tempo quanto eu, provando que mergulhar nesses naufrágios é sempre uma fonte inesgotável de prazer. Recebemos neste grupo mergulhadores de todas as partes do Brasil, inclusive do próprio nordeste.

Mergulhadores do live aboard - 2016

Mergulhadores do live aboard Voyager – Brasil H2O – 2016

Para comemorar a data, que para mim é importante, pedi aos parceiros FUN DIVE e Atlantis Divers alguns brindes para sortearmos. Todos os integrantes do grupo receberam alguma lembrança. Tivemos t-shirts, refil de wet notes, canetas, faca X-BLADE para colete, deco marker e adesivos e o melhor, muitas risadas, muitos amigos, muitas histórias, mergulhos, fotos e passeios.

A todos que de alguma forma contribuíram para o sucesso de nossas expedições, deixo aqui meu muito obrigado.


 

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José Dias

José Dias

Diretor de fotografia, fotógrafo, instrutor de mergulho, foto e vídeo subaquáticos. Mergulhador tech e de cavernas.
José Dias

Com Nautilus Lifeline regitrado, protagonista de Mar Aberto nunca mais.

Ok, o filme Mar Aberto é horrível. Mas a inspiração para o filme foi um fato real e coisas assim acontecem mesmo. É um pesadelo recorrente entre mergulhadores – emergir longe da vista do barco e não conseguir voltar. Todo mergulhador experiente provavelmente já passou por um sufoquinho de estar um pouco longe do barco enfrentando ondas e correnteza e percebeu como isso pode se tornar complicado. Neblina, ondas altas, estar atrás de uma ilha, correnteza afastar rápido demais ou o barco simplesmente ter ido embora… neblinaNão são incomuns os mergulhadores “deixados para trás”. Acompanhei algumas histórias recentes, algumas resultando no pior. Aqui dois exemplos:

http://www.deweyhammond.com/travel/lost-in-the-carribean-sea

http://edition.cnn.com/2014/02/17/travel/bali-divers-search/

Como tenho planejado viagens para locais mais remotos, como Revillagigedo (onde fui recentemente), Galápagos, Indonésia etc, a preocupação em não ser protagonista de um filme horrível como Mar Aberto cresceu.IMG_3644_h2o

Enfim, numa das minhas viagens aos EUA para adquirir equipamento Tech, comprei um Nautilus Lifeline – rádio marítimo com GPS à prova d´água que permite a comunicação do mergulhador com qualquer embarcação próxima, e até com os serviços de emergência locais (guarda costeira, bombeiros etc).

Já havia sido informada que no Brasil não era possível registrar o rádio e obter o tal número MMSI (Maritime Mobile Service Identity), pois a ANATEL só daria esse registro para rádio em embarcações, mas que isso só impediria de usar o botão vermelho. O rádio tem três botões, verde, laranja e vermelho. O vermelho é o sinal de socorro; se apertar este botão, sua posição em GPS é enviada para todos as embarcações num raio de até 55 Km, além da guarda costeira.

Não sei se este botão é absolutamente necessário, já que o verde permite conversar com qualquer barco próximo (vem ajustado para o canal 68) e o laranja é o canal de socorro internacional, o canal 16.  Mas como somente nesta função a posição em GPS é enviada automaticamente, me pareceu prudente ativá-la.

Quando comprei, em julho de 2014, a notícia era que no Brasil não era possível registrar um rádio sem estar atrelado a uma embarcação. Conheci algumas pessoas que tinham o rádio e nenhuma delas tinha registrado. Até que recebi a notícia que um conhecido de um amigo tinha conseguido registrar. Que tinha sido difícil demorou e tal, mas não consegui receber informação sobre o processo.

Como boa funcionária pública, estou acostumada a lidar com burocracia e a ter paciência. Então não me intimidei.

Busquei no site da ANATEL o procedimento para registro de rádio marítimo.

Bom, como o site vive mudando, a busca foi mais ou menos assim: serviço regulado  – outorga – serviço móvel marítimo.

Aqui o texto que encontrei na página.

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Bom, tudo muito bem explicado, menos a parte do rádio não estar ligado a uma embarcação.

Vantagem de morar numa capital, preenchi previamente o formulário e fui na sede da ANATEL, no endereço:  Praça XV de novembro, 20, 9 andar. É o prédio da antiga bolsa de valores, e a entrada é pela rua do Mercado, pelo subsolo.

Cada capital tem uma sala do cidadão (vi em consumidor, canais de atendimento). Reproduzo a página abaixo.

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Aqui a placa com o horário de atendimento.
placa_anatel

Sugiro ir no horário em que os dois tipos de atendimento estão funcionando, o protocolo e o atendimento ao público.

Cheguei lá com  o formulário parcialmente preenchido, pois não sabia como preencher os campos de informação da embarcação e outros detalhes do rádio.

Expliquei para a moça do protocolo, que sabia vagamente algo sobre o assunto e chamou um rapaz que poderia me ajudar. De fato, veio me atender um rapaz que sabia do caso (aparentemente trabalhou na regulamentação) e me ajudou a completar o formulário, e anexou a homologação do Nautilus Lifeline ao meu processo. Soube então que este rádio já está homologado na ANATEL.

Aqui as duas páginas do formulário:

Fichasolicit2h2o
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Fichasolicih2o

 

Dei entrada com a moça do protocolo, que me deu um número para acompanhar pela internet. A previsão seria de duas semanas para receber os boletos.

Eis que,  uma semana depois, recebo a correspondência.

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O que parecia estar resolvido de repente não estava, pediram os dados da embarcação.

Fui pessoalmente de novo, encontrei a mesma moça no protocolo, mencionei o problema e pedi para falar com o mesmo rapaz, e logo fui atendida.

Ele pegou meu processo e logo detectou o problema, um dos campos do formulário não havia sido preenchido – e então o preenchemos com uma informação do tipo “equipamento para salvamento de mergulhador”, pode ser qualquer descrição que deixe claro que não é equipamento para barco e sim para mergulhador.
Feito, o processo seguiu, 15 dias depois recebo os boletos para pagamento, com um prazo de vencimento bem longo.

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Paguei um pouco antes do prazo, para não atrasar muito o processo.

Uma semana depois de pagas as taxas, recebo em casa a licença e o número MMSI.

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Já havia instalado o “desktop software” do Nautilus Lifeline no meu PC, necessário para fazer atualizações e o registro. Conectei o radinho ao PC e segui os procedimentos. Pronto, rádio registrado! Menos de dois meses para o processo todo. Pode ser menos de um mês, se não houver pendência e se o pagamento for imediato.

De qualquer forma, espero nunca precisar usar o botão vermelho…

Monica Di Masi

Arquiteta, PhD em Planejamento Energético e Ambiental, Dive Master PADI e Mergulhadora Tech.